Venho dizendo há algum tempo nesse espaço que diversas decisões governamentais e legislativas estão impactando negativamente o futuro de nosso país.
Além de serem criados ou aumentados 27 impostos no Brasil nos últimos 3 anos, estamos vendo o discurso eleitoral estar na frente dos assuntos práticos e que afetam a vida de toda a população, direta ou indiretamente.
É o caso do Tarifaço dos EUA quase ao mundo inteiro, inclusive ao Brasil.
Assunto eminentemente econômico e técnico que encontrou, no nosso país, um cunho muito mais político do que técnico. O Governo federal viu no discurso da soberania uma maneira de ganhar votos nas eleições desse ano e pouco fez para sentar na mesa de negociação com os EUA. Pelo menos é o que parece.
O Brasil já não quis a ALCA (Associação de Livre Comércio das Américas), que envolveria 34 dos 35 países das 3 Américas (exceção foi Cuba), pensado em 1994 e ARQUIVADO EM 2005, com forte liderança desse arquivamento pelo Brasil (e pela Argentina), ano governado pelo mesmo presidente atual.
Quero colocar algumas ponderações sobre essa questão:
– Os Estados Unidos é o mais importante país para exportações de maior valor agregado do Brasil;
– O setor moveleiro, vinhos, máquinas e equipamentos, calçados, entre outros serão bem impactados com o tarifaço;
– O protecionismo sempre existiu desde que o mundo civilizado existe com organismos internacionais funcionando;
– O Brasil é muito protecionista, muito mais que os EUA;
Sob a ótica tradicional da economia, o Brasil mantém uma estrutura de mercado muito mais fechada para produtos estrangeiros do que os EUA (CNN Brasil):
– Brasil: Possui uma tarifa média geral sobre importações que gira em torno de 12,4%. O país adota altas alíquotas de imposto de importação para proteger a indústria nacional e bens manufaturados de concorrentes externos.
– Estados Unidos: Historicamente mantinham uma economia muito aberta, com tarifa média geral de apenas 2,7% antes de iniciarem políticas protecionistas.
Deixar de exportar para um país tão importante quanto os EUA, ou reduzir a possibilidade de exportar por tarifas não negociadas, poderá causar muitas perdas de emprego, renda e crescimento para o país.
Não negociar por questões políticas é pura MIOPIA BRASILEIRA.
É pensar no curto prazo, pensar mais em oportunidades eleitorais do que em desenvolvimento econômico.
Segundo a Gazeta do Povo, Rubio (secretário dos EUA) se expressou da seguinte forma:
“Hoje, o Presidente Trump determinou que o USTR imponha uma tarifa de 25% sobre a maioria das importações brasileiras. Não haja confusão sobre o motivo: o Presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé. Suas políticas econômicas são ruins para os americanos e ruins para os brasileiros. No último ano, Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso”.
O governo federal soltou nota imputando a culpa ao Bolsonarismo.
Penso que o governo brasileiro errou em não procurar negociar buscando um GANHA-GANHA, se possível, principalmente podendo negociar com as terras raras, creio o único interesse real dos americanos.
Retaliar, como o governo de nosso país fala, ficará PIOR AINDA.
Mais uma vez, quem pagará a conta será todo o povo brasileiro.
Pense nisso e sucesso.





