Quarta-feira, 12 de Agosto de 2026

ÚLTIMA HORA

VOTO NÃO É APOSTA

Faltando apenas 53 dias para o primeiro turno das eleições 2026, ainda resta submeter os candidatos a filtros de “tramas” muito finas, as quais, talvez, nunca antes na história deste país, conseguiram passar por tantas redes…cujos caminhos, em razão do tempo escasso, poderão se seguir das urnas às grades ou vice-versa, o que infelizmente não tem sido nada incomum em nosso país…

Entretanto, tenho absoluta certeza que tal qual nas eleições passadas, salvo raras exceções, grande parte dos que forem por mim escolhidos, não chegarão a ser eleitos.

De qualquer forma, não trago comigo o peso da derrota, pois não trato as eleições tal qual um páreo de corrida de cavalos e tão pouco como uma aposta nas chamadas “bets”, pois voto não tem preço, embora nos cobre um preço inestimável naquela vitória que logo mais se demonstra uma grande derrota pelas ações e/ou omissões do único vencedor, o candidato.

Mas cada eleição tem um “sabor” especial e esta que se aproxima, em razão de que alguns pré-candidatos beberam da vertente do Banco Master, já deixa um gosto amargo, quando não, a cada nova revelação das investigações, nos enojam, sabidamente em razão do escárnio e desleixo que autoridades constituídas pelo voto do cidadão, assim o tratam, aliás sem poupar a ninguém, que o diga respeitosamente os nossos velhinhos, alijados, espoliados pelo roubo dos descontos indevidos nos proventos do INSS.

Invisível aos olhos de quem se veda ou se deixa vedar pela ideologia que retroalimenta a pobreza ou simplesmente pelos interesses que proporcionam a cor de bandeira partidária, cujos estatutos, projetos, etc…muitas vezes, se quer sabe existência, por outro lado, a menina dos olhos de quem enxerga na decisão de seu voto, a responsabilidade do futuro de uma nação, terá nessas eleições, filtros adicionais na escolha do candidato.
Um destes filtros, não há dúvidas, se trata da atuação da mais alta corte, o STF, no julgamento do caso Master e do escândalo do INSS, cujas decisões terão o protagonismo como fiel da balança na escolha do eleitor que optar pelo voto consciente.

Às vésperas das eleições, com a popularidade arranhada tendo sido reprovada por 40% da população em recente pesquisa pela Datafolha (https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/05/datafolha-stf-marca-40-de-reprovacao-e-se-mantem-no-pior-patamar-da-serie-historica.shtml) e entremeio a um debate na construção de código de conduta próprio, roga-se a mais alta corte da Justiça, JUSTIÇA seja feita e logo, antes das eleições, pois não há tempo a perder diante do que já muito se perdeu, aliás, já dizia Rui Barbosa (jurista, político e escritor), isso lá em 1921, “Justiça atrasada não é justiça, senão injustiça qualificada e manifesta”.

Diante de tais filtros institucionais, a pergunta que resta é se ainda haveremos de beber da água menos suja, independente de quem é o pai da criança, se é que me entendem…

Vamos em frente!

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