Desde 2024, o esporte tem sido utilizado por Luís Henrique Marini como uma ferramenta para incentivar escolhas mais saudáveis e contribuir para a construção de projetos de vida entre crianças e jovens. Durante a graduação em Fisioterapia, ele passou a levar palestras e conversas para escolas onde estudou e, desde então, já esteve em quatro instituições, alcançando cerca de 300 menores aprendizes e professores. A iniciativa mais recente ocorreu no SENAI no dia 14 deste mês, onde falou sobre a influência do esporte na qualidade de vida e sobre a importância de adotar hábitos saudáveis no presente para colher resultados no futuro.
O projeto surgiu ainda durante a graduação, quando percebeu na própria escola onde estudou por nove anos uma oportunidade de se aproximar dos estudantes. “Eu percebi uma necessidade de conversar e tentar me conectar mais com o jovem de hoje em dia, vi que a minha geração tinha sido um pouco diferente. As brincadeiras, conversas, estudos e objetivos. Uma boa parte desses jovens se enquadravam como sedentários. Por ser Fisioterapeuta, procuro mostrar para os meus pacientes a importância da longevidade, chegar cada vez mais ativo e forte. Compreender que é hoje que estamos construindo o nosso futuro, buscar uma saúde física e mental”, conta.
Mais do que incentivar os estudantes a se tornarem atletas, o objetivo dele é despertar uma reflexão sobre as escolhas feitas no presente. “É bater um papo legal com os alunos sobre a vida e o esporte, e fazer com que eles reflitam a respeito das decisões de cada um. O que estão fazendo hoje que vai ser importante para eles em um futuro próximo”, relata.
Ele conta que sua palestra no SENAI foi a maior que deu até hoje. “Foi uma turma que interagiu bastante, maduros, e com bons questionamentos. Deu pra perceber que prestaram atenção. Tivemos momentos de conversa séria e brincadeira/ descontração, mas souberam aproveitar ambos”, menciona.
A relação de Marini com o esporte também é anterior às palestras. Praticante desde os oito anos, ele considera a atividade física parte importante da própria formação. A corrida entrou em sua vida aos 16 anos e, desde então, passou a fazer parte da rotina. Para ele, compartilhar essa experiência com os jovens é uma forma de mostrar como o esporte pode contribuir para diferentes aspectos da vida.
Na avaliação do fisioterapeuta, não existe uma única razão que afaste os jovens da prática esportiva. A falta de incentivo, a vergonha de começar uma atividade, a ausência de apoio e até a exposição a caminhos que podem trazer consequências negativas fazem parte de uma realidade complexa. “Se não tirarmos um tempo pra nos exercitarmos agora e buscarmos ser independentes, lá na frente a conta não vai fechar. Procurem se manter ativos e fortes, e ser cada vez mais independentes”, finaliza.





