Estão abertas, até o dia 8 de agosto, as inscrições para a segunda edição do projeto Memórias Bordadas, que oferecerá um curso gratuito de técnicas de bordado livre voltado a mulheres da Zona Norte de Bento Gonçalves. Ao todo, serão selecionadas 12 participantes para a formação, que também prevê a produção de um livro artesanal, um estandarte autoral, uma exposição e um vídeo documental.
A proposta prevê 14 encontros semanais na Praça CEU, no bairro Ouro Verde, com atividades que envolvem aprendizado técnico e expressão pessoal por meio do bordado. Os trabalhos desenvolvidos pelas participantes devem refletir memórias significativas de suas trajetórias, incorporando ainda a leitura de textos literários que dialoguem com suas vivências. Cada inscrita receberá um exemplar dos livros utilizados ao longo dos encontros.
O projeto é financiado pela Secretaria Municipal de Cultura de Bento Gonçalves, por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), e realizado pelo Ministério da Cultura. A primeira edição, realizada no ano passado com recursos do Fundo Municipal de Cultura, teve grande procura — 32 mulheres se inscreveram — e reuniu 12 participantes.
A nova edição é direcionada, preferencialmente, a mulheres residentes na Zona Norte da cidade, área que integra o programa RS Seguro. Serão priorizadas mulheres negras, indígenas, LGBTQIAPN+, com baixa renda ou escolaridade e/ou em situação de vulnerabilidade, como vítimas de violência. Mulheres a partir de 16 anos podem participar.
Além da formação, o projeto terá como resultado final:
- Um livro coletivo artesanal com cinco produções de cada bordadeira;
- Um estandarte individual com suas memórias bordadas;
- Um vídeo documental com registros do processo;
- Uma exposição itinerante nos espaços culturais da cidade: Praça CEU, Museu do Imigrante e Galeria de Arte do IFRS – Campus Bento.
Seis bordadeiras da edição anterior também serão integradas ao projeto como monitoras, fortalecendo o vínculo entre as turmas e promovendo continuidade e troca de experiências.
A acessibilidade também é um dos pilares da iniciativa. Estão previstas ações como capacitação da equipe em acessibilidade atitudinal, uso de janela de Libras nos vídeos, presença de intérpretes na primeira exposição e materiais em Braille para identificação dos estandartes.