Sábado, 05 de Setembro de 2026

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Presença de drogas mantém sensação de insegurança entre moradores do Vila Nova

A segurança pública segue sendo uma das principais preocupações dos moradores do bairro Vila Nova, em Bento Gonçalves. Embora não haja registros recentes de ocorrências graves, relatos apontam que o tráfico de drogas e a presença de usuários de entorpecentes em alguns pontos da comunidade ainda geram insegurança, especialmente durante a noite.

Presidente dos loteamentos Arco-Íris, Vila Nova III, Perufo e Encosta do Sol, Alcides Lavandoski afirma que o problema das drogas é uma realidade presente não apenas no Vila Nova, mas em diversos bairros do município. Segundo ele, existem três ou quatro pontos de encontro ligados ao consumo e à circulação de entorpecentes no bairro, situação que preocupa os moradores. “Tem pessoas que me dizem que não conseguem nem ir à praça tomar um chimarrão à noite. Muitos moradores não saem de casa porque não se sentem seguros”, relata. Para discutir a situação, representantes da comunidade participam de reuniões com as forças de segurança e lideranças locais.

Uma das reivindicações apresentadas por Lavandoski foi o reforço da presença policial nos horários de entrada e saída dos estudantes. De acordo com ele, o pedido foi atendido pela Brigada Militar. “Eles estão passando todos os dias. A diretora da escola sempre entra em contato quando precisa de ajuda, e hoje está tudo funcionando normalmente”, afirma.

Morador do bairro, Jorge Luis de Oliveira avalia que a circulação de drogas no Vila Nova acompanha uma realidade observada em outras regiões da cidade. Para ele, o problema é crônico e exige atenção contínua do poder público e da sociedade.

Em relação à presença de usuários de drogas nas ruas, Oliveira acredita que o cenário não sofreu mudanças significativas na última década. Apesar disso, considera a situação preocupante. Segundo ele, a movimentação de pessoas no bairro durante a noite é reduzida, especialmente após às 22h, embora não tenham sido registrados incidentes mais graves nos últimos meses em relação ao tráfico.

Quanto ao policiamento, os moradores reconhecem a atuação das forças de segurança, mas defendem maior presença preventiva. Oliveira acredita que as rondas poderiam ser mais frequentes e que uma atuação mais constante da Guarda Civil Municipal ajudaria a ampliar a sensação de segurança da população.

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