Sexta-feira, 06 de Novembro de 2026

ÚLTIMA HORA

Coluna do Henrique Alfredo Caprara – 6 de Novembro de 2026

A DUPLA GRENAL

Grêmio e Inter estão endividados e “mal chapá”, se diria no Vêneto. Nesse negativismo, negaram a proposta de patrocínio master do Banrisul para cair nas bets, “se lascaram” como se diz na periferia. Como “a desgraça nunca vem só”, de acordo com o dito popular, estão os dois numa luta feroz para fugir da segunda divisão. O Grêmio dispensou seu técnico, que era para durar cinco anos e ficou lhe devendo R$ 30 milhões de reais, o que é pior, estão correndo juros diários pelo atraso do não pagamento da indenização, do que se concluí que os portugueses não são tão burros assim quanto os brasileiros pensam. E trouxe RENATO GAÚCHO, e estatuado e, o INTER, dispensou seu inanimado técnico para trazer um animador de torcida e motivador do tipo “vamo todo mundo correr em campo, tu pega aqui, tu sobe lá, é preciso acreditar, tamo junto”. Essa tática tem a bênção do também estatuado ABEL BRAGA, agora dirigente, que, na essência futebolística, deve ao Yarlei a conquista do título mundial. E, no campo financeiro, ambos, Grêmio e Inter, estão fazendo como a família brasileira: “empurrando as dívidas com a barriga”. Para suavizar, qual colírio nos olhos, enquanto o povo come coxão de dentro, ou de fora, já que a picanha ficou uma “ponte longe demais” nos churrascos de domingo, a dupla GRENAL aceitou de volta o patrocínio do Banrisul que, embora seja discreto, é honesto e um brado de solidariedade do tipo “tudo pelo Rio Grande” pois o Banrisul é um banco público e não privado, como é o caso da CREFISA, do Palmeiras.

A APOSTA DE RENATO

Por que vou falar do RENATO GAÚCHO? Porque ele incomoda o INTER, tem raiva do INTER, enquanto o INTER apenas torce contra o RENATO e, por consequência, quer que o Grêmio se dê “duplamente mal”. Por outro lado, RENATO me leva a estudos sociológicos, ele é um CASE, de sucesso e insucesso. Ele veio de Guapocity (Guaporé) para ser padeiro em Bento nas horas vagas e jogador de futebol, sonho eterno da juventude mundial. Quer dar certo na vida? Joga nas bets, loteria, jogue futebol e tenha sorte de chegar, ou aposte no bolsa família, no tomar chimarrão, pescar, passear, sem trabalhar, é uma “forma de riqueza”. Ser empresário, empreendedor, é uma forma de dureza em busca da “CUCANHA”, poucos se dispõem e, entre os que se dispuseram, muitos estão a fim de desistir. Ser empresário e/ou empreendedor é apostar no lucro para não ter prejuízo e, no Brasil, pagar impostos e estar disposto a ver as relações entre capital e trabalho se transformarem em assistencialismo, o que quer dizer, de certa forma, trabalhar em favor de muitos que não querem trabalhar. Mas, voltemos ao RENATO. Ele já era malandro quando Junior no Esportivo. Sua ida para o Grêmio, me consta, pode não ser verdade, foi um “alívio”. No Grêmio foi um baita jogador chegou a clubes maiores e à seleção brasileira onde sua liderança foi muito discutível. Diz a lenda que, no vestiário, ele fez cocô no tênis do técnico TELÊ e dava escapadas da concentração. Como técnico do Grêmio se deu bem, foi um pouco CAMPEÃO, MAS NÃO DE TUDO. Na última passagem, trouxe sua turma de jogadores que não se deu bem e o irritava. Estava em um dia vendo um jogo do Grêmio e Renato, na beira do campo, não só agredia como também ofendia os jogadores. Eu falei “vai embora”. No dia seguinte foi demitido com o argumento “por amor ao Grêmio eu estou saindo, não está dando certo”. Ficou um tempo jogando futevôlei na Barra, chopinho no bar preferido, até ser chamado por grandes clubes do Rio, onde tornou-se “CARIOCA” por adoção, sem abrir mão do título honorífico “Gaúcho”. Não deu certo, o estilo RENATO, mandão e centralizador, agora mais moderado, não foi bem aceito.

A VOLTA AO PAGO

O GRÊMIO, assim como o INTER, precisava de um “SALVADOR”. Foram buscar o RENATO MALANDRÃO, a esta altura já condecorado em HARWARD. Ele foi logo conceituando “jogadores com altos salários, não jogam nada, erraram nas contratações, não se pode esperar muito, vou ver o que posso fazer, não me cobrem muito”. Já chegou diminuindo o plantel e tirando o “dele da reta”. E mais, “cada um sabe o seu valor”, pediu alto salário, e foi além: se o Grêmio não cair, mais tanto; se o Grêmio for campeão da Copa do Brasil, mais tanto; e, se o Grêmio for para a Libertadores, mais tanto. Bom negócio para o GRÊMIO e aposta de Renato mesmo com o “plantel ruim”. O salário tá garantido, vai estar garantido e, se a aposta der certo, a conta bancária vai engordar, quem vai pagar não são os dirigentes, são os credores e a torcida do Clube. Se está dando certo cabe aos Gremistas avaliarem mas, convenhamos, RENATO, agora, GAÚCHO-CARIOCA é um CASE, não é? Sobre o INTER? Falo mais adiante, lá não tem CASE, tem CASOS, nosso maior prazer é ver o Grêmio perder, e é mais saboroso com RENATO treinador. GANHAR? Do jeito que tá, missão quase impossível. Eu disse “quase “porque quem tem um RODRIGO MOLEDO, impossível não é.

A CAPITAL DAS CAPITAIS DO VINHO

Bento Gonçalves é a “CAPITAL BRASILEIRA DO VINHO”; Farroupilha é a “CAPITAL NACIONAL DO ESPUMANTE MOSCATEL”. Mas… espumante não é vinho? Fui ao google, como sugeriu o presidente LULA, e leio que, sim, o ESPUMANTE É VINHO. Então pergunto: não nos usurparam a denominação de Capital? Falar nisso um dia, “long time ago”, recebi um questionário de pesquisa do Prefeito de Carlos Barbosa, indagando se, na minha opinião, aquele município deveria se denominar CAPITAL DA SERRAÇÃO ou “CAPITAL DA BATATA”. Peguei a minha máquina de escrever Triumph Gabrielle 10, trazida da Alemanha pela Comabe e datilografei oito folhas A4, missiva que encaminhei ao Prefeito que era (faleceu) muito, mas muito mesmo, meu amigo. E nunca mais se falou em SERRAÇÃO e nem em BATATA, ficou como CAPITAL NACIONAL DO FUTSAL, “meno male”.

CURTAS E PODEROSAS

O Rio Grande do Sul colocou 11 marcas entre as 500 melhores do mundo no ranking FLOS OLEI, o “atlas da olivicultura”. O guia analisou produções de 50 países. Os gaúchos da lista: Sábia (Encruzilhada do Sul); Prosperato (Caçapava do Sul); Estância das Oliveiras (Viamão); Lagar H (Cachoeira do Sul); Capela de Santana (Sentinela do Sul); Bem-Te-Vi (Encruzilhada do Sul); Puro (Cachoeira do Sul); de Olivas de Gramado (Gramado); Cinque Olive (Rosário do Sul); Milonga (Triunfo); e Tenuta do Bosque (Guaíba). Todos acima de 82 pontos; a nota máxima é cem.

O Hospital Moinhos de Ventos, de Porto Alegre, ficou em quinto lugar no ranking dos melhores Hospitais da América Latina, levantamento IntelLat dos Melhores Hospitais e Clínicas da América Latina 2026, que avaliou 105 instituições de 10 países. Também no RS, figuraram na lista o Hospital de Clínicas de Porto Alegre (20° posição), o Hospital Mãe de Deus, de Porto Alegre (41°), e o Complexo Hospitalar Unimed Vale dos Sinos (98°). Os cinco primeiros colocados: Hospital Israelita Albert Einstein – São Paulo (Brasil); Hospital Italiano – Buenos Aires (Argentina); Fundación Santa Fe de Bogotá – Bogotá (Colômbia); Hospital Sírio Libanês – São Paulo (Brasil); e Hospital Moinhos de Vento – Porto Alegre (Brasil).

Cerca de 45% dos médicos brasileiros já enfrentaram problemas de saúde mental. O dado é do levantamento Qualidade de vida dos médicos do Brasil 2025, feito no início do ano pela Afya. O estudo analisou a prevalência de condições como estresse, depressão, ansiedade e burnout. A pesquisa, realizada de 29 de janeiro a 1º de abril de 2025 com uma amostra de 2.147 médicos brasileiros.

Rio Grande do Sul segue na liderança do espaço com vinhedos: 47,89 mil hectares. A segunda maior fica no Nordeste: Pernambuco soma 15,18 mil hectares, tendo registrado crescimento de 73,2% entre 2020 e 2024. São Paulo com 8,87 mil. Bahia, com 3,27 mil hectares cultivados. No total, são 84,43 mil hectares no Brasil.

“Programas sociais são essenciais para quem realmente precisa. No entanto, o melhor programa de renda para a população continua sendo a educação, com geração de empregos e a inserção de pessoas no mercado de trabalho”. DANIEL RANDON, PRESIDENTE DO GRUPO RANDON E DO CONSELHO SUPERIOR DO TRANSFORMA RS.

O Brasil pode ganhar um Ministério do Idoso. Ele vai além da saúde e da previdência: envolve mercado de trabalho, educação adaptada para quem tem mais de 50 anos, lazer, segurança, inclusão digital e participação social. Hoje são quase 37 milhões de brasileiros com mais de 60 anos, e esse número continua crescendo.

O consumo nos lares brasileiros recuou 1,46% em setembro na comparação com agosto, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

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