O QUE FOMOS, O QUE SOMOS E O QUE PODEMOS SER
Sou do tempo antigo, vi Bento crescer, estagnar e evoluir. Não queiram que eu deixe de ser colorado pois cansei de ser campeão, temos um time de segunda divisão, agora um técnico de segunda divisão, liderados por um Presidente de quarta divisão. Não queiram que eu deixe de ser do Esportivo diante de sua luta em voltar à elite do futebol e com seu estádio vazio. Já vivenciei glorias no passado, estádio cheio, tínhamos povo em Bento, agora temos operários com o esforço em torná-los operários padrões. Já tivemos empresários que, à parte da condução de suas empresas, determinavam os rumos do desenvolvimento comunitário. Já fomos mais felizes, tivemos também líderes estudantis, colégios vibrantes, comunidade obreira e festiva, dava para ver através das Fenavinhos. E já tivemos políticos mais ativos, mais obreiros, mais comunitários, safra que tenta-se reeditar, porém de forma discreta, embora evolutiva. Sou fruto deste contexto todo. O homem é fruto do meio; se lhe agregarmos boa estrutura na família e boa formação… tive o privilégio de ter isso tudo que, agregado ao fato de ser sagitariano, não tenho “papas na língua”, “pensei falei, se não falei é porque não pensei”, e não tenho medo de nada, sou um “Bolsonaro”, contraditório, audaz, corajoso, (pensou em fazer, tá feito, problema nasce morto, o trabalho tudo vence), as injustiças me prendem, mas não me abatem, “depois de mim, eu mesmo” desde que meu “Modelito” sirva. Sou “formatado” pelo tudo que vivi, Bento foi melhor, então eu quero que volte a ser melhor. Por que já foi melhor? Há 50 anos atrás, com um terço da população atual, já tínhamos Deputado Federal, o empresariado era mais comunitário na sua atuação, os clubes eram ativos, o povo frequentava praças, fazia “passegiatas” na Marechal Deodoro onde os cinemas eram concorridos e as peças teatrais. Essa Bento festiva, operosa, trabalhadora, produziu grandes líderes, com destaque para Carlos Dreher Filho, amigo dos Presidentes da República, admirado no meio jornalístico do país. Na área de políticas, produzimos primeiro Paulo Mincarone como Deputado Federal, político astuto, liderança a nível estadual e nacional, trouxe uma série de valiosos benefícios a Bento, a Escola de Enologia, a sede da UBE hoje anexo da Escola Bento, ele cuidava e cuidava bem, da população de Bento. Como MEMBRO integrante da Comissão de Formandos da Segunda Turma da Escola de Enologia (Enólogo), entramos na fila para uma audiência com ele que, quando vinha a Bento, atendia na casa da família que ficava em frente ao Hotel Vinocap. Estávamos na fila, na sinaleira, as 08 horas. Às 09 horas estávamos na frente da Prefeitura e, às 10:30 horas, a 100 passos da audiência. Aí fomos comunicados que o Deputado tinha um compromisso importante, ele escapulia pela porta dos fundos que dava acesso à Rua Saldanha Marinho. Enviamos então, o convite pelo Secretário para assuntos de Bento Gonçalves, Claudio Tesshainer. No dia da formatura, Cine Marco Polo lotado, a grande expectativa era se o paraninfo viria ou não. De repente, vem até o palco, eu era orador, o emissário dos correios e entrega um “telegrama”, cujo conteúdo era até formal demais “lamento informar da impossibilidade … desejo aos formandos sucesso na …”. Deu uma raiva danada, ficando a esperança de que ele ao menos pagasse um jantar de formatura, “tô esperando até hoje”. Paulo chegou a escrever até um livro “O PORTA AVIÕES” no qual criticava o Governo revolucionário por ter adquirido um navio de poder militar. Era do centro esquerda, politiqueiro na essência, escreveu um livro contra o regime militar, queria o quê? Dez anos de suspensão dos direitos políticos e cassação do mandato de Deputado Federal. Paulo então foi cuidar de sua frota de caminhões frigoríficos sediada em São Paulo e que fazia o transporte de mercadorias perecíveis do Brasil para o Chile. Assim, se foi o nosso Deputado que, fora do cenário político, nunca mais pisou em Bento. Surgiu então, já faz 40 anos, como Deputado Federal, Darcy Pozza, eleito e reeleito. Político “cabeça” com base popular, pelo comércio e pelo esporte. Líder e acessível, carismático, refletiu seu mandato com inteligência e intensidade. Trouxe a Bento recursos volumosos, obras de importância e reflexo como o Ginásio de Esportes, o Banco do Brasil, o novo Estádio do Esportivo. Sua presença em Brasília foi exaustiva, lembro de um depoimento de Liete, sua esposa: “Henrique, não consegui suportar, nosso apartamento era pequeno, as laterais da cama eram caixas de vinho, a mesa de centro da sala eram caixas de vinho e seguidamente a campainha da sala tocava para apanhar vinho”, uma maneira de obsequiar pessoas que se compromissavam com Bento. Ao abandonar a Deputação Federal, Darcy não formou sucessores, o que foi uma pena, passou a apoiar outros candidatos solidários com Bento. Estamos bem “maduros” para retornar a Brasília, nossas empresas estão consolidadas, nossas Entidades, tanto a nível empresarial quanto de trabalhadores, estão fortalecidas e harmonizadas, e nossas instituições, Fenavinho, Expobento, Envase, Fimma, Fiema, Movelsul, Esportivo, estão consolidadas. E a população, embora o percentual de migrantes, está usufruindo o “sabor de Bento”. Nos falta, então, avaliar bem o nosso bom momento e reconhecer o quanto é importante agregar valores, especialmente de natureza política, já não é o suficiente vivermos de emendas parlamentares, precisamos mais, conquistarmos de volta a nossa representação no Congresso Nacional, além de assegurarmos nossa conquista na Assembleia Legislativa. Estar no Congresso significa vigilância aos trâmites de leis, projetos e emendas, a elaboração e aprovação de projetos que propiciam recursos volumosos, ter uma representação que encaminhe a defesa de interesses da população junto a Organismos Federais, a conquista de bolsas de estudo e auxílios, além de conquistarmos mais respeito, projeção, conceito universal, do que decorre demonstração de força, liderança e respeito. Faça, neste 04 de outubro, juízo de valor, analise possibilidades, reflita na importância de VOTAR EM BENTO, COM BENTO E POR BENTO. Conquiste a todos no seu entorno com essa ideia APOSTE DO PODEMOS SER MAIS.
AS DISCUSSÕES MEDICINAIS
Tem que tocar no assunto. Andei lendo que 60% dos médicos em atividade no Brasil não estariam plenamente habilitados ao exercício de medicina, criaram o exame de avaliação da competência. Proliferou o surgimento de faculdades de medicina e agora impuseram norma de restrição. Agora falam que os profissionais de medicina preferem desempenhar profissão nos grandes municípios, não querem ir para o interior, exemplo, Porto Alegre tem 11,81 profissionais por mil habitantes, o interior tem 2,27. Os “especialistas” estão entrando em campo, deitando “falação”. Esse problema vem de longe, o curso de medicina na Faculdade custa 1 milhão de reais, é justo que, após concluir o curso, a residência e especialização, o profissional médico procure remuneração compatível. Mais um problema, os médicos, a nível geral, são mal remunerados, o problema virou “case” no país. Vale lembrar que o Dr. Tacchini, chegou a ir embora de Bento, voltou para a Itália, para voltar para cá fez exigências, ou o motivaram com a reforma do hospital e lhe deram uma casa que hoje seria o maior patrimônio histórico de Bento, mas até a casa veio abaixo para dar lugar ao “progresso”. E Bento tinha o quê, a população de Monte Belo? Quem gostaria de ser médico em Pinto Bandeira, Monte Belo, Santa Tereza, Muçum, sem hospitais, poucos clientes, pouca possibilidade de evolução profissional e remuneração compatível aos elevados custos da formação? Essa complexidade que envolve a medicina e o exercício da profissão se reflete num aspecto da atividade humana: a qualidade de vida. Neste particular vamos erguer as taças, fazer tintim e desejar saúde! Temos o TACCHINI que, embora com controvérsias a nível local, é elevado não só à condição de referência hospitalar e de gestão. Infelizmente, diante do contexto da saúde no Brasil, chega mais longe quem pode.
PAPA MÓVEL
Temos um PAPA jovem, sorridente, simpático e que não só usa o “PAPA MÓVEL” como também é um “Papa Móvel”. Ele está na França e este ano ainda, em novembro, vai visitar o Uruguai, a Argentina e o Peru. Desde ontem ele está visitando a França a GRUTA DE MASSABIELLE, na cidade de LOURDES. Incluídos no roteiro, Saint-Denis, Metz e Paris. Em Paris é que reside o grande problema da FRANÇA, os conflitos sociais, desemprego, saúde… o restante da França é como um mar de prosperidade. A visita do PAPA a Lourdes e Paris é de grande significado e importância.




