Sexta-feira, 14 de Agosto de 2026

ÚLTIMA HORA

Histórico da companhia mônaco

HORÁCIO MÔNACO, nasceu em 1886, na Província Catânia, na Secília- Itália-  Cursou a Régia Scuola da Agricultura, obtendo seu diploma de Enólogo.
Em 1901, José Mônaco(pai de Horácio) e sua família emigraram para a América do Sul, fixando-se na região de Mendonza República Argentina, onde os irmãos Lourenço e Horácio Mônaco trabalharam em diversas empresas vinícolas.
No ano de 1907, aproveitando um período de entre safra e as primeiras economias o irmão Lourenço procurou o Embaixador do Brasil em Buenos Aires, Dr. Joaquim Francisco de Assis Brasil e veio conhecer o Rio Grande do Sul, onde os imigrantes italianos haviam plantado parreiras e os colonos faziam vinhos em suas pequenas cantinas. Horácio vem a seguir, seguindo passos de Lourenço, e ambos eram contratados, reconhecidos técnicos que eram, pelo Dr. Borges de Medeiros, Presidente do Estado do Rio Grande do Sul, para dar assistência aos  vinicultores, localizados na chamada região colonial italiana.
LOURENÇO Mônaco, além de seu trabalho como técnico junto aos pequenos vinicultores, publicava artigos na imprensa gaúcha, como colaborador do CORREIO DO POVO, A FEDERAÇÃO E STELLA D’ITÁLIA, dedicando-se ainda ao trabalho  de proferir palestras e conferência em Caxias do Sul, nos salões  da Sociedade Italiana ‘Príncipe di Nápole” e localidades da região produtora de vinho.
Nesta época se deu início a exportação de vinhos em barris, para fora do Estado. Em Bento Gonçalves, destacaram-se como pioneiros as empresas: Orestes Braghirolli, Luiggi Alegrete, Orestes Franzoni e Alexandre Pasquali.
Em fins de 1908 os irmãos Lourenço e Horácio Mônaco foram procurados pelos irmãos Franzoni, residentes em Monte Belo – na época 2º Distrito de Bento Gonçalves, onde estavam construindo uma cantina e desejavam um técnico para assumir a direção.
Em 1910, o Governo do Estado do RS, procurou incentivar o cooperativismo, através da Secretaria da Agricultura, contratando o técnico Dr. Stefano Paternó, finaciando-as pelo Banco Pelotense, à medida que iam se organizando. Porém, a maioria das cooperativas não alcançaram bons resultados e o Banco Pelotense para garantir seus créditos ficou em poder de diversas cantinas, entre elas as de Bento Gonçalves. Alugando uma dessas cantinas do Banco na linha Sertorina, os irmãos organizaram a empresa MÔNACO & CIA,começaram trabalhar por conta, produzindo um só tipo de vinho tinto que foi exportado em barris para São Paulo  onde teve um bom mercado e a qualidade muito apreciada. Nasceu assim o VINHO ÚNICO- da Mônaco.
Em vista do sucesso alcançado a nova empresa alugou também, a cantina do Banco, em Bento Gonçalves, próxima à Estação Ferroviária, onde produziram os primeiros vinhos brancos, o vinho licoroso MALVASIA e Champagne em pequena escala.
Passaram-se diversos anos de lutas e alternativas e,em 1929, a firma Lourenço e Horácio Mônaco adquiria de Orestes Franzoni o seu estabelecimento. Nessa cantina iniciaram o engarrafamento de vinhos finos e foi lançado o vinho CLARETE SUAVE, para paladar brasileiro, depois de observarem a preferência do consumidor.
A partir de 1934 à 1936 forma construídos os demais pavilhões, ampliando as instalações da cantina no centro da cidade de Bento Gonçalves.
A COMPANHIA MÔNACO durante muitos anos contribuiu para o desenvolvimento da economia do município de Bento Gonçalves e da região colonial italiana.
Hoje, o local onde existia a CIA MÔNACO, esta o prédio ‘VILLAGIO di MÔNACO”, próximo ao Mercado Nacional.

Respostas de 19

  1. A mais ou menos 20 anos atrás eu comprei um vinho verde com a marca Algarves, fabricado pela Companhia Mônaco. Gostaria de saber se existe algum vinho verde de fabricação nacional. Se existe, quem fabrica e onde posso encontrar?

    1. Olá Abmael, bom dia! Então, o ideal seria você entrar em contato ou com a Miolo ou com a Aurora. Acreditamos que uma delas deve fabricar. Att

    2. Até hoje lembro do Algarves da Mônaco, vinho verde que eu bebia gelado.
      Isso, é claro, lá pelos anos 1980. Não sou bebedor de vinho, ao contrário, sou da cerveja. Mas o Algarves da Mônaco era ótimo, leve, diferente de vinhos pesados. E, exatamente por isso, encaixou-se no paladar desse cervejeiro. Lembro, ainda, que era acessível. Comprava na Companhia Zaffari.

  2. Eu ganhei um vinho da safra de 1950 branco UNICO produzido por Lourenço, Horácio monaco e cia, fiquei encantado pela idade e procurei saber mais sobre o vinho e achei a história dos irmãos, me apaixonei pelo vinho espero conhecer o museu pra ver de perto a história deles

  3. Tenho um vinho verde algavers da Cia Mônaco safra 1976 ,único estou fazendo um leilão quem tiver interesse entre em contato para maiores informações (51)982210638. Vinho RELÍQUIAS essa garrafa tem uma linda história

  4. Olá tenho uma garrafa ,Lorenço Horacio Monaco e cia ltda, grande safra 1944 meio doce, posso negociar caso alguém tenha enterece ,meu conta 41 998163360 zap.

  5. Boa tarde Assunta.
    Tenho um chaveiro de comemoração de 50 anos dos Vinhos Unico, 1908-1958, meu pai trabalho na Catina Mônaco e eu acabei ficando com o chaveiro. Gostaria de passar para alguém que fosse da família, pois não tenho muito apego ao chaveiro, pode ser que alguém da família Mônaco gostaria de ter… Fico a disposição para contato.
    Carlos Alberto Faggion

    1. Carlos Alberto, sou Horácio Guedes Monaco, neto do Horácio Monaco. Meu pai era José Mario Monaco, que assumiu a Cantina, juntamente com seu irmão Lourenço Monaco ( na nossa família os nomes se repetem muito ). Eu também trabalhei na Cantina até um pouco depois do falecimento de meus pais, quando me mudei para o Río de Janeiro.
      Atualmente, estou com 80 anos e resido em Minas Gerais. Interesso-me muito por está relíquia.
      Vamos ver como fazer isso.
      Abraço.

  6. sou descendente,neto do Airton Jose Monaco tinha muitas coisas da empresa rotulos e miniaturas e copos de porcelana da fabrica me encanto pelo passado da minha familia

  7. Sou bisneto de Horácio Monaco e infelizmente não tenho nenhuma lembrança de objetos da Cia Monaco .
    Gostaria muito de fazer contato com pessoas que tenham alguma coisa da vinícula (objetos, garrafas, fotos e etc).

    Atenciosamente,
    Tomaz Monaco
    51 99860.6858

  8. olá prezados,

    Gostaria somente de registrar. Tenho uma garrafa lacrada Saint Felicen – vinho fino tinto cabernet franc 1974, .

    OBS: Herança do meu pai falecido em 1985 e ficará intacta comigo como recordação.

    um abraço a todos.

  9. Meus sogros possuem uma garrafa do vinho tinto de mesa Clarete Único – Companhia Mônico que guardam fechada desde o primeiro Natal que passaram juntos em 24-12-1969.

  10. Carlos Alberto, sou Horácio Guedes Monaco, neto do Horácio Monaco. Meu pai era José Mario Monaco, que assumiu a Cantina, juntamente com seu irmão Lourenço Monaco ( na nossa família os nomes se repetem muito ). Eu também trabalhei na Cantina até um pouco depois do falecimento de meus pais, quando me mudei para o Río de Janeiro.
    Atualmente, estou com 80 anos e resido em Minas Gerais. Interesso-me muito por está relíquia.
    Vamos ver como fazer isso.
    Abraço.

  11. Sou neto do Horácio Monaco. Tenho muitas lembranças da infância com ele, minha vó Ursulina e meus tio e primos em Bento. Tenho duas garrafas que recebi de amigos guardadas para relembrar este passado vibrante e inovador desta família. Passo muitos momentos no Vale dos vinhedos, onde além de trabalhar , hoje faço lazer. A pujança dos imigrantes italianos persiste através do tempo. Hoje o Vale se transformou maravilhosamente .

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