Sexta-feira, 07 de Agosto de 2026

ÚLTIMA HORA

Opinião de Antônio Frizzo – 31 de Julho de 2026

NÚMEROS PREOCUPANTES, NÃO?

Os dados mostrados pelo Jornal Semanário, edição de sábado, dia 25 de julho, relativos ao número de veículos escancaram os motivos dos sérios problemas que Bento Gonçalves convive diuturnamente. E vale a pena repetir tais dados. No ano de 2000, Bento tinha pouco mais de 92 mil habitantes e a frota de veículos era próxima de 30 mil. Duas décadas e meia depois, 2026, a população é de 129 mil habitantes e o número de veículos chega a 96 mil, ou seja, houve um crescimento de 40 por cento no número de habitantes e crescimento de 221,5% no número de veículos em circulação. Costumo dizer que veículo, celular e… em Bento, existe pelo menos um por pessoa…ou quase isso, pois tem gente que possui 2, 3 veículos ou mais.

E A MOBILIDADE URBANA?

Pois é, basta se constatar esses números para entender os motivos do caos absurdo que se vê, diariamente, na cidade. Na mesma edição do Semanário, o secretário de Mobilidade Urbana, Diego Salini, diante desses números, diz que “Isso exige novas estratégias que vão além de abrir vias e melhorar semáforos”. Segundo a reportagem, há dois anos a secretaria mapeou 25% dos entraves no trânsito em horários de pico e já possui ESTUDOS TÉCNICOS com alternativas, conforme afirma o secretário Salini, e continua dizendo que “As soluções envolvem ajustes na sinalização, reconfiguração de fluxos e monitoramento remoto”. É mesmo?

QUEM BATERÁ O MARTELO?

O secretário Salini diz que “…a perimetral da Zona Norte é uma obra para desafogar o trânsito da região e atender os bairros Zatt e Ouro Verde”. Continua dizendo que “A conclusão do anel viário depende de engenharia, liberação e recursos. O objetivo é concluir os trechos para criar o anel viário e desafogar o trânsito da Zona Norte”. Bingo, Secretário Salini. Mas, há muitas perguntas sobre suas considerações. O Senhor sabe e disse, que as melhorias – que urgem – precisam de “NOVAS ESTRATÉGIAS, certo? Mas, essas “estratégias” não começaram a ser “necessárias” agora, hoje, elas foram crescendo geometricamente ao longo de décadas de FALTA escancarada DE AÇÕES práticas, concretas de parte do poder público. Certo? Voltarei ao assunto, pela relevância dele. Há muito, muito mais a ser dito e comentado sobre isso.

TAXA DA BLUSINHAS

Há coisas que fogem do entendimento da maioria das pessoas, mesmo das dotadas de inteligência ímpar. O governo do Estado aplicou o ICMS sobre as compras efetuadas em sites do exterior, como Shopee, AliExpress, etc., e não foi só para “arrecadar”. Foi, também, por solicitação de empresários, através de suas entidades de classe, pelo óbvio motivo da concorrência desleal, já que as empresas brasileiras recolhem impostos e as do exterior não recolhiam. E foi aplicado o ICMS. Então o pedido foi feito ao GOVERNO FEDERAL e este também aplicou tributação sobre as importações e elas foram chamadas, jocosamente, de “taxa das blusinhas”. As críticas ao GOVERNO FEDERAL por CRIAR impostos foram abundantes, SEM que as entidades que PEDIRAM o imposto se pronunciassem. Interessantíssimo isso, não?

E A VOLTA DELAS

Pois bem, diante de tantas críticas SEM que os solicitantes DEFENDESSEM a tal de “taxa das blusinhas” (que, na verdade, incidiam sobre o imenso arsenal de produtos que entravam no Brasil, ISENTAS), o GOVERNO FEDERAL fez o óbvio: ACABOU COM A “TAXA DAS BLUSINHAS”. Pronto! O meio empresarial protestou e NINGUÉM bateu palmas PUBLICAMENTE pelo fim delas. Nem os que tanto a criticaram. E agora, para SURPRESA DE ZERO pessoas que abominam o inferno da politicagem que assola o Brasil, eis que o GOVERNO FEDERAL quer retomar a cobrança da “taxa das blusinhas”, se expondo a sofrer críticas severas por “criar impostos”.

QUEM PEDIU FARÁ A SUA PARTE?

Ah, se ocorrer, as entidades empresariais assumirão que PEDIRAM a volta da “taxa das blusinhas” e apoiarão o GOVERNO FEDERAL por isso? A conferir! O governo do Estado, como opositor ao GOVERNO FEDERAL, continua fazendo de conta que “não é nada com ele”. E os consumidores não tão nem aí se essas importações a preços SEM impostos custam EMPREGOS no Brasil.

E POR FALAR EM IMPOSTOS…

Não li, ouvi ou assisti a ninguém, dos que gostam de falar da “abusiva carga tributária” brasileira, apoiando o governo federal por haver criado a tributação dos que ganham FORTUNAS com lucros e aplicações no exterior. E também não apoiaram o cumprimento da promessa de campanha ao ISENTAR os pobres assalariados que pagavam Imposto de Renda sobre míseros R$ 1.903,99 em 2022 e passaram a ficar ISENTOS a partir de R$ 5.000,00 em 2026.

ÚLTIMAS

Primeira: Bah!!! Agora estamos no rumo definitivo do abismo! A inflação do mês de julho que foi divulgada pelo IBGE (que, existe e faz essas pesquisas desde bem antes do lulismo e bolsonarismo) é de 0,06% (repetindo: zero vírgula, zero seis por cento). E, para piorar, o IBGE divulgou a Taxa de Desemprego de 5,4%, a menor da história; Segunda: E para afundar o Brasil ainda mais, a inflação acumulada ficou muito próxima do teto da meta do Banco Central, ou seja, ficou ligeiramente acima de 4,5%. Agora, para sacramentar a quebra, a falência do Brasil, só falta o PIB apresentar crescimento acima do previsto pelos “jênios” da economia nacional; Terceira: Tenho um “péssimo” hábito. Quando ouço um político afirmar qualquer coisa, vou buscar, onde estiverem, todas as informações possíveis sobre o assunto, obviamente em fontes onde posso confirmar a veracidade. E ouvi/vi um político comprando alimentos e produtos de primeira necessidade, objetivando comparar preços de anos anteriores, no intuito de “mostrar” que AGORA estão caros; Quarta: E não é que, “casualmente”, as afirmações dele não são verdadeiras? Estranho, né? Um político inventando coisinhas de fundo absolutamente eleitoreiros, simplesmente contando com a ingenuidade ou alienação ou, mesmo, fanatismo político-partidário de boa parte das pessoas, não é “normal”, né? Quinta: Se alguém já identificou o político e o assunto e DISCORDA do que estou afirmando, aceito o desafio: busquemos as provas juntos. Que tal? Sexta: A coisa está tão complicada que tenho evitado comentar sobre futebol. Grêmio e Inter estão em patamares idênticos, em nível nacional, pela primeira vez na história, penso eu. O Inter está em 16º lugar e o Grêmio em 17º, mas com o mesmo número ridículo de pontos. As torcidas estão antevendo o pior para ambos: o rebaixamento; Sétima: Apesar da eliminação absurda do Grêmio na Copa Sulamiranda, AINDA acredito que nenhum da dupla Grenal será rebaixado. Mas, bem que poderiam deixar de causar constrangimentos aos torcedores, não é mesmo? Oitava: E o nosso Esportivo começa hoje, na Montanha dos Vinhedos, às 17 horas, a campanha para subir para a divisão especial do Gauchão. O Guarani de Venâncio Aires é o adversário. Apoiar é preciso, então todos no Estádio.   

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ANUNCIE CONOSCO

Sua marca em destaque para milhares de leitores