Quarta-feira, 09 de Setembro de 2026

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Encontro Nacional de Pumas ocorre em outubro, com o Festival de Balonismo

O 20º Encontro Nacional de Pumas, realizado de 10 a 12 de outubro será sediado pela primeira vez em Bento Gonçalves. Esta será a 20ª edição do encontro nacional da marca e a primeira vez que o evento será realizado no Rio Grande do Sul. A expectativa da organização é reunir mais de 200 veículos vindos de diferentes regiões do país.

À frente da organização em Bento Gonçalves está Cristiano de Castro, que possui uma trajetória ligada à realização de encontros da marca no município. “É o terceiro encontro que organizo em Bento, pois teve dois estaduais, e pela primeira vez em 20 anos um brasileiro no RS, agora em outubro”, afirma.

História

Além da quantidade de veículos, o encontro também pretende resgatar a importância histórica da Puma para a indústria automobilística brasileira.

Com 25 anos de experiência ligados à marca, Leandro G. Pascholatti, mais conhecido como “Lele”, lembra que a trajetória da fabricante ultrapassou as fronteiras do país. Segundo ele, a Puma chegou a exportar veículos para cerca de 50 países, com aproximadamente mil unidades destinadas ao mercado externo, além de ter mantido uma fábrica sob licença na África do Sul, que repassava royalties ao Brasil.

O 20º Encontro Nacional de Pumas será o 1º no RS

Pascholatti também cita a existência de clubes e grupos de proprietários da marca fora do país, como o Puma Owners Group da África do Sul com mais de 100 participantes. O Puma COI Europe atualmente reúne mais de 100 unidades sobreviventes catalogadas na Europa e, além delas existem unidades recém localizadas no Kwait e Japão.

Na avaliação dele, esses registros ajudam a dimensionar o alcance que a marca brasileira conquistou internacionalmente. “A Puma tinha status, era uma marca como a Porsche”, avalia Pascholatti, ao lembrar que os modelos eram destinados a um público que buscava exclusividade em uma época em que o Brasil possuía restrições à importação de automóveis. “Os felinos da Puma eram, junto com outros fora-de-série fabricados em fibra de vidro, carros bastante caros e exclusivos no seu tempo”, afirma Pascholatti.

O contexto histórico é fundamental para compreender a relevância dos veículos. Em um período de mercado fechado para automóveis importados, fabricantes nacionais desenvolveram modelos esportivos que se tornaram símbolos de exclusividade e criatividade da indústria brasileira.

Além da Puma, marcas como Miura e Santa Matilde também marcaram esse período. Um dos exemplos citados por Pascholatti é o Puma GTB, sendo proprietário de um desde 2001. De acordo com uma tabela de preços referente ao período de fabricação de seu modelo, de 1978, o veículo figurava entre os automóveis mais caros comercializados no país, atrás de modelos como o Ford Landau e o Alfa Romeo 2.300. A procura também era elevada, com compradores enfrentando períodos de espera que podiam chegar a aproximadamente 18 meses. “Eram carros exclusivos e caros, para pessoas que queriam algo diferente, como uma Porsche”, explica.

Wilmar S. Filho, Henrique Nuncio, Amarildo Lucatelli, Ricardo Rosa de Lima, Eduardo Valduga, Cristiano de Castro e Verlei Ferreira da Rosa

A dimensão da produção também ajuda a compreender o caráter de exclusividade da marca. Segundo Pascholatti, considerando todos os modelos produzidos, a Puma fabricou aproximadamente 23 mil veículos, número pequeno quando comparado a modelos de produção em massa, como o Volkswagen Fusca e o Chevrolet Opala.

Os organizadores e contribuintes do Encontro são Wilmar S. Filho; o secretário de Turismo, Henrique Nuncio; o prefeito Amarildo Lucatelli; Ricardo Rosa de Lima, que representa a Trip Balonismo e é Diretor Técnico do Festival; Eduardo Valduga, piloto; Cristiano de Castro; Verlei Ferreira da Rosa, Diego Moises Simon, que é presidente do Puma Clube RS; Andréia Zanetti; Rudinei Cunha dos Santos; Yasmin Vilela Cunha; Jorge José Giacon e Valsir Fachini.

O Festival

Entre os dias 9 e 12, um dia antes do Encontro Nacional de Pumas ter seu ínício, ocorre o VIII Festival Bento Balonismo. O evento integra a programação comemorativa dos 136 anos de emancipação política do município e terá todas as atrações com acesso gratuito. A edição deste ano chega com novidades, entre elas um dia a mais de programação, ampliando a experiência para moradores e visitantes. Além dos tradicionais voos de balões, o público poderá acompanhar voos competitivos, três balões especiais e três noites de Night Glow, espetáculo noturno em que os balões iluminam o céu ao som de música.

Festival Bento Balonismo ocorre entre os dias 9 e 12 de outubro

A programação musical também promete movimentar o evento, com shows do Grupo do Bola na sexta-feira, 9, Banda Modello e Tchê Chaleira no sábado, 10, TNT no domingo, 11 e Acústicos e Valvulados na segunda-feira, 12. Food trucks, brinquedos infantis, carreata de fogos e os tradicionais voos cativos, modalidade em que o balão sobe até determinada altura e retorna ao solo, completam as atrações. Na sexta-feira, os primeiros voos estão previstos para ocorrer em diferentes pontos da cidade, incluindo os bairros São Roque, Borgo, Estádio do Esportivo, Fátima, Pista Atlética (Planalto) e São Valentim. A definição dos locais poderá ser alterada conforme as condições climáticas, já que a segurança e a viabilidade dos voos dependem das condições de vento e do tempo.

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