Segunda-feira, 27 de Julho de 2026

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Quatro acusados pela morte de caminhoneiro em Bom Jesus vão a júri nesta terça-feira

Quatro acusados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) pela morte do caminhoneiro Luciano Boeira Melos, de 27 anos, serão julgados pelo Tribunal do Júri a partir desta terça-feira, 28 de julho, em Bom Jesus. Os réus respondem por homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual. A sessão tem previsão de duração de três dias e contará, em plenário, com a atuação do promotor de Justiça Raynner Sales de Meira, responsável pela denúncia.

Conforme a denúncia apresentada pelo MPRS, o crime ocorreu entre os dias 26 e 27 de julho de 2023. A investigação aponta que a vítima foi atraída para uma área rural de Bom Jesus e morta em uma emboscada motivada pela descoberta de um relacionamento extraconjugal. Segundo a acusação, o homicídio foi praticado por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. O corpo nunca foi localizado.

De acordo com a denúncia, os acusados também responderão por ocultação de cadáver e fraude processual. O MPRS sustenta que houve ações para dificultar a elucidação dos fatos, incluindo a eliminação de provas, tentativas de criação de álibis e o descarte da motocicleta da vítima em local diverso daquele onde o crime ocorreu. Inicialmente prevista para março deste ano, a sessão do Tribunal do Júri foi redesignada pela Justiça para 28 de julho. Os quatro acusados aguardam o julgamento em liberdade.

Os réus Fabiana Ramos Saraiva, 25 anos, Felipe Silveira Noronha, 29, Flávio Silveira Noronha, 33, e José Balduíno Saraiva, 62, respondem pelos crimes de homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima), além de ocultação de cadáver e fraude processual.

“Eestamos diante de um dos episódios mais desumanos e chocantes da história recente de Bom Jesus. Luciano foi atraído para uma emboscada, sem qualquer possibilidade de defesa. Não bastasse tamanha covardia, os acusados ocultaram o corpo e impediram que sua família pudesse dele se despedir, retirando o que restava da dignidade de uma mãe em luto. O Ministério Público atuará firmemente na busca da justiça, com a condenação de todos os réus por tamanha crueldade”, destaca o promotor Raynner Sales de Meira.

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