Segundo as estimativas, para a reconstrução da ponte que integra também o roteiro turístico “Caminhos do Pão e do Vinho”, ligando o Vale do Taquari e a Serra Gaúcha, deve custar cerca de R$ 8 milhões
Em uma audiência com o governador do Rio Grande do Sul, os prefeitos de Muçum, Mateus Giovanoni Trojan e de Roca Sales, Amilton Fontana, receberam o projeto de engenharia para a reconstrução da parte rodoviária da ponte Brochado da Rocha, destruída durante a enchente do dia 4 de setembro. O encontro também contou com a presença do vice-governador, Gabriel Souza e do secretário de Transportes e Logística, Juvir Costella.
O projeto, construído em pouco mais de um mês após o evento que destruiu centenas de casas, vitimando mais de 50 pessoas, visa agilizar o processo para reconstrução da estrutura, que é considerada importante para o escoamento da produção e também para a mobilidade de moradores do outro lado do rio, pertencentes à cidade de Roca Sales.

Conforme o prefeito de Muçum, o material apresentado nesta quarta-feira apresenta todo o detalhamento dos custos para a obra, envolvendo mão de obra e materiais. Além disso, o documento aponta ainda um cronograma de atividades. A esperança das duas cidades afetadas com a destruição parcial da ponte é de que os recursos para bancar a obra sejam encaminhados pelo governo federal, conforme as primeiras tratativas já definidas pelos agentes públicos.
Segundo as estimativas, a reconstrução da ponte que integra também o roteiro turístico “Caminhos do Pão e do Vinho”, ligando o Vale do Taquari e a Serra Gaúcha, deve custar cerca de R$ 12,1 milhões. “Tendo o projeto em mãos, podemos protocolar junto ao Governo Federal, almejando uma rápida liberação de recursos e execução da reconstrução. É importante também ressaltarmos que o alinhamento feito, junto com o governador e o vice-presidente, tem se cumprido”, diz, o prefeito de Muçum
A ponte rodoferroviária Brochado da Roca é icônica em Muçum, um ponto turístico da cidade. A estrutura, inaugurada em 1963, liga o município a Roca Sales pela ERS-129. Tem 289 metros de extensão.
Pontes da Serra devem entrar em pacote de investimentos do governo do Estado
A reconstrução da ponte na ERS-431, que liga os municípios de Bento Gonçalves e São Valentim do Sul, bem como a estrutura na ERS-448, entre Nova Roma do Sul e Farroupilha, devem entrar no plano de investimentos para melhorias nas rodovias estaduais.
Serão liberados pelo Estado cerca de R$ 180 milhões. Desse valor, R$ 150 milhões serão direcionados para a recuperação de rodovias já pavimentadas. O restante, cerca de R4 30 milhões, vão ser aplicados a trechos que não possuem pavimentação asfáltica.
Foto: Luis Gustavo Betinelli / PM Muçum






Respostas de 5
Hehehe, projeto feito em um mês é, kkkkk, isso vai dar muita merda.
Certo isso
Entendendo que comentários são isentos de cobranças, aproveito o “gancho” e lá vai minha sugestão: a parte rodoviária da ponte foi arrastada pelas águas, que tiveram níveis elevados devido às intensas chuvas; a parte ferroviária está bem acima da rodoviária, e ficou preservada. Pergunta: não seria interessante e mais econômico um estudo mais aprofundado, visando a elevação da parte destruída, embora com custos adicionais, precavendo_se de eventuais problemas futuros?
A “Princesa das Pontes” foi construída pelo 1° Batalhão Ferroviário do Exército. Vale lembrar.
Bom dia. Como Eng. Calculista estrutural e atuante ha mais de 40 anos , a minha recomendacao, seguindo os principios adquiridos ainda na Universidade Unisinos, nos anos 80, atraves do professorvde Hidrologia, Paulo Hiram da Silva :
1) a maior enchente ainda ñ ocorreu, sempre os niveis de elevação de cota das águas serao cada vez maiores, porque :
O indice de permeablidade do solo estão diminuindo, ou seja, onde antigamente só havia matos e florestas, hj temos cidades. E, nessas cidades há ad casas que ocupam 60 % ou mais das áreas urbanas. Logo, as águas captadas pelos telhados são recolhidad nas calhas e destas vão para os canos de esgoto pluvial das ruas. As estradas e ruas que anteriomente eram de chão batido, hoje estao calçadas e muitas asfaltadas, o que é pior !
Portando, somando-se as águas oriundas das coberturas ( casas, indústrias, etc + aguas coletadas nas ruas, todo esse volume é cohduzido para as bocas de lobo e estas conduzem por tubulacoes e galerias em grande volume concentrado e acima de tudo, com grande velocidade. Isso tudo faz com que as aguas cheguem cada vez mais rapido nos arroios e rios, consequentemente elevando de de forma descontrolada os niveis destes, causando surpresas e tragedias.
Conclusao: deve ser realizado um estudo bem detalhado das bacias de captacao e as suas infuencias em cada um dos rios.
Temos no RS o IPH ( Instituto de Pesquisas Hidraulucas) orgao do governo interligado a UFRGS ( Universidade Federal do Rio Grande do Sul) , com profissionais altamente capacitados e competentes.
Acredito que esses poderao e muito ajudarem na solucao e definirem os niveis das cotas ideais de cada uma das 3 pontes que cairam ( Em Nova Roma/ Farroupilha , Em Santa Baarabara entre Bento Goncalves e Dois Lajeados e Em Muçum entre este municipio e Roca Sales)
Vejam bem : em 18/08/1965, o degelo da neve e a alta precipitação pluviometrica derrubaram a ponte sobre o Rio Pelotas, na BR 116, na divisa Norte entre RS e SC ( entre Vacaria e Lages).
Isso pq a ponte velha, construida ñ sei em que época, substituiu a balsa que antes lá havia.
Pois bem. Após foi construida uma nova ponte com nivel ha mais de 20 m acima da velha, e esta continua lá!
Portanto, estamos diante de uma equação que necessita estudar varias variaveis antes de chegar-se a uma solucao definitiva, pois isso implica em altos valores e esses devem ser bem pensados e muito bem empregados.
Conclusao sob minha analise :
1) a ponte de Muçum é a mais pratica e rapida para ser reconstruida. Cairam 5 modulos ( 5 vaos de aproximadamente 30,00 m cada), na qual poderão ser apoiadas vigas pre-fabricadas com concreto protendido e o tabuleiro posicionado na transversal tb com lajes pre-moldadas em concreto.
Sobre o tabuleiro, executar a capa de revestimento em concretoarmado ( armadura de distribuicao e anti-fissuracao).
Porem, por serem modulos simplesmente bi-apoiados e não engastados aos pilares, tenho plena certeza que será necessario elevar o nivel de apoio dos pilares, onde serao apoiadas as vigas, senão, corre-se o risco desse tabuleiro ser deslocado e derrubado numa proxima enchente.
2) Ponte de Santa Barbara. Mais complicada, em virtude que recebe grande volume de aguas do Rio Carrero e Rio das Antas. Logo, fundacao complicada de ser executada.
Sugiro uma ponte estaiada metalica,sendo as fundações uma em cada lado do Rio, mais praticas de serem executadas. Parece que o vão livre chegaria em aprox. 300 a 350 m. Seria a solução ideal. Enquanto executam as fundações a estrutura metalica poderá ser produzida ( mas, estrutura galvanizada a fogo para ter-se maior durabilidade).
Tb cuidar o nivel para exevucao desta !!!
3) Ponte de Nova Roma : Tb metalica, pode seguir o modelo antigo, aprovritando pilares existentes, se estes apresentam boa estabilidade, porém, tb elevando-se badtante a cota ( nivel ) de execução. Tb galvanizar a fogo e pisteriormente podera ser puntada.
Esta é minha contribuição tevnica.
Espero ter contribuido.
Abc