A comunidade do bairro Progresso II, em Bento Gonçalves, celebrou neste domingo, 11, a Festa em Honra à Nossa Senhora do Rosário. A programação começou pela manhã, com missa na igreja, que ficou lotada, e seguiu com o almoço festivo no salão da comunidade.
A preparação iniciou em fevereiro, com encontros entre a equipe administrativa e os festeiros. Ao longo dos meses, foram organizadas atividades para arrecadar recursos e preparar a programação. Entre elas, duas jantas.
Na semana da festa, a comunidade participou do tríduo, realizado de quarta a sexta-feira, com a presença de integrantes da catequese, da liturgia, da diretoria e de fiéis.
Para o festeiro de 2026, Luiz Carlos Fraporti, a participação dos moradores e a continuidade do trabalho iniciado pelas primeiras famílias são parte importante da história da comunidade. Morador do progresso há 27 anos, ele participa das missas e das atividades religiosas e assumiu pela primeira vez a função de festeiro. “A história da origem de Nossa Senhora do Rosário aqui do bairro é fantástica, foram pessoas que se reuniam nas casas para rezar o rosário e assim surgiu a comunidade e foi construída a igreja”, conta Fraporti. Para ele, assumir a função significa dar sequência ao trabalho de quem ajudou a formar o espaço religioso. “A gente chega para dar continuidade ao trabalho delas”, afirma.
A organização da celebração ficou a cargo da equipe administrativa da comunidade, formada por Clessio Arcari, Mercedes Arcari, Inelvo Kunsler, Isabete Domeneguini, Carlos Domeneguini, Jacir Bortolini, Valdocir Piffer, Naira Kunsler e Anair Dal Lago, e dos casais de festeiros Luiz Carlos Fraporti e Morgana Theodoro, Joice e Jaime Casonatto, Paulo e Elisete Gehlen, Simone Agatti e Volmar Giordani, e Mirian e Clair Rosalen.


Voluntariado
A preparação da festa depende do trabalho de moradores e das doações recebidas pela comunidade. Segundo Clessio Arcari, coordenador da equipe administrativa, cerca de 25 pessoas trabalharam para atender os convidados do almoço, que contou com 160 participantes. Flores, brindes, dinheiro e materiais foram doados, enquanto voluntários auxiliaram na limpeza da igreja, na cozinha, na churrasqueira e na copa. “Todos são voluntários, ninguém cobra nenhum centavo”, explica Arcari. A mobilização também garantiu a venda de todos os números da rifa e do rifão, além do esgotamento dos ingressos para o almoço.
Neste ano, a rifa teve 17 prêmios, enquanto o rifão teve mais de 50. Para Fraporti, a procura superou as expectativas e demonstrou a participação da comunidade. Apesar da satisfação com a adesão, ele lamenta que algumas pessoas tenham ficado sem ingresso para o almoço.
Para Fraporti, a experiência de ser festeiro representa uma oportunidade de contribuir com o trabalho realizado por gerações anteriores. “A gente sempre sai melhor do que a gente chegou”, resume, ao falar sobre a passagem pela função de festeiro.


Manutenção
Os recursos arrecadados com a festa são destinados à própria comunidade, conforme as necessidades e as decisões de um conselho. De acordo com Arcari, a igreja conta atualmente com estrutura equipada, incluindo o salão e as salas de catequese.
Uma das possibilidades para o futuro é a instalação de um sino na igreja, ideia apresentada pelo padre Oberdan. A proposta ainda deverá ser levada ao conselho da comunidade.
Além da arrecadação, a festa contribui para manter as atividades religiosas, como a catequese, as missas e os sacramentos. Para a equipe administrativa, o envolvimento dos moradores permite dar continuidade ao trabalho da igreja e às ações desenvolvidas ao longo do ano.
Participação dos moradores
A moradora do Progresso Maria Fuzinato avaliou positivamente a organização da Festa e o envolvimento da comunidade na preparação da programação. “Estava tudo muito bonito e bem organizado. Dá para ver o carinho e a dedicação de todas as pessoas que trabalharam para que a festa acontecesse”, comenta. Para ela, a celebração também é uma oportunidade de encontrar outras pessoas, fortalecer os laços entre os moradores e manter viva a tradição religiosa do bairro.
Fé e esperança

A missa que abriu a programação foi celebrada pelo padre Oberdan Cavazzola, que está há cerca de nove meses em Bento Gonçalves. Durante a celebração, ele relacionou a devoção a Nossa Senhora do Rosário ao mês missionário da Igreja Católica.
O sacerdote explicou que a oração do terço é uma forma de recordar a vida de Jesus Cristo e os ensinamentos de Maria. Segundo ele, cada Ave-Maria também pode ser compreendida como uma forma de oferecer uma rosa à mãe de Jesus, levando até ela uma prece, uma esperança ou um pedido. “Por mais que nós rezamos as Ave-Marias, nós recordamos também dentro destas orações os grandes mistérios da vida de Jesus Cristo”, afirmou.
Ao falar sobre o exemplo de Maria, o padre ressaltou sua presença na vida do filho e sua perseverança diante dos momentos difíceis. Para ele, essa trajetória inspira os fiéis a manterem a esperança e a confiança na fé, mesmo diante das dificuldades.
A mensagem também foi direcionada aos moradores do bairro. O sacerdote parabenizou a comunidade pela continuidade da festa e agradeceu a todos que contribuíram para a formação e a manutenção desse espaço de convivência religiosa. “São 20 anos de festa, em que a comunidade se mostra unida no mesmo ideal”, declarou. Na avaliação do padre, a participação comunitária e a oração ajudam a fortalecer os vínculos entre as pessoas e a incentivar atitudes de solidariedade e convivência. “Viver em comunidade, unidos pela fé e pela oração, fortalece nossos laços e nos ajuda a sermos pessoas melhores na sociedade”, concluiu.




