Uma distribuidora de carnes foi interditada na manhã desta sexta-feira (10), em Bento Gonçalves, após uma operação conjunta identificar a comercialização de produtos sem procedência e em condições impróprias para o consumo.
A ação reuniu fiscais da Secretaria Estadual da Agricultura, equipes do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) e agentes da Delegacia de Proteção ao Consumidor (Decon), da Polícia Civil do Rio Grande do Sul.
No local, foram apreendidos 977 quilos de carne. Segundo a fiscalização, os produtos apresentavam sinais de deterioração, como coloração escurecida, além de estarem mal armazenados, sem controle adequado de conservação e, em alguns casos, com acúmulo de sangue — indicando risco à saúde pública.
Outro ponto identificado foi a origem irregular da mercadoria. Conforme os agentes, a carne era proveniente de abatedouros clandestinos, sem inspeção sanitária e sem rastreabilidade, o que impede a verificação das condições de produção e processamento.
O estabelecimento também não possuía autorização para manipular alimentos de origem animal. Durante a operação, ainda foram encontrados rótulos adulterados, que seriam utilizados para dar aparência de regularidade aos produtos comercializados.
Diante das irregularidades, toda a mercadoria foi descartada e o local interditado. O responsável foi encaminhado à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), onde a ocorrência foi registrada.
Casos como esse, segundo técnicos da área, costumam envolver cadeias informais de abate e distribuição que operam à margem da fiscalização, representando risco direto à saúde pública, além de concorrência desleal com estabelecimentos regularizados.
A orientação aos consumidores é verificar sempre a procedência dos produtos e a presença de selos de inspeção — municipal (SIM), estadual (SIE) ou federal (SIF). Preços muito abaixo do mercado também podem indicar irregularidades.
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