Entidades sindicais destacam impactos da medida na qualidade de vida dos trabalhadores e acompanham tramitação da proposta no Senado Federal

A União Geral dos Trabalhadores (UGT) Nacional e a UGT Rio Grande do Sul, juntamente com o Sindicato dos Empregados no Comércio de Bento Gonçalves (SEC-BG) reforçam suas manifestações e sua posição favorável à continuidade do debate sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1, tema que avança no Congresso Nacional e que agora está travado no Senado Federal.

Para as entidades, a discussão vai além das relações de trabalho e alcança aspectos fundamentais da vida em sociedade, como a convivência familiar, a saúde física e mental dos trabalhadores, a qualificação profissional, o lazer e o exercício pleno da cidadania.

A Central Sindical e o Sindicato ressaltam que o mundo do trabalho passou por profundas transformações nas últimas décadas, impulsionadas pelo avanço tecnológico, digitalização e aumento da produtividade. Nesse contexto, entendem ser legítimo discutir formas de compatibilizar desenvolvimento econômico, competitividade e melhores condições de vida para os trabalhadores.

A presidente do SEC-BG, que também é diretora de Políticas Sociais da UGT Brasil, Orildes Maria Lottici, destaca que a pauta envolve uma reflexão sobre o valor social do tempo. “Estamos diante de uma discussão que ultrapassa números e estatísticas.

Falamos sobre o tempo que as pessoas têm para conviver com suas famílias, acompanhar o crescimento dos filhos, estudar, cuidar da saúde e participar da vida comunitária. O desenvolvimento de uma nação também deve ser medido pela qualidade de vida que ela proporciona aos seus cidadãos”, destaca.

As entidades observam ainda que a medida pode ter impacto especialmente relevante para as mulheres, que frequentemente acumulam responsabilidades profissionais, domésticas e familiares. “A realidade demonstra que muitas trabalhadoras enfrentam jornadas múltiplas. Qualquer passo que permita mais equilíbrio entre trabalho, família e vida pessoal representa um avanço para as mulheres e, consequentemente, para toda a estrutura familiar”, reforça Orildes.

UGT Nacional, UGT-RS e SEC-BG defendem que o debate no Senado Federal ocorra de forma ampla, responsável e alinhada aos desafios contemporâneos do mundo do trabalho, mas é necessária agilidade, considerando não apenas aspectos econômicos, mas também os impactos sociais e humanos da proposta.

As entidades reafirmam seu compromisso com a valorização do trabalho, o fortalecimento do diálogo social e a construção de relações laborais que promovam desenvolvimento econômico aliado à dignidade humana.