O ex-padrasto de Alice Nitz, de 14 anos, foi indiciado por feminicídio pela Polícia Civil pela morte da adolescente, ocorrida em Encantado, no Vale do Taquari. Wagno Arezi Henika, de 40 anos, confessou o crime e está preso preventivamente.
Alice foi encontrada morta a facadas no dia 17 de agosto, na casa do ex-padrasto. O inquérito foi concluído e encaminhado ao Judiciário na quinta-feira (27).
Segundo a delegada Dieli Caumo, a investigação descartou a hipótese de vicaricídio — quando uma pessoa é morta com o objetivo de causar sofrimento ou exercer controle sobre uma mulher. Conforme a polícia, não havia conflito entre Wagno e a mãe da adolescente.
Alice tratava o ex-padrasto como pai. Ele manteve contato com a jovem mesmo após o fim do relacionamento com a mãe dela, com quem viveu por 13 anos. Segundo a investigação, os dois continuavam próximos e moravam a poucas quadras de distância.
Em depoimento, Wagno afirmou que matou a adolescente durante uma discussão e que “perdeu a cabeça”. A perícia não encontrou vestígios de violência sexual e apontou uma facada como causa da morte.
A Polícia Civil também identificou, a partir de depoimentos, que o homem mantinha uma postura de controle sobre a adolescente, considerada rígida e próxima de violência psicológica.
Alice era aluna da Escola Estadual Jardim do Trabalhador desde a educação infantil. Ela participava de atividades artísticas, integrava um grupo de dança tradicionalista e jogava futsal em um clube local.





