A decisão foi proferida nesta semana, após o investigado permanecer preso preventivamente desde março

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a soltura de Conrado Paulino da Rosa, professor de Direito e advogado do Rio Grande do Sul, investigado por suspeita de estupro e outros crimes sexuais contra ao menos dez mulheres. A decisão foi proferida nesta semana, após o investigado permanecer preso preventivamente desde março.

De acordo com a investigação, os supostos crimes teriam ocorrido entre 2018 e 2025. As denúncias apontam que as vítimas teriam sido abordadas em diferentes contextos, incluindo relações acadêmicas e profissionais. O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou o advogado pelos crimes de estupro, cárcere privado e violência psicológica.

A investigação policial durou três meses e teve depoimentos de 18 vítimas e 16 testemunhas, além de perícias, exames e provas documentais.

Ao conceder a liberdade, o STJ entendeu que a prisão preventiva poderia ser substituída por medidas cautelares, que proíbem Conrado de “se aproximar ou manter contato” e ainda de “expor em redes sociais ou imprensa ou a terceiros por meio de fotos mensagens e ou vídeos”. O professor seguirá respondendo às acusações enquanto o processo tramita na Justiça.

A defesa nega os crimes atribuídos ao investigado e afirma que ele tem colaborado com as autoridades durante as apurações.

O caso segue sob investigação, e as denúncias continuam sendo analisadas pelas autoridades responsáveis.