O artista Augusto Passarin Pillotti também vem flertando com o blues há algum tempo. O seu projeto PsyBlues, vai unir lançamento musical, formação de jovens e ocupação cultural do espaço público em Bento. A proposta prevê a gravação de um álbum autoral com oito faixas, a realização de workshops de produção musical e um show de lançamento aberto à comunidade, marcado para o dia 13 de setembro, na Rua Coberta.
O projeto é viabilizado com recursos públicos destinados à cultura, dentro da categoria Decolagem Criativa – Impulsionamento de Carreiras Artísticas do Edital 01/2025, do Fundo Municipal de Cultura. A iniciativa também contempla contrapartidas sociais e ações formativas em diferentes espaços do município.

Com o PsyBlues, Pillotti propõe um diálogo entre blues, jazz e psytrance, ampliando sua pesquisa musical iniciada em 2018. Além da gravação do álbum, o projeto prevê a criação de uma videoarte em formato de animação, contribuindo para a identidade estética do trabalho e fortalecendo sua divulgação junto ao público, inclusive por meio das plataformas digitais, onde o álbum será disponibilizado gratuitamente.
A formação cultural também é um dos eixos centrais da proposta. Como contrapartida, serão realizados três workshops de produção musical, voltados à aproximação de crianças e jovens com os processos criativos e tecnológicos da música. As atividades ocorrerão na Praça CEU, em 19 de setembro, na EMEM Alfredo Aveline, em 21 de agosto e na EMEF Professora Maria Borges Frota, dia 27 deste mês.
Pillotti sempre esteve ligado a música eletrônica, tornando-se produtor e idealizador da Bentrônica. No entanto, seu álbum de estreia será focado em psytrance e blues. “Sou produtor musical a nove anos, produtor de evento a oito e dono de agência de artistas a quatro.
O que me levou a trabalhar com música foi realmente amar isso. Fazer o que se ama na vida não tem preço, trabalhar com o que se ama nem se quer é um trabalho, acaba sendo um sonho. Hoje trabalho de vendedor também”, afirma.
Para ele, equilibrar os trabalhos e a vida de pai tem sido algo difícil, mas que executa com o maior amor possível.
Segundo ele, os artistas que mais o inspiram são 4i20/Mandragora/GroundBass. “Foram essenciais para eu ter interesse a começar a produzir música”, revela.
Para ele, é difícil enquadrar o Psyblues como um novo gênero. “Classificaria como uma subvertente do Psytrance, e para mim é algo que faz parte do que eu amo que é a Escala do Minor Blues. Ela leva um ar de felicidade, no qual eu consigo misturar com meu som que é mais “escuro”, mais denso. Como produzo dentro do Psytrance o progdark, o blues acaba deixando a parte Dark um pouco mais leve e divertida”, assume.
Além do lançamento do álbum, este ano ele se apresenta neste segundo semestre em seis estados diferentes do Brasil: Bahia, Pernambuco, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Rio Grande do Sul.




