O time Fim de Carreira nasceu ainda na década de 1990, a partir de encontros entre amigos da Comunidade Santo Antoninho, no distrito de São Pedro, em Bento Gonçalves. O presidente da equipe, Eduardo Ariotti, relembra que a formação inicial não tinha o nome atual e começou de forma totalmente informal. “O primeiro nome era Turma da Terça, depois Turma da Sexta Fim de Carreira, agora apenas Fim de Carreira”, recorda.

Segundo ele, o grupo foi fundado por Arcebido Cardoso, Fernando Ariotti e Miguel Iam, mantendo a prática esportiva ao longo dos anos. Com o tempo, mudanças na composição e na rotina dos jogadores acabaram transformando o projeto.

A atual identidade da equipe surgiu a partir da reunião de amigos de diferentes períodos. “Eu quis trazer meus amigos para jogar e aí surgiu a ideia do Fim de Carreira”, afirma.

Atualmente, além de Ariotti na presidência, a comissão da equipe conta com Odair José Fra, Luis Augusto Capellaro, Revelino Soares e Douglas Schenatto.

Títulos e trajetória recente

A equipe passou a disputar competições oficiais a partir de 2018 e, desde então, acumulou conquistas importantes em diferentes torneios regionais. “Acho que são 22 ou 24 troféus”, afirma.

Entre os principais resultados, o time é atual tricampeão da Taça Fenavinho, bicampeão do Colonial e também campeão em outras competições da região. “Fomos vice em Nova Prata. Ficamos entre os quatro melhores em Teutônia”, completa.

Futebol de amizade e elencos de fora da região

Apesar dos títulos, o presidente destaca que o principal diferencial da equipe não está apenas nos resultados, mas na convivência entre os jogadores. “A maior conquista é essa: nós termos os amigos juntos, pessoas do bem”, ressalta.

A equipe também conta com atletas de diferentes cidades e até ex-jogadores profissionais, ampliando a diversidade do grupo. “Hoje tem o pessoal de Porto Alegre, de Caxias, de Farroupilha. Pessoas que já jogaram profissional”, afirma.

Sem treino e sem campo próprio

Um dos aspectos que mais chama atenção na rotina do Fim de Carreira é a ausência de treinos regulares e de estrutura própria. Segundo ele, a dificuldade de reunir todos os jogadores impede a realização de atividades fixas. “Já é difícil conseguir o pessoal para vir jogar por causa de horários e finais de semana”, explica.

Custos, apoio e organização

A equipe mantém suas atividades com apoio de patrocinadores e parcerias pontuais, especialmente voltadas ao fardamento e aos jogos. “Patrocinadores a gente tem alguns por fardamento”, afirma.
Além disso, os encontros após as partidas também ajudam na integração do grupo. “Um ajuda com valor, outro com a carne, alguma coisa para a gente reunir o pós-jogo”, finaliza.