Domingo, 06 de Setembro de 2026

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Mulheres empreendedoras do Paraná conhecem experiências de turismo rural em Bento

Um grupo de mulheres de Toledo, no Paraná, passou três dias desta semana em Bento Gonçalves para conhecer experiências de turismo rural e entender como o setor é desenvolvido na região. A viagem técnica reuniu 10 das 16 integrantes do projeto Empoderando Mulheres do Campo, acompanhadas pelas professoras e doutora Carla Maria Schmidt, coordenadora da iniciativa, e Ivanete Daga Cielo, vice-coordenadora, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).

Em Bento Gonçalves, o grupo foi acompanhado pelas professoras Carla Maria Schmidt, coordenadora do projeto, e Ivanete Daga Cielo, vice-coordenadora, e contou com a participação de Mayara Arielly Silva Vieira, Graziella Aparecida da Silva Vieira, Gladis Knebel Schneider, Josi Daiane Borelli, Andréia Fabiana Limberger Della Pasqua, Marta Regina Gubiani, Kelly Patricia Stein, Jaqueline Tucholke, Rosilene Welter de Barros e Silva e Sandra Risse.

Interesse pelo Vale

A aproximação com Bento não surgiu apenas pelo vinho. O projeto trabalha com diferentes possibilidades de turismo rural, e a região foi escolhida pela experiência na organização coletiva dos empreendimentos. “Não foi necessariamente a questão do vinho que nos trouxe para Bento Gonçalves, porque lá o foco não é a uva e o vinho, e sim outras possibilidades de turismo rural”, explica Carla.

O interesse pelo Vale dos Vinhedos, porém, acompanha a professora há anos. Em 2010, ao concluir o doutorado, ela defendeu uma tese com foco no roteiro, analisando a cooperação e as iniciativas coletivas entre empreendimentos de turismo rural. “A questão da cooperação, das formas de roteiro compartilhadas entre empreendimentos de turismo rural, pode desenvolver uma região, os próprios empreendimentos e até criar novas iniciativas e propriedades se desenvolverem”, afirma.

Experiências locais

Durante a passagem por Bento, o grupo conheceu o Vale dos Vinhedos e o Caminho de Pedras. Também participou de uma reunião com o prefeito e o secretário de Turismo do município, na qual, segundo Carla, foi possível conhecer a relação entre o poder público e os gestores dos empreendimentos de turismo rural, além de possibilidades de recursos, financiamentos, feiras, eventos e a construção de um CAT, central de atendimento ao turista.

Outro encontro ocorreu na Aprovale, com o consultor Jaime Milan. Para Carla, a experiência da entidade chamou atenção principalmente pela construção de uma organização coletiva. “Ele tem uma rica e vasta experiência, não só na questão do enoturismo, mas, em especial, na construção de uma associação que é a Aprovale, que é referência em termos de coletividade até pelo Brasil”, relata.

Próximos passos

A experiência é observada em um momento em que Toledo também busca fortalecer o turismo rural. A região já conta com hospedagem rural, camping, trilhas, lavandário, café rural, day use, contato com cavalos, cachoeiras e produção de queijos, geleias e torresmo, entre outras possibilidades.

Agora, a intenção é aproveitar o que foi conhecido na Serra Gaúcha sem simplesmente reproduzir os modelos. “Tem muitas ações e ideias agora que podem ser, não vou dizer replicadas, mas reconstruídas em Toledo a partir da experiência do Vale dos Vinhedos e do Caminho de Pedras, em especial da Aprovale”, afirma Carla.

Entre as principais lições levadas pelas participantes estão a continuidade do trabalho conjunto, a articulação com o poder público e a busca pela qualidade. Para a professora, o turismo também pode contribuir para a diversificação da renda e para a permanência das famílias no campo, inclusive favorecendo a sucessão familiar.

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