Sexta-feira, 03 de Julho de 2026

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CIC-BG celebra 112 anos de protagonismo no desenvolvimento de Bento Gonçalves

Ao longo de mais de um século, entidade participou das principais transformações econômicas do município e hoje lidera pautas voltadas à inovação, infraestrutura, qualificação e desenvolvimento regional

Há instituições cuja história se confunde com a da própria cidade. Em Bento Gonçalves, o Centro da Indústria, Comércio e Serviços (CIC-BG) ocupa esse lugar. Ao completar 112 anos, celebrados em 24 de junho, a entidade acumula uma trajetória marcada pela articulação de projetos estruturantes, pela defesa dos interesses do setor produtivo e pela contribuição direta ao desenvolvimento econômico e social do município.
A origem do CIC-BG remonta a 1914, quando lideranças empresariais e comunitárias se mobilizaram para garantir a extensão do ramal ferroviário até Bento Gonçalves. A conquista representou um divisor de águas para a economia local, ampliando a integração da cidade com outros centros e abrindo caminho para a expansão industrial e comercial que se consolidaria nas décadas seguintes.
Desde então, a entidade ampliou seu campo de atuação e passou a liderar pautas voltadas ao fortalecimento da economia regional. Além de participar da conquista de melhorias logísticas, também atuou para atrair instituições de ensino, fomentar o associativismo empresarial e criar ambientes favoráveis ao crescimento dos diferentes segmentos econômicos. “O CIC-BG é a representação ativa da indústria, do comércio e dos serviços há mais de um século. Sua atuação transcende as fronteiras municipais, sendo um importante fomentador do associativismo e da promoção do desenvolvimento regional. Nesse contexto, firma sua condição enquanto ponto de encontro, fórum de ideias e, sempre que necessário, elemento articulador para garantir o avanço dos setores produtivos”, afirma o presidente da entidade, Daniel Panizzi.

Representatividade que aproxima empresas e poder público

Presidente do CIC-BG na gestão 2026/2027, Daniel Panizzi defende inovação, qualificação e infraestrutura como pilares para o desenvolvimento regional

Ao longo dos anos, o papel do CIC também evoluiu. Se inicialmente a atuação estava concentrada em demandas locais de infraestrutura, hoje a entidade exerce uma função estratégica de interlocução entre o empresariado e os governos municipal, estadual e federal.
Segundo Panizzi, essa representatividade permite que reivindicações comuns da indústria, do comércio e dos serviços cheguem diretamente aos espaços de decisão, fortalecendo a defesa de pautas consideradas essenciais para o desenvolvimento regional. “A evolução histórica transformou uma articulação originalmente focada em infraestrutura local no principal canal de representatividade empresarial. O CIC-BG consolidou-se como interlocutor técnico perante o poder público, ampliando de forma significativa sua capacidade de diálogo nas esferas municipal, estadual e federal”, enfatiza.
Esse trabalho institucional também explica o crescimento do quadro associativo da entidade. Ao integrar o CIC-BG, empresas passam a fazer parte de uma rede voltada ao fortalecimento dos negócios, à troca de experiências e ao acesso a oportunidades de capacitação, relacionamento e desenvolvimento empresarial.

Feiras consolidam município como referência nacional

Entre as principais contribuições da entidade para a economia regional está a organização de grandes eventos que movimentam diferentes setores produtivos.
ExpoBento, Fenavinho e Envase Brasil tornaram-se referências nacionais e ajudam a projetar Bento Gonçalves como um importante polo de negócios, turismo e inovação. Além da geração de oportunidades comerciais, as feiras movimentam hotéis, restaurantes, prestadores de serviço e diversos segmentos da economia local. “Estas feiras funcionam como plataformas estratégicas de conexão comercial, atração de investimentos e captação de fluxo turístico. O impacto econômico reverbera diretamente na cadeia de serviços, no comércio e no turismo de Bento Gonçalves, posicionando o município como referência nacional nos segmentos industrial, vinícola e de inovação”, ressalta Panizzi.

Qualificação e inovação fortalecem a competitividade

A atuação do CIC-BG também passa pelo incentivo à formação profissional e ao empreendedorismo. Programas como Qualifica Bento, Inova Bento e Miniempresa aproximam jovens e trabalhadores do ambiente empresarial, estimulam a inovação e contribuem para suprir demandas por mão de obra qualificada.
Para o presidente, investir na preparação de profissionais tornou-se uma necessidade diante das rápidas transformações tecnológicas e das mudanças no mercado. “Tais ações garantem a sustentabilidade do mercado frente às transformações tecnológicas céleres. Ao aproximar os jovens do ambiente corporativo e fomentar a pesquisa aplicada, o CIC-BG supre demandas imediatas por mão de obra especializada e estimula uma cultura voltada à eficiência produtiva e à competitividade global”, afirma.

Infraestrutura e mão de obra como principais desafios

Apesar dos avanços conquistados ao longo da história, a entidade avalia que ainda existem obstáculos importantes para manter a competitividade regional.
Entre as principais preocupações compartilhadas pelos setores da indústria, comércio e serviços estão a escassez de profissionais qualificados, os custos logísticos, a necessidade de investimentos em infraestrutura, energia e transporte, além da busca por maior segurança jurídica.
Panizzi observa que essas demandas exigem articulação permanente entre iniciativa privada e poder público. “Os setores convergem na urgência por soluções voltadas à escassez de mão de obra qualificada, à necessidade de redução de custos logísticos e à modernização tecnológica. Há também uma preocupação compartilhada quanto à segurança jurídica e à necessidade de investimentos permanentes em infraestrutura de transportes e energia, fatores essenciais para a manutenção da competitividade de mercado”, explica.
Na mesma linha, ele avalia que saúde, educação e logística continuam sendo pilares indispensáveis para sustentar o crescimento econômico da região. “Nossos desafios são os da própria cidade, região e nação. Precisamos avançar em educação, segurança e saúde, pilares sem os quais não há ambiente favorável ao desenvolvimento econômico sustentável. Ao mesmo tempo, temos a responsabilidade de preparar o setor produtivo para a transformação digital, estimular a sustentabilidade como diferencial competitivo e projetar Bento Gonçalves, com toda a sua força no turismo e na vitivinicultura, no cenário nacional e internacional”, afirma.

Olhar voltado para o futuro

Ao iniciar mais um capítulo de sua história, o CIC-BG busca consolidar sua posição como uma entidade cada vez mais conectada às demandas da nova economia.
O fortalecimento da representatividade institucional, o incentivo aos ecossistemas de inovação e a defesa de pautas estruturantes continuam entre as prioridades da atual gestão, que pretende manter Bento Gonçalves entre os principais polos econômicos do Rio Grande do Sul e do país. “O CIC-BG projeta-se como uma instituição moderna, ágil e plenamente alinhada às demandas da nova economia. O legado desta gestão consiste no fortalecimento da representatividade política da entidade, na consolidação dos ecossistemas de inovação e na garantia de que Bento Gonçalves permaneça na vanguarda do desenvolvimento econômico nacional”, projeta Panizzi.
Para o presidente, a história construída ao longo de mais de um século reforça a missão da entidade de continuar atuando como agente de transformação. “O legado não é o que deixamos para as pessoas, mas o que deixamos nelas”, conclui.

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