O Instituto-Geral de Perícias (IGP) descartou que um dos ossos encontrados em uma área de mata no interior de Bom Jesus, na Serra Gaúcha, seja de origem humana. O material foi localizado durante as buscas pelos restos mortais do caminhoneiro Luciano Boeira Melos, desaparecido desde julho de 2023.
A análise, concluída nesta quinta-feira (20), é referente a apenas um dos vestígios recolhidos no local. Outros materiais encontrados pelos bombeiros de Vacaria ainda passam por perícia.
Os ossos foram localizados no dia 30 de julho, em uma região de difícil acesso, próxima a uma cachoeira, após Felipe Silveira Noronha confessar o assassinato de Luciano e indicar aos investigadores o ponto onde teria deixado o corpo.
O local fica a aproximadamente 40 minutos do centro de Bom Jesus e exige cerca de uma hora e meia de caminhada por uma área de mata. Segundo o IGP, não há prazo definido para a conclusão das demais análises. O delegado Gustavo Costa do Amaral, responsável pela investigação, também aguarda os laudos para definir os próximos passos do caso. A expectativa da polícia e da família é de que os demais vestígios possam confirmar se os restos encontrados pertencem ao caminhoneiro. A identificação é necessária, inclusive, para que a família possa providenciar oficialmente o registro de óbito.
Relembre o caso
Luciano Boeira Melos desapareceu em julho de 2023. Conforme a investigação, ele teria sido morto em razão de um relacionamento extraconjugal que mantinha com Fabiana Ramos Saraiva.
Em julho deste ano, Fabiana, o então companheiro dela, Felipe Silveira Noronha, o pai dela, José Balduíno Saraiva, e o cunhado Flávio Silveira Noronha foram julgados pelo Tribunal do Júri de Bom Jesus. Durante o julgamento, Felipe confessou o assassinato e apontou aos policiais o local onde teria deixado o corpo. Ele foi condenado a 20 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual.
Fabiana recebeu pena de 18 anos e oito meses pelos crimes de homicídio qualificado e fraude processual, enquanto Flávio foi condenado a 20 anos pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual. José Balduíno Saraiva foi absolvido das acusações relacionadas ao desaparecimento do caminhoneiro.





