Com mestrado em marketing e professor por 25 anos (3 de macroeconomia e 22 de marketing), sei muito bem como a comunicação pode influenciar a mente das pessoas. Influenciando o pensar, isso pode ocorrer para todos os lados, para o bem e para o mal, com verdades ou nem tanto, com realidades ou mentiras.
O estudo da comunicação e do marketing evoluiu tanto, como diversas outras áreas do conhecimento, que hoje pessoas que dominam esses enunciados podem claramente influenciar e dirigir pessoas para que pensem de determinadas maneiras.
Isso depende, obviamente, do poder que o canal de comunicação tem sobre a pessoa, a confiabilidade dele, o monopólio que ele exerce como fonte de informação desse indivíduo e do tanto de conhecimento que esse ser humano detém sobre o assunto que está sendo abordado.
Tenho como verdades que:
- Quanto maior o poder do canal de comunicação, maior será a influência desse canal sobre a pessoa;
- Quanto mais confiável for o canal de comunicação, maior também será sua influência;
- Quanto mais esse canal for a única fonte de informação da pessoa, mais ela será influenciada por esse meio, obviamente por ser único que é acompanhado pelo indivíduo;
- Quanto maior for o conhecimento do assunto pela pessoa, MENOR será a influência sobre ela pois essa terá domínio maior sobre o tópico comunicado.
Acredito ser isso válido para todos os meios de comunicação atuais, desde os tradicionais como TV, jornal, rádio, revistas, meios digitais, colunistas e influenciadores.
Numa esfera nacional, o poder da comunicação pode ser tão grande que pode levar a mudanças nas opiniões em vista dos fatores acima e outros fatores não mencionados.
Com o crescimento das redes sociais, os canais de comunicação tradicionais perderam seu monopólio de informar. Hoje, os canais tradicionais ocupam espaço com os canais digitais e há uma briga silenciosa desses outrora monopólios da informação com as redes sociais, os primeiros lutando ferrenhamente contra os segundos para tentar reduzir o alcance desses para que continuem exercendo sua influência e, com isso, conseguindo mais pagadores pelos espaços publicitários, forma usual de sobrevivência de todos.
Com esses conhecimentos todos do marketing e de estratégias de comunicação, também da psicologia, profissionais usam isso para tentar alcançar seus objetivos, quer na venda de produtos e serviços, quer na influência de massas da população quando o assunto for política.
Na economia e na política, portanto, a comunicação exerce um papel muito importante no amanhã das populações. A verdade buscada pode parecer distante quando não se tem total conhecimento e profundidade sobre tudo o que se está informando. E nunca se conseguirá saber 100% de tudo.
Assim, espaço para narrativas podem surgir do dia para a noite e, quando impulsionadas por meios de comunicação, chegam a lugares inimagináveis.
O Brasil vive de NARRATIVAS. Não vive da realidade. Principalmente em momentos de eleições.
Quem grita mais e tem aumentado seu alcance pelos canais de comunicação, chega a lugares mais distantes, muitas vezes não importando a veracidade ou não do conteúdo.
Governos podem destruir o futuro de um povo (vide Venezuela). Podem também levar esse mesmo povo ao ápice e ao desenvolvimento.
Os grandes meios de comunicação deveriam fazer uma análise mais profunda se deveriam informar somente (fatos) ou buscar persuadir como, talvez, alguns podem estar tentando fazer.
Quando canais de comunicação não se limitam a fatos e dão sua opinião via apresentadores, parece-me que estão tentando persuadir mais do que informar.
Isso não é errado (desde que dissessem de que lado estão), mas cumpre a cada um de nós saber interpretar os sinais e buscar separar o joio do trigo. E não vai ser com “regulações das redes” que se vai conseguir isso.
O Brasil vive uma ficção onde narrativas alcançam mais manchetes. A realidade? Bem, a realidade isso é outra coisa.
Pense nisso e sucesso.





