Com o falecimento de Itacyr Luiz Giacomello, no dia 6 de junho aos 87 anos, encerrou-se uma trajetória marcada pelo compromisso com o jornalismo, a preservação da memória coletiva e a valorização da identidade cultural do município. Mais do que um comunicador, Itacyr foi um pesquisador incansável da história local, um defensor do patrimônio cultural e uma das vozes mais respeitadas quando o assunto era a formação e o desenvolvimento da cidade.
Nascido em Bento Gonçalves em 21 de setembro de 1938, Itacyr cresceu acompanhando as transformações de uma cidade que, ao longo das décadas, deixaria de ser um município essencialmente agrícola para se tornar uma das principais referências econômicas e turísticas do Rio Grande do Sul. Desde cedo demonstrou interesse pela escrita e pela história, que acabariam moldando toda a sua vida profissional. Sua trajetória no jornalismo começou em 1958, quando passou a atuar como correspondente do Diário de Notícias, de Porto Alegre. A partir dali, iniciou uma caminhada que se estenderia por mais de seis décadas nos meios de comunicação.
Seu trabalho caracterizou-se pela busca constante de informações históricas, pela valorização dos acontecimentos locais e pela capacidade de registrar fatos e personagens que ajudaram a construir a identidade da comunidade bento-gonçalvense. Em uma época em que a preservação da memória nem sempre recebia a atenção necessária, Itacyr compreendeu a importância de documentar acontecimentos, registrar depoimentos e resgatar histórias que poderiam ser perdidas com o passar do tempo.
Amizade que uniu Itacyr Giacomello e Fabiano Mazzotti

O município, reconhecido nacionalmente por sua herança da imigração italiana, possui um rico acervo arquitetônico, paisagístico e histórico, cuja preservação se tornou fundamental para a manutenção da identidade local. Nesse contexto, a contribuição de pesquisadores e memorialistas teve papel decisivo para fortalecer a consciência coletiva sobre a importância da memória e da cultura.
A parceria entre Itacyr Giacomello e Fabiano Mazzotti resultou em muito mais do que a publicação de um livro sobre a Fenavinho. Ao longo dos anos de pesquisa, entrevistas e organização de documentos, nasceu uma amizade construída a partir de valores compartilhados, do respeito à história e da convicção de que preservar a memória de uma comunidade é uma responsabilidade coletiva.
Quando relembra a convivência com Giacomello, Mazzotti diz que a primeira imagem que surge é a das frequentes ligações telefônicas. Quase diariamente, o historiador e jornalista entrava em contato para conversar. “Mantinha contato quase todo dia, sempre querendo saber como estava o dia a dia ou se tinha algum compromisso no qual compareceríamos juntos”, recorda.
A sintonia entre os autores tornou-se evidente desde o primeiro momento em que surgiu a ideia de organizar uma obra dedicada à história da maior festa popular de Bento Gonçalves. Segundo Mazzotti, o projeto começou a tomar forma em 2020, e a escolha de Itacyr para dividir a autoria ocorreu de maneira natural. “Sempre considerei a experiência dele e o respeitei como profissional de comunicação que, antes de eu existir, já tinha essa postura de preservação dos fatos que compõem a história coletiva de uma cidade. Ele sempre chamava atenção para ter cuidado com a veracidade dos escritos”, destaca. Para o memorialista, o passado não podia ser reescrito e, por isso, a responsabilidade de quem registra a história exigia atenção permanente aos detalhes.
O método de trabalho de Itacyr também impressionava. Mesmo distante das ferramentas digitais que hoje dominam o cotidiano da comunicação, ele mantinha uma disciplina admirável na organização de informações. “Ele tinha o hábito de guardar tudo de todos. Não importava o quê ou quem. Tudo era relevante”, lembra.
Um trabalho natural

O acervo acumulado ao longo da vida foi fundamental para a construção do livro sobre a Fenavinho. Itacyr possuía exemplares originais de publicações da primeira edição da festa, realizada em 1967, além de inúmeros registros que documentavam a evolução do evento ao longo das décadas. Mesmo nos últimos anos de vida, continuava atento aos acontecimentos relacionados à celebração. “Ele recortava e guardava materiais desde a primeira Fenavinho até a de 2026”, conta.
Entre as lembranças mais afetivas da convivência estão os encontros fora do ambiente de trabalho. Os almoços compartilhados tornaram-se momentos importantes para o desenvolvimento da obra e para o fortalecimento da amizade. “Ele sempre pedia uma caipirinha de entrada e depois tinha que ter vinho. Por ele, o copo nunca estava vazio”, relembra com carinho.
Ao refletir sobre o legado deixado pelo amigo, Mazzotti evita destacar apenas um capítulo específico da obra construída em conjunto. Para ele, o valor do trabalho está justamente na sua dimensão coletiva. “A singularidade da obra construída em dupla está na preocupação do registro da coletividade”, afirma. A escolha de convidá-lo para dividir a autoria também teve um significado simbólico. Segundo Mazzotti, era uma forma de lembrar à sociedade bento-gonçalvense da importância de alguém que dedicou décadas à preservação da história local. “O livro da Fenavinho não poderia deixar de ter Itacyr Giacomello como um dos autores”, destaca.
Entre as muitas lições deixadas por Itacyr, Mazzotti recorda uma frase presente na última fotografia publicada no livro “Cidade Alta… Raízes de um Povo – Memórias e Histórias”, obra organizada por ele e lançada no ano 2000. A legenda dizia: “Na vida nada é impossível”. Para quem conviveu com o historiador, a frase resume parte importante de sua trajetória.
Referência da história
Para o Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves (CIC-BG), a despedida de um dos mais importantes guardiões da memória local deixa uma lacuna significativa na vida comunitária do município, mas também reforça a dimensão do legado construído por alguém que dedicou mais de seis décadas ao registro da história.
Ao receber a notícia do falecimento, a entidade manifestou profundo pesar e solidariedade à família, amigos e a todos aqueles que conviveram com Itacyr. Em nome da diretoria e do setor empresarial, o CIC-BG destacou a relevância de sua contribuição para a preservação da memória coletiva e para o fortalecimento da identidade da cidade, reconhecendo nele uma das maiores referências da história bento-gonçalvense.
Na avaliação da entidade, uma das principais contribuições deixadas por Itacyr foi justamente sua capacidade de atuar como guardião da história local. Ao longo de décadas, registrou acontecimentos, acompanhou transformações, documentou personagens e preservou fatos que ajudaram a consolidar a identidade de Bento Gonçalves.
A ligação com a Fenavinho
O CIC-BG recorda que Itacyr esteve diretamente ligado à festa desde sua primeira edição, realizada em 1967, quando atuou como coordenador da Comissão de Imprensa e Propaganda. Ao longo dos anos, tornou-se um dos principais divulgadores e defensores do evento, acompanhando sua evolução e registrando sua importância para a história local. Décadas depois, quando a Fenavinho foi retomada pelo CIC-BG, em 2019, seu conhecimento acumulado transformou-o em uma espécie de conselheiro informal, frequentemente consultado sobre fatos, personagens e momentos marcantes da trajetória da celebração. Como ex-vereador, participou dos debates que ajudaram a moldar o futuro da comunidade.
Para o CIC-BG, esse papel de articulador é uma das características que ajudam a explicar a relevância de sua trajetória. Lideranças como Itacyr exercem uma função essencial na construção de redes de relacionamento capazes de conectar diferentes segmentos em torno de objetivos comuns.
A entidade também destaca a importância de sua contribuição para a preservação da memória coletiva. Conversar com Itacyr, afirmam os representantes do CIC-BG, era abrir uma porta para a história de Bento Gonçalves. Seu conhecimento sobre fatos, datas e personagens transformou-o em uma referência permanente para pesquisadores, jornalistas e lideranças comunitárias. Obras como “Cidade Alta – Raízes de um Povo” e “Fenavinho – Mais do que uma Festa” representam apenas parte de um trabalho muito mais amplo de documentação e valorização das raízes locais.
Tecnicamente falando

e Brenda Giacomello, neta
Entre as pessoas que acompanharam sua caminhada está Henrique Antônio Frâncio, colega, amigo e parceiro em diferentes momentos da vida. Ao recordar Giacomello, Frâncio destaca a intensa participação do memorialista nas entidades locais. Segundo ele, Itacyr esteve presente em diversos espaços da comunidade, contribuindo com seu conhecimento e sua capacidade de organização. Mas, para além das atividades formais, havia uma característica que o distinguia. Frâncio lembra que registrar e arquivar informações era muito mais do que uma tarefa profissional para Giacomello. Era um verdadeiro hábito de vida. “Itacyr Luiz Giacomello, colega, amigo, parceiro. Em sua trajetória de vida muito fez por Bento Gonçalves, onde participou em várias entidades, com a missão de registrar em Atas, decisões que marcaram, a exemplo da Fenavinho”, relembra, direcionando sua homenagem diretamente ao amigo.
Apesar da forte ligação com a vida pública, Frâncio destaca que a maior paixão de Itacyr estava dentro de casa. O amor pela família era uma marca permanente de sua personalidade. Sua maior paixão era os filhos Vicente e Fabiane e as netas Brenda e Aline por quem tinha muito orgulho, e da esposa Neide, que Deus a levou há tempo atrás”, salienta.
No campo profissional, uma das contribuições mais marcantes de Itacyr foi sua longa atuação no jornalismo local. “Tecnicamente falando … (uma de suas falas características), por mais de 40 décadas ocupou o espaço da página 4 das edições do Semanário, através da coluna IG Variedades onde reportava em tópicos, ações das entidades constituídas do município não esquecendo a frase motivacional no fim de cada escrito, na figura do “Giro do Quero Quero”!. Enfim muita coisa poderia ser mencionada”, recorda com emoção.
Para Frâncio, é difícil resumir em poucas palavras a dimensão da contribuição deixada pelo amigo. Sua trajetória reúne diferentes facetas: o jornalista atento aos acontecimentos, o pesquisador dedicado à preservação da memória, o participante ativo da vida comunitária e o homem profundamente ligado à família.
Além de colga

Para o advogado, escritor e colunista Antônio Frizzo, a trajetória construída por Itacyr transcende a atuação jornalística e política, consolidando-se como um exemplo de cidadania, dedicação comunitária e compromisso com os valores que ajudaram a moldar a identidade do município. Frizzo recorda que conheceu Itacyr antes mesmo de ingressar como colunista do Jornal Semanário, em 1978. “O Itacyr serviu de exemplo para mim desde que escrevi minha primeira coluna. Ele já era uma figura respeitada como correspondente de jornal da capital e inspirava não apenas a mim, mas também muitos outros profissionais da comunicação de Bento Gonçalves”, afirma.
Ao lembrar das características que mais admirava no amigo, Frizzo destaca a seriedade e o comprometimento que marcavam todas as suas atividades. “O Itacyr era um perfeccionista. Chamava atenção pela dedicação não apenas ao jornalismo, mas a tudo o que fazia. Era alguém que levava cada tarefa muito a sério e buscava realizá-la da melhor forma possível”, ressalta.
A amizade construída ao longo das décadas foi fortalecida por inúmeros momentos de convivência. Frizzo lembra especialmente dos encontros promovidos pelo Jornal Semanário, ocasiões em que procurava aproveitar ao máximo a experiência e os conhecimentos do colega. “Ele era um excelente conversador, um homem culto, educado e gentil. Sentar ao lado dele era uma oportunidade de aprendizado. Eu sugava seus conhecimentos sobre os mais diversos assuntos”, recorda. Os almoços, jantares e até mesmo as caronas compartilhadas tornavam-se oportunidades para longas conversas sobre a cidade, sua história e seus personagens.
Para Frizzo, a amizade nasceu naturalmente a partir da admiração por uma personalidade que se destacava pela postura ética e pela participação ativa na vida comunitária. “Sua figura chamava atenção por tudo o que ele representava. Foi um cidadão exemplar, participativo, presente e sempre disposto a colaborar com a comunidade e suas entidades representativas.” Ao abordar a passagem de Itacyr pela política, não hesita em defini-lo como uma exceção positiva: “Como vereador, foi um político fora da curva, se bem me faço entender.”
Entre as qualidades que mais marcaram sua convivência com Itacyr, Frizzo destaca a serenidade e a disponibilidade com que tratava as pessoas. “Nunca ouvi ninguém reclamar dele. Sempre me atendeu com presteza, respeito e cordialidade. Essa era uma característica muito forte da sua personalidade”, recorda.
Outro aspecto lembrado com destaque é a defesa permanente que Itacyr fazia da união entre os profissionais da comunicação. “Ele defendia como poucos uma maior integração da imprensa. Não raro nos dava verdadeiras lições sobre a importância de fortalecer os laços entre todos os que trabalham na comunicação”, relata
Ao refletir sobre a herança deixada por Itacyr, Frizzo considera impossível mensurar plenamente sua importância para Bento Gonçalves. “O Itacyr, por si só, já é um legado exemplar de cidadão e de homem reto. Deixa uma marca indelével no jornalismo da cidade. A lacuna que ele deixou jamais será preenchida”, salienta. Em poucas palavras, resume a figura do amigo com três definições que considera incontestáveis: “Único, ímpar e singular.”
A saudade, admite, já se faz presente de forma intensa. Nos últimos tempos, as ligações telefônicas tornaram-se frequentes e eram momentos aguardados por ambos. “Invariavelmente conversávamos sobre Bento Gonçalves. Ele conhecia a história da cidade, do passado e do presente, como poucos. Quando se perde alguém de imensa estatura pessoal e moral como o Itacyr, uma parte de nós se perde junto”, afirma.
Mesmo diante da tristeza, ele encontra conforto ao imaginar que a sabedoria e a capacidade de diálogo que marcaram a vida de Itacyr continuarão fazendo diferença em outra dimensão. “Não tenho dúvidas de que o Criador, lá no infinito, terá, a partir de agora, um interlocutor qualificado ao seu lado”, conclui.
“Vida que segue”, “Força e coragem”, “Paz e saúde”

A trajetória de Itacyr Giacomello foi marcada por uma combinação rara de coragem, dedicação e compromisso com as pessoas ao seu redor. Para os filhos Vicente Itacir Giacomello e Fabiane Giacomello, a lembrança do pai está associada, acima de tudo, à força de caráter de um homem que jamais permitiu que as limitações físicas definissem seus caminhos.
Segundo os filhos, Itacyr foi uma pessoa que nunca se intimidou diante das dificuldades impostas pela deficiência. Pelo contrário, enfrentava cada desafio com determinação e se entregava de alma e coração a tudo o que se propunha a fazer. “Ele nunca deixou que sua deficiência fosse maior do que seus sonhos ou sua vontade de viver. Tudo o que fazia era com entrega, dedicação e paixão”, recordam. Essa postura serviu de inspiração não apenas para a família, mas também para todos que conviveram com ele ao longo de sua vida. A coragem era uma palavra constante em seus conselhos e uma característica que procurava transmitir através do exemplo. “Força e coragem” era uma das expressões que mais repetia e que se transformou em uma espécie de lema familiar.
Mesmo com a intensa rotina profissional, Itacyr jamais deixou de exercer plenamente seu papel de pai. Vicente e Fabiane recordam um homem presente, zeloso e profundamente preocupado com o bem-estar da família. “Ele sempre encontrava tempo para nós. Nunca sentimos a ausência de um pai, mesmo quando tinha tantos compromissos profissionais e comunitários”, relembram. Ele compreendia a importância que tinha como figura paterna e como profissional da comunicação, mas nunca permitiu que os compromissos externos o afastassem de casa.
A organização e a pontualidade também eram marcas registradas de sua personalidade. “Ele não gostava de dar trabalho para ninguém. Era extremamente organizado e fazia questão de cumprir horários”, lembram os filhos. Entre as memórias mais afetivas está a tradição de reunir a família à mesa. “Ele queria todos juntos na hora das refeições. Esses momentos eram muito importantes para ele”, recordam.
Os ensinamentos deixados por Itacyr estão diretamente ligados à honestidade, aos valores e aos princípios que orientaram sua vida. Fazer o bem, agir com correção e respeitar as pessoas eram convicções que procurava transmitir diariamente. “Honestidade, caráter, respeito e a importância de sempre fazer o bem foram lições que ele nos ensinou durante toda a vida”, destacam. Esses ensinamentos não vinham apenas através das palavras, mas principalmente pelo exemplo. Os filhos lembram que os diálogos, as brincadeiras e a convivência cotidiana eram oportunidades constantes para compartilhar aprendizados. “Ele conversava muito conosco, gostava de brincar, de contar histórias e de participar da nossa rotina”, ressaltam.
Seu otimismo caminhava lado a lado com uma visão realista da vida. Era alguém que acreditava na capacidade de superar obstáculos, sem ignorar as dificuldades que surgiam pelo caminho. “Ele sempre foi otimista, mas sem deixar de ser realista. Nos ensinou que os desafios existem para serem enfrentados com coragem”, recordam. Entre as expressões que costumava repetir estavam frases que sintetizavam sua forma de enxergar o mundo: “Vida que segue”, “Força e coragem”, “Paz e saúde” e o já conhecido “Tecnicamente falando”, que se tornou uma marca de sua personalidade e de sua forma peculiar de se comunicar.

No ambiente familiar, a opinião da esposa ocupava lugar especial. Antes de tomar decisões, era comum ouvi-lo perguntar: “Bem, que que tu acha?”. O respeito mútuo e a construção conjunta das escolhas demonstravam a importância que atribuía à parceria construída ao longo da vida. “A opinião da nossa mãe sempre foi muito importante para ele. Eles construíram tudo juntos”, relembram.
Como avô, deixou lembranças igualmente profundas. Segundo Vicente e Fabiane, era extremamente protetor e fazia questão de estar presente na vida das netas. “Ele fazia todas as vontades delas e as protegia com unhas e dentes. Era uma preocupação constante”, salientam. O carinho se manifestava nos pequenos gestos do dia a dia, nas perguntas frequentes sobre a escola e o trabalho, nos conselhos e nos abraços enviados mesmo quando estava distante. “Elas vão sentir falta dele perguntando como foi a escola, como foi o trabalho, da preocupação constante, das conversas repetitivas, dos abraços que mandava pelo telefone, do assobio e até do som das muletas pela casa”, relatam.
Ao se despedirem do pai, Vicente e Fabiane resumem em poucas palavras o sentimento que permanece. “Obrigada por todo ensinamento, valores e princípios deixados. Você foi um pequeno grande homem. Será sempre lembrado pela sua coragem e determinação. Honraremos sua história e legado. Te amamos.”
Mais do que um profissional respeitado e um guardião da história local, Itacyr Giacomello será lembrado como um homem que fez da coragem um exemplo diário, da honestidade um princípio inegociável e da família sua maior prioridade. Como definem os filhos, “o legado dele não está apenas no que construiu, mas na forma como viveu”. Sua história permanece viva na memória daqueles que tiveram o privilégio de conviver com ele e continuará inspirando futuras gerações.