Ao encerrar seu ciclo, a Corte da 6ª Festa do Pêssego de Pinto Bandeira não leva consigo apenas lembranças protocolares de agenda e compromissos oficiais, mas uma trajetória marcada por identidade, transformação pessoal e forte vínculo com a comunidade. Formada pela rainha Fernanda Nichetti e pelas princesas Suéli De Toni e Jenifer Gomes da Cunha, a corte consolidou, ao longo do reinado, um papel que ultrapassa a representação simbólica e se firma como expressão viva da cultura local.

Raízes que sustentam a representatividade

Natural de Pinto Bandeira e filha de agricultores, Fernanda Nichetti destaca que sua história sempre esteve profundamente conectada à terra. “Carrego comigo uma ligação muito forte com a fruticultura, especialmente com o cultivo do pêssego, que faz parte da história da minha família há mais de quatro décadas”, afirma. Segundo ela, representar a festa significou também honrar gerações que ajudaram a construir a identidade do município.

A princesa Suéli De Toni também reforça o vínculo com o meio rural como elemento central de sua trajetória. Agricultora e estudante de Viticultura e Enologia, ela ressalta que a vivência familiar foi determinante na construção de seus valores. “Aprendi desde cedo o valor do trabalho e do cuidado pela terra. Escolhi a agricultura como profissão para dar continuidade à história da minha família”, explica.

Já a princesa Jenifer Gomes da Cunha traz uma perspectiva marcada pela construção do pertencimento. Natural de Porto Alegre, ela encontrou em Pinto Bandeira um novo lar. “Decidi transformar Pinto Bandeira no meu verdadeiro lar e construir minha vida aqui com o propósito de retribuir o acolhimento que sempre recebi”, conta.

Entre emoção, desafios e crescimento pessoal

No sábado, 11, a corte se despediu no evento que escolheu as soberanas da 7ª festa

Ao relembrar o período como soberana, Fernanda enfatiza que mais do que um momento específico, o que marcou sua trajetória foi o reconhecimento coletivo. “O carinho das pessoas e a oportunidade de levar o nome do nosso município foram, sem dúvida, os momentos mais especiais”, relata. Ela avalia que a experiência trouxe amadurecimento. “Aprendi a valorizar ainda mais minhas origens e o papel que cada um de nós tem na construção do futuro”, acrescenta.

Durante o reinado, Suéli destaca o impacto pessoal da vivência. “Era uma pessoa tímida e insegura. Essa experiência me fez crescer, acreditar mais em mim e entender o verdadeiro sentido de representar”, pontua. Para ela, momentos simples foram os mais significativos. “Ver o brilho no olhar das crianças e a alegria dos agricultores ao se sentirem representados me fez compreender o verdadeiro significado do nosso papel”, afirma.

Jenifer revela que seu momento mais marcante ocorreu no encerramento do reinado. “No desfile de despedida, ao sentir o calor do público e ouvir as palavras de gratidão, entendi que ser princesa não é sobre origem, mas sobre entrega”, afirma. Segundo ela, a experiência foi transformadora. “Aprendi a ocupar meu espaço com confiança e a entender que o pertencimento nasce do amor e do respeito”, avalia.

Uma corte que representou sua comunidade

A atuação da corte esteve diretamente ligada à participação ativa na vida comunitária, desde festas tradicionais até eventos culturais e esportivos. “Buscamos estar presentes em todos os momentos importantes, valorizando nossas tradições e fortalecendo os laços com a comunidade”, afirma Suéli. O reconhecimento popular, segundo ela, foi o maior retorno. “O carinho e o acolhimento das pessoas foram inesquecíveis”, completa.

Para Jenifer, o papel da corte vai além da visibilidade. “Ser soberana é um ato de serviço. É ser o elo entre o passado e o futuro da nossa festa”, destaca. Fernanda reforça o simbolismo do título. “Ele representa um legado, uma história e um orgulho que levarei comigo para toda a vida”, afirma.

Ao se despedirem, as três deixam uma mensagem às futuras soberanas e à comunidade. “Vivam essa experiência com intensidade, responsabilidade e amor pelas nossas raízes”, orienta Fernanda. Jenifer destaca a essência do papel. “A coroa só brilha de verdade quando reflete a simplicidade e o amor dedicados às pessoas”, afirma. Já Suéli reforça o sentimento coletivo. “Que a festa continue sendo motivo de união e orgulho, mantendo viva a nossa história”, conclui.