Os motoristas que circulam pela Serra das Antas, na BR-470, entre Bento Gonçalves e Veranópolis, já estão utilizando o Viaduto 05-A, construído pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O viaduto do km 192 (05-A) tem 15 metros de altura e 85 metros de extensão. A liberação ocorreu nesta segunda-feira (6). O sistema ‘Pare e Siga’ de circulação pela rodovia retornou em 2 de julho, após avanços das obras.
Neste primeiro momento, foi aberta ao fluxo de veículos a faixa no sentido Norte-Sul. A liberação ocorre de forma provisória e tem como objetivo possibilitar o avanço das obras na outra pista, no sentido Sul-Norte, onde seguem os trabalhos para o encaixe da estrutura.
Ao longo desta semana serão executados os serviços de encaixe da pista restante, além da aplicação do revestimento asfáltico. A expectativa é de que, na próxima semana, o Viaduto A esteja completamente liberado ao tráfego, incluindo as duas pistas, os encaixes e as cabeceiras de acesso.
O viaduto 05-B, no km 193, segue em construção. Ele terá 17 metros de altura e 126 metros de extensão. A estrutura desse viaduto desabou em fevereiro, durante a etapa de posicionamento e soldagem de uma viga metálica de aproximadamente 93 toneladas. A previsão de conclusão ficou para o final deste ano.
Ambos foram projetados para substituir trechos destruídos pelos deslizamentos de maio de 2024 na Serra das Antas e faz parte das obras permanentes de reconstrução da rodovia. De acordo com o DNIT, os projetos foram elaborados para permitir a passagem de água e detritos, reduzir riscos de deslizamentos e evitar interrupções no trânsito.
Segundo o chefe da Unidade Local do DNIT em Passo Fundo, Adalberto Jurach, o avanço das obras permite a adoção do novo sistema de tráfego. “Os principais focos da equipe neste momento são a execução e finalização das contenções que ainda passam por obras, além da recuperação completa da pavimentação e da sinalização da rodovia”, afirma.
Segundo Jurach, 85% das obras estão concluídas, com os 15% restantes previstos para serem finalizados até dezembro deste ano. Nas redes sociais, são comuns os comentários de que a obra ‘não tem fim’. Contudo, o supervisor explica que o processo é, de fato, lento e complexo.
“É importante destacar que estamos falando de 102 pontos distintos de obras de contenção. Obras gigantescas, motivadas pelo tamanho da catástrofe de 2024. Cada ponto exigiu estudos geotécnicos específicos, elaboração de projetos executivos e só depois a execução das obras. A boa notícia é que a maioria dessas obras já estão concluídas”, pontua.
Foto: DNIT/Divulgação




