A validação científica e o controle de qualidade de produtos tornaram-se pilares estratégicos para a expansão e a segurança da indústria. Em Bento Gonçalves, à frente dessa ação do Instituto Senai de Tecnologia em Madeira e Mobiliário, está o gerente de operações Rafael Granoski, coordenando uma rigorosa bateria de ensaios químicos e mecânicos que simulam o desgaste do tempo e as condições extremas de uso de materiais.
O Instituto Senai de Tecnologia em Madeira e Mobiliário realiza uma rigorosa bateria de ensaios químicos e mecânicos que simulam o desgaste e as condições extremas de uso de diversos materiais do setor moveleiro e mecânico. O processo garante a conformidade regulatória e o selo de resistência de itens que vão de vidros temperados e autopeças até mobiliário escolar, residencial e hospitalar.
De acordo com o gerente de operações, Rafael Granoski, o Senai Tecnologia e Inovação está preparado para apoiar a indústria com soluções laboratoriais completas, unindo infraestrutura avançada e conhecimento especializado para transformar normas técnicas em diferencial competitivo.

“O laboratório atua em duas frentes de alta precisão: os ensaios químicos (como testes de corrosão por névoa salina e medição de películas de tinta) e os ensaios mecânicos (que submetem produtos a testes severos de fadiga, carga estática, impacto e estabilidade). Esse crivo técnico assegura que empresas locais atendam às exigências dos mercados nacional e internacional com foco em sustentabilidade e segurança”, explica.
O que o laboratório testa
Os chamados ensaios químicos realizam o teste de determinação de densidade de espumas, resistência à corrosão por névoa salina em metais, medição não destrutiva da espessura de tintas e análise de contaminantes químicos em berços infantis. Nos ensaios mecânicos, há a simulação de fadiga, carga e impacto em cadeiras de escritório, cadeiras de rodas e poltronas de auditório, beliches e móveis escolares; testes de fragmentação e choque térmico em vidros temperados; e ensaios de percurso e estabilidade em cadeiras de rodas.
Desenvolvimento industrial
Segundo Granoski, O Sesi Tecnologia está estruturado para responder aos desafios mais complexos do setor produtivo. A unidade cria soluções integradas em áreas que vão desde o design de produto, englobando ecodesign, design estratégico e de embalagem, até estudos de viabilidade técnica, digitalização de produtos, aplicabilidade de materiais e prototipagem em impressão 3D. “O foco está em fornecer consultorias tecnológicas e serviços laboratoriais que impulsionem a Transformação Digital, a Transição Energética, a Bioeconomia e a Economia Circular. Para isso, a estrutura conta com uma equipe altamente qualificada e infraestrutura laboratorial completa para a realização de projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), ensaios metrológicos e certificações de produtos”, salienta o gerente.

Segurança e Qualidade
Um dos pilares técnicos desse suporte à indústria é o Laboratório de Controle de Qualidade do Instituto Senai de Tecnologia em Madeira e Mobiliário (escopo CRL 0158). A unidade realiza uma vasta gama de ensaios químicos e mecânicos rigorosos, assegurando que insumos e produtos finais atendam às rígidas normas do mercado. “Na área química, o laboratório realiza desde a medição de espessura de camadas secas de tintas até testes de resistência à corrosão por névoa salina e análise de densidade de espumas. Já os ensaios mecânicos cobrem o desempenho e a segurança de vidros temperados, colchões, compensados, cadeiras de rodas e todo o mobiliário corporativo, escolar e residencial (incluindo berços e beliches), testando fatores como estabilidade, impacto, fadiga e resistência à luz UV e agentes químicos”, exemplifica Rafael.
Mercado de Trabalho
Segundo o gerente Rafael, esse rigor técnico gerou uma transformação profunda no mercado de trabalho regional. Em Bento Gonçalves e nas cidades vizinhas demandam um novo perfil de profissional: o técnico e o engenheiro focados em Metrologia, Controle de Qualidade, Engenharia de Materiais e Ensaios Laboratoriais. “Essa é uma área em plena expansão e com alta taxa de empregabilidade na Serra, pois as indústrias entenderam que a qualidade não é um custo, mas sim um investimento estratégico. Quem se capacita para atuar nesses laboratórios modernos, operando equipamentos de alta precisão e interpretando normas internacionais, encontra um mercado altamente valorizado, dinâmico e essencial para a competitividade da nossa região”, revela.
Granoski salienta que realizar ensaios laboratoriais vão muito além de cumprir exigências e responder a normas técnicas; trata-se de garantir a segurança do consumidor final.

Fotos: Rodrigo Bergsleithner




