Sexta-feira, 06 de Novembro de 2026

ÚLTIMA HORA

Opinião de Antônio Frizzo – 6 de Novembro de 2026

ELEIÇÕES

Como pode algo tão comum, tão corriqueiro, tão democrático como um processo eleitoral chegar a patamares tão esdrúxulos como se tem verificado nos últimos pleitos? Sou do tempo em que, a exemplo dos tão amados e adorados Estados Unidos, haviam três ou quatro partidos políticos, com PROGRAMAS PARTIDÁRIOS bem definidos e que havia RESPEITO entre os candidatos. Melhor ainda, tão logo os resultados eram divulgados, os vencedores recebiam cumprimentos por parte dos vencidos. E, por incrível que possa parecer atualmente, os vencedores até chamavam alguns dos vencidos para os auxiliar.

O QUE MUDOU, AFINAL?

 É, mudou muito esse processo todo. E agora emito uma opinião absolutamente pessoal, alicerçada na minha vivência, experiência de vida. Creio que a identificação partidária da chamada “esquerda” (seja lá o que muitos querem assim designar um posicionamento social-partidário) começou a se apresentar como PARTIDO POLÍTICO, através de seus representantes políticos, a “direita” (que sempre foi representada pelo PODER ECONÔMICO, e desafio alguém a contestar isso) passou a tomar posturas defensivas e ofensivas até então totalmente desnecessárias, diante da hegemonia desfrutada historicamente.

MUDOU TUDO!

No meu entender, o surgimento de partidos assumidamente de “esquerda”, por assim dizer, deflagrou esse processo de confronto, pois a “direita” sentiu seu poder absoluto ameaçado. Mas, claro que, no início, havia RESPEITO entre as ideologias e programas partidários, já que não haviam diferenças motivadoras para confrontos. Os comícios eleitorais eram realizados para que os candidatos expusessem suas ideias e programas de governo e de ações. Não existia internet e redes sociais. Tudo era no corpo-a-corpo. Ainda lembro do falecido Roque Betinelli que, apesar das dificuldades locomotoras, conquistou vaga na Câmara de Vereadores, consumindo uns dez pares de sapatos, caminhando milhares de quilômetros por toda a Bento Gonçalves. É, mudou tudo!

E AGORA?

Bem, agora a realidade que vivemos, escrita em 1988 por uma “Constituição Cidadã” e emendas posteriores, que possibilitaram a procriação de partidos políticos como a de cavalos marinhos, tudo motivado por polpudas bilionárias VERBAS PARTIDÁRIAS e VERBAS ELEITORAIS, é essa verdadeira “torre de babel tupiniquim”, onde o lema é “quem pode mais, chora menos”, com a população manipulada pelas redes sociais. Confrontos até letais entre cidadãos; desavenças entre amizades longevas; atritos que rompem laços familiares são constatados diariamente. Vencedores? Vencidos? Na verdade, só eles, os políticos mais radicais vencem ou são vencidos. Nós, população que paga os impostos, somos nada mais que “detalhes”. Até a próxima eleição.

O QUE VIVEREMOS AGORA?

Mais uma opinião pessoal: nada, apenas a continuação das eleições, com o TERCEIRO, QUARTO, QUINTO ou mais “turnos”, de acordo com a vontade dos de sempre e que encontram nos “inocentes úteis” (muitos nem tão “inocentes” assim) que pululam nos esgotos das redes sociais, repassando suas “coisinhas” cuja maioria não resiste a uma pesquisa mínima que autentique a veracidade. E tenho visto vídeo, lives, postagens cujo teor não deixa dúvidas a qualquer pessoa, mesmo de mediana inteligência, da mentira deslavada que seus autores levam a público, com a maior cara-de-pau, sem nenhum constrangimento ou rubor.

E A ECONOMIA?

Claro que a economia do Brasil não está imune aos reflexos causados por eventos ou acontecimentos no mundo todo, principalmente os que ocorrem nos países que representam as MAIORES economias do mundo. A explosão mundial da crise de 2008 foi uma “marolinha” no Brasil, como disse Lula, mas o tsunami veio poucos anos depois, apesar dos esforços para evitar. Agora, o trumpo – que levou uma lambada nas eleições em que ele PROMETEU PAGAR CINCO MIL DÓLARES (algo em torno de 26 mil reais) a cada cidadão estadunidense SE seu partido – o  REPUBLICANOS – vencesse, está provocando um caos mundial com sua guerra contra o Irã (ele pensou que faria do Irã uma Venezuela) e os reflexos atingirão o Brasil.

TEREMOS O CAOS DESEJADO?

Está claríssimo que existem muitos, quiçá milhões, que estão torcendo pelo caos no Brasil. O governo tem feito coisas até não recomendáveis, como zerar impostos federais sobre combustíveis para conter o preço. Mas, por quanto tempo poderá manter, se os “experts” estão “exigindo” controle de gastos – SEM APONTAR QUAIS – e contam com a pressão até dos que SABEM que o preço dos combustíveis os afetará diretamente? É, o Brasil não é para amadores, decididamente!

ÚLTIMAS

Primeira: É TETRA! É TETRA!! É TETRA!!! É TETRA!!!! Sim, o Inter conseguiu seu TETRA em fuga de rebaixamentos. Claro que nas quatro vezes – em que me lembro – coisas estranhas aconteceram. A primeira, em 1999, em jogo contra o Palmeiras, gol de Dunga aos 36 min do 2º tempo, com apagão da iluminação após o gol. O Palmeiras era o campeão da Libertadores e iria disputar o mundial de clubes em dezembro;

Segunda: A segunda “fuga” foi em 2002, em jogo contra o Payssandu, em Belém do Pará, e a vitória do Inter foi relatada como “muito estranha” pelo ex-presidente do Payssandu, em longa e esclarecedoras entrevista para a revista Placar, pouco tempo depois;

Terceira: A terceira “fuga” aconteceu em 2025, em dois jogos do Inter. No Grenal do 1º turno, um pênalti escandaloso, NÃO MARCADO, sobre o jogador Aravena, do Grêmio (a CBF pediu desculpas ao Grêmio pelo erro das arbitragens), bem como a expulsão do Vina, atacante do Ceará a 3 minutos de jogo, o que prejudicou o Ceará, que acabou rebaixado, erros “estranhos”  que o mantiveram na série A;

Quarta: A quarta “fuga” do rebaixamento do Inter está marcada em dois jogos de 2026, sendo um pênalti de Bernabei em Diogo Caito (que a CBF, mais uma vez, pediu desculpas ao Grêmio) e“fantástico” pênalti MARCADO a favor do Inter, aos 46 minutos do segundo tempo, no jogo contra o Coritiba, cometido, “estranhamente” (o MUNDO comenta estarrecido), por um EX-JOGADOR do próprio Inter completou o TETRA “não rebaixamento”;

Quinta: Enquanto os paraguaios e brasileiros aguardam noticias sobre seus dinheiros, o Grêmio joga hoje sua classificação para a final da Copa do Brasil, com remotas chances de sucesso;

Sexta: E, o pior, com grandes chances de ser rebaixado, sendo TETRA, no Brasileirão. Pois é, o nosso ano gremista está sendo terrível. Mas, os gremistas esperam que ocorram coisas estranhas os favorecendo, já que de prejuízos estão fartos;

Sétima: Ah, sim, e na semana que vem tenho muito a comentar sobre a ECONOMIA brasileira.

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