Com a chegada da temporada mais quente do ano, as lojas de Bento Gonçalves lançam suas promoções de verão, oferecendo condições especiais, descontos atrativos e uma seleção variada de produtos para atender às necessidades da estação. Roupas leves, calçados, acessórios de praia e itens para lazer estão com preços diferenciados, incentivando tanto moradores quanto visitantes a aproveitarem as ofertas enquanto renovam seus guarda-roupas e se preparam para os dias de sol. Essa mobilização de promoções reflete o dinamismo do comércio local e é uma ótima oportunidade para consumidores economizarem sem abrir mão da qualidade.
Município
De acordo com Helenir Bedin, proprietária da loja Carllize e presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Bento Gonçalves (CDL-BG), em seu estabelecimento há promoções de até 30% na coleção de moda feminina verão. “Fazendo uma avaliação anual, ficamos com um leve crescimento no geral. O cliente, nesta época, já vem com a ideia da promoção, mas sempre há lançamentos que fazem com que as lojas se mantenham em crescimento. A tendência que mais me dá retorno é a malharia, ainda mais quando as malharias têm os melhores lançamentos da coleção em janeiro, que já estão disponíveis nas lojas”, explica.
Maristela Canei Colognese, gerente da Horango Tango Modas, destaca que em seu comércio, as promoções também estão acontecendo. “Precisamos ter um fluxo maior de vendas e, se não fizermos agora, as peças de verão não vendem mais”, observa.
Para Diana da Campo Michelon, proprietária da A. Da Campo Calçados, as ofertas em sua loja também já começaram. “Iniciamos a promoção no dia 20 de janeiro, com expectativa de boas vendas”, destaca.
Principais procuras
De acordo com Helenir, as principais procuras são: “O vestido segue sempre em destaque nas vendas do verão, acredito pela leveza e frescor que proporciona ao cliente, e a camiseta no público masculino”.
Já Diana ressalta que seu público busca principalmente chinelos e rasteiras. “Têm um valor mais em conta. O perfil do cliente muda em janeiro; as pessoas aguardam as promoções, que ficam vantajosas, pois os descontos chegam a 50% do valor”, afirma.
Maristela observa que, na Horango Tango, as peças mais procuradas são vestidos leves, regatas, bermudas e calçados abertos.
Aumento do custo
O alto custo de produção tem sido um dos principais desafios enfrentados pelos lojistas, impactando diretamente a formação de preços e a competitividade no mercado. A elevação nos valores de matérias-primas, energia, mão de obra, transporte e tributos encarece toda a cadeia produtiva, fazendo com que muitos comerciantes operem com margens cada vez mais reduzidas. Mesmo em períodos de promoção, como no verão, os empresários precisam equilibrar descontos atrativos com a sustentabilidade financeira do negócio, buscando alternativas como negociação com fornecedores, redução de estoques e maior planejamento de compras para minimizar os impactos.
Helenir destaca que, em relação ao fornecimento de suas mercadorias, não houve atrasos, apenas aumento no custo. “Tudo o que gera aumento em qualquer setor acaba sendo repassado; não existe outra maneira de manter o negócio”, explica.
Diana afirma que seus produtos tiveram uma elevação significativa de preço. “O custo aumentou de 20% a 30% em um ano”, salienta.
Perspectivas
As expectativas de Helenir e Diana são otimistas em relação às vendas projetadas para está temporada. “O verão ainda tem mais dois meses de calor pela frente. Acredito que, com as promoções, os estoques vão diminuir bastante. Além disso, não se trabalha com estoques elevados, apenas o necessário para giro”, afirma Helenir.
Já Maristela ressalta que a expectativa para o fechamento das vendas na loja está abaixo do planejado. “Não vamos conseguir atingir o esperado, devido à situação do nosso Brasil”, frisa.
Inadimplência
A inadimplência no Rio Grande do Sul atingiu um patamar histórico em 2025, refletindo o agravamento das dificuldades financeiras enfrentadas pela população. Dados do Mapa da Inadimplência da Serasa apontam que, ao final de dezembro, mais de 4 milhões de gaúchos estavam com contas em atraso, o que representa 45,36% da população adulta do Estado, o maior índice desde o início da série histórica em 2016. A presidente do CDL destaca que as pessoas estão mais cautelosas ao fazer suas compras. “A inadimplência está muito alta”, finaliza.