Quinta-feira, 27 de Agosto de 2026

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Professor é preso preventivamente após ser acusado de abusar de quatro alunas em escola gaúcha

Um professor de 59 anos, suspeito de estupro de vulnerável contra quatro alunas de cerca de oito anos, foi preso preventivamente na tarde desta quarta-feira (26), em Cachoeirinha. O homem se apresentou na delegacia e, após ser ouvido, teve a prisão decretada pela Justiça.

Identificado como Diógenes Ribeiro Canfild, o professor negou as acusações durante o depoimento, conforme informou o delegado responsável pela investigação, André Lobo Anicet.

As denúncias começaram a ser formalizadas na semana passada. Quatro boletins de ocorrência foram registrados pelos pais das crianças entre quinta (20) e sexta-feira (21). Desde então, a Polícia Civil trabalha na coleta de provas e de outros elementos para esclarecer o caso.

Segundo o delegado, foi solicitado à Justiça um procedimento de antecipação de prova para que os depoimentos das crianças sejam realizados em juízo. A medida busca evitar que as vítimas tenham de repetir os relatos diversas vezes ao longo da investigação.

As quatro meninas também foram encaminhadas para exames físicos e avaliações psicológicas. Os procedimentos são realizados pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP) e pelo Centro de Referência da Infância (CRI).

Professor foi afastado da escola

O caso envolve a Escola Estadual Mário Quintana, em Cachoeirinha. A Secretaria Estadual da Educação informou que abriu um procedimento para apurar a conduta do profissional e que ele está afastado da instituição.

A pasta também informou que uma equipe da 28ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) esteve na escola na manhã de terça-feira (25) para conversar com a comunidade escolar.

Para esta quinta-feira (27), está prevista a presença de uma equipe do Núcleo de Cuidado e Bem-Estar Escolar da CRE na instituição. A ação terá como objetivo oferecer acolhimento e espaço de escuta para estudantes, profissionais da educação e familiares.

A investigação segue em andamento. Como se trata de uma acusação, o professor é considerado suspeito até que os fatos sejam esclarecidos pelas autoridades e eventual decisão judicial definitiva.

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