O temporal de segunda-feira, 21, piorou a situação financeira e estrutural do abrigo Patinhas em Apuros. Localizado em área própria, no interior de Farroupilha, o espaço sofreu danos causados pelas chuvas, incluindo o destelhamento de parte da estrutura e problemas na rede elétrica após a queda de árvores sobre a fiação.
A fundadora da ONG, Elenir de Souza, protetora de animais há mais de 30 anos, relata que a situação é preocupante e pode comprometer a continuidade do atendimento prestado aos cerca de 100 animais abrigados no local.
Apesar dos estragos, nenhum dos cães ficou ferido durante o temporal. Segundo ela, os animais foram levados para dentro da residência para garantir a segurança durante a tempestade.
Rede elétrica é a prioridade
De acordo com Elenir, o problema mais urgente neste momento é a recuperação da rede elétrica. “Devido a muitas árvores terem caído, nossa rede de energia foi danificada pela segunda vez. Agora precisamos fazer tudo subterrâneo, pois não podemos cortar as árvores, mesmo que elas representem perigo”, explica.
O investimento necessário para a obra é estimado em cerca de R$ 15 mil. “É a parte mais urgente de se resolver nesse momento, porque não temos como ficar sem luz. Sem energia também ficamos incomunicáveis”, salienta.

Dívidas com clínica veterinária preocupam
Embora o abrigo não tenha despesas com aluguel, já que o espaço pertence à entidade, ainda existem valores pendentes relacionados às construções realizadas no local. No entanto, a maior preocupação está nas dívidas acumuladas com atendimento veterinário.
Segundo a protetora, muitos dos animais acolhidos são idosos ou possuem problemas de saúde que exigem acompanhamento constante. “Temos animais com câncer que estou tentando manter em casa com medicação para dor, porque devemos muito na clínica. Sem pagar não temos atendimento”, conta.
Queda nas doações
A situação financeira foi agravada pela redução significativa das doações recebidas pela ONG. Conforme a fundadora, a arrecadação caiu cerca de 70% nos últimos meses.
Para continuar funcionando, o abrigo necessita de ração, materiais de limpeza, telas, utensílios domésticos, roupas e calçados, que podem ser destinados ao Brechó Bicho Carente, uma das principais fontes de arrecadação da entidade. “Roupas e calçados muitas vezes são mais fáceis de doar. Tranformamos em dinheiro, por isso a importância”, afirma. O Brechó não é da ONG, mas sim um trabalho em parceria com a proprietária Ivone de Villa.
Elenir frisa que o abrigo não conta com uma equipe fixa de voluntários. “Temos somente pessoas que nos auxiliam conforme podem.
Futuro incerto
Diante das dificuldades, a fundadora admite que o futuro da instituição é incerto caso não haja apoio da comunidade. Entre as alternativas já avaliadas está até mesmo a venda do imóvel para quitar dívidas. “Já pensamos em vender o espaço e voltar a morar de aluguel. Só que teríamos que fazer tudo de novo, os espaços para os animais, o que geraria novas dívidas”, lamenta.
Ela alerta ainda para as consequências que o encerramento das atividades poderia trazer aos animais acolhidos. “Com certeza todos iriam sofrer, porque podem parar em lugares que não gostaríamos que eles fossem”, conclui.
Como ajudar
Há duas rifas disponíveis para ajuda nos custos, uma de um Iphone 16 e outra valendo uma Honda Biz, ambas no valor de 1 real o número, disponíveis na Bio do Instagram @ppatinhasemapuros e abaixo:
Além disso, é possível realizar doações mensais com cartão de crédito a partir de 5 reais.
Há ainda o Pix disponível pelo CNPJ 53.501.067/0001-76. Elenir destaca também a facilidade de doar roupas e calçados para o Brechó parceiro, pois o dinheiro arrecadado é destinado diretamente aos animais atendidos.




