Sexta-feira, 09 de Outubro de 2026

ÚLTIMA HORA

Opinião de Antônio Frizzo – 9 de Outubro de 2026

OS BENTO-GONÇALVENSES ACORDARAM!

Há várias décadas comentei nesta Coluna sobre a necessidade de Bento Gonçalves voltar a ter representatividade política estadual e federal. Por muito tempo, chegamos a ter dois deputados estaduais – Lóris Reali e Antenor Ferrari – bem como dois deputados federais – Darcy Pozza e Paulo Mincarone. E não ficamos nisso, pois tivemos bento-gonçalvenses como secretários estaduais – Rubens Lahude, por exemplo, bem como diretor do Banrisul – Carlos Perizzolo. Quando isso aconteceu, Bento Gonçalves tomou impulso em todos os sentidos, sendo destaque estadual e nacional.

SIM, ACORDARAM!

O tempo foi passando, eleições acontecendo e nada de elegermos alguém, assim como conquistar representantes junto ao governo do Estado. E esta Coluna, como outros colegas da imprensa, insistindo: “precisamos eleger representantes”. A cada pleito, dezenas de candidatos, que absolutamente nada tinham de vinculações com a nossa gente, conquistavam número expressivo de votos. Claro que, depois de eleitos, trabalhavam para atender as necessidades de seus municípios ou regiões onde obtinham o maior número de votos, o que é absolutamente normal na política. Na última eleição, mercê de um intenso trabalho de campanha em todo o Estado, eis que Guilherme Pasin conquista sua vaga na Assembleia Legislativa porque obteve aqui 26.803 votos.

E AGORA, COM DIOGO!

Claro que os 34.855 votos que conquistou em Bento Gonçalves foram importantes, mas para chegar ao número de 99.470 votos, Guilherme Pasin obteve votação em 411 municípios, o que não aconteceu por acaso, mas foi a colheita dos frutos do seu trabalho nesses três anos de mandato legislativo. E o que dizer de Diogo Siqueira, ex-prefeito de Bento Gonçalves, que abriu mão de quase mais dois anos de mandato para batalhar por uma vaga na Câmara Federal? Sua fantástica votação, 93.067 sufrágios, sendo 32.315 em Bento Gonçalves, também foi o resultado de muito trabalho, não só aqui, mas, como Pasin, em centenas de municípios do Estado. Finalmente voltamos a ter representatividade parlamentar estadual e federal. Parabéns, Guilherme Pasin! Parabéns, Diogo Siqueira! Agora Bento Gonçalves espera muito de ambos.

MAS, O QUE PODERÃO FAZER?

Quem acompanhou o trabalho de Guilherme Pasin na Assembleia Legislativa do Estado sabe bem o que esperar dele, principalmente na defesa dos interesses de Bento e região. Mas, Diogo é debutante do Congresso Nacional, onde pululam as velhas raposas do parlamento. Terá que entender que é UM no meio de quinhentos e treze deputados. “Jogo de cintura” deverá ser a tônica do Diogo, batalhando para ter “um lugar ao sol” e marcar sua presença na Câmara dos Deputados. Árdua tarefa espera por Diogo, que poderá ser amenizada pelo fato de ele compor a maior bancada da Câmara, que é a sua, a do PL. Claro que Diogo Siqueira não poderá acabar com o Bolsa Família, mas poderá propor e batalhar para ter adesão à proposta de introduzir PUNIÇÃO ao prefeito que autorizar que o governo federal pague o benefício a quem não se enquadra na lei do Bolsa Família.

E NO ÂMBITO FEDERAL?

Pois é, Bento Gonçalves e a região da serra mostrou que o bolsonarismo é intenso e forte. O número de votos obtidos por candidatos de extrema direita foi para não deixar sequer sombra de dúvidas. O bolsonarismo venceu praticamente em todas as regiões do Brasil, com exceção ao Nordeste. E não venceu somente para a presidência, pois conquistou a maioria do Congresso Nacional, ou seja, Câmara e Senado, além das assembleias legislativas dos Estados brasileiros. Não lembro de ter acontecido algo sequer semelhante a isso, depois da redemocratização, em 1985.

E AGORA?

Bem, agora, se Lula tiver percebido o que a maioria dos ELEITORES (não do povo, óbvio) externaram com seus votos, deverá ignorar o segundo turno da eleição presidencial. É questão de ter plena noção de que, na remota hipótese de ser reeleito, terá contra si um Congresso Nacional com absoluta MAIORIA bolsonarista, extremista de direita. Isso é bom para o Brasil, para o povo, para a democracia? É ruim? Só o andar da carruagem, ou melhor dizendo, o tempo dirá. O que o povo brasileiro sabe, perfeitamente, é COMO os governos petistas conduziram o Brasil e como a extrema direita governou, pois todos nós, atuais eleitores, com mais de 50, 60 anos, vivemos. Portanto, entendo que Lula deveria era curtir sua aposentadoria, pois foi o presidente que ficou no poder mais tempo. Daqui quatro anos, talvez menos, os brasileiros saberão se mais um novo governo de direita foi bom ou não. Os da esquerda são bem recentes e todos sabem como foram.

ÚLTIMAS

Primeira: Eu acho…só acho, que, a partir de agora até o dia 25, teremos conhecimento das PROPOSTAS, dos PLANOS DE GOVERNO de Flávio Bolsonaro e de Lula, pois AINDA não sabemos, sem ser por palavras vagas, apesar de que de novo governo de Lula, como seus três anteriores, dá para se saber o que esperar. De Flávio Bolsonaro, palavras que “teremos mudanças”, mas sem se saber, exatamente, quais serão;

Segunda: E o que dizer do absurdo ocorrido no deflagrado Rio de Janeiro? As “autoridades competentes” (?) PERMITIRAM que o nome do Garotinho constasse como candidato ao governo do Estado, “sob judice” (?). O cara obteve 274 mil votos, com o que haveria 2º turno entre os dois mais votados. Ok, tudo certo? NADA!!!

Terceira: Por mais inacreditável que possa parecer, o Tribunal Superior Eleitoral, DEPOIS das eleições, “decidiu” que Garotinho “era inelegível”, que os votos obtidos por ele eram NULOS e que o TRE do Rio de Janeiro deveria reestruturar os “votos válidos”. Assim, o segundo turno foi ABOLIDO e o candidato, SEM segundo turno, foi considerado eleito;

Quarta: A pergunta que não quer calar, feita, obviamente, por pessoas desprovidas de fanatismo político-partidário é: “Por que o TRE do Rio e o TSE não decidiram ANTES das eleições a ilegibilidade de Garotinho?” E mais uma: “A quem seriam destinados os votos do Garotinho”? Outra: “Haveria ou não segundo turno se as “autoridades competentes” tivessem cumprido com a sua obrigação?” Justiça que tarda, FALHA!

Quinta: Enquanto isso, segue a “zona total” na rua Marechal Deodoro, diante do absurdo sistema semafórico que “introduziram” nos condutores de veículos e pedestres. Será que NINGUÉM responsável por aquela “coisa” não percebeu a “zona”, depois de tanto tempo?

Sexta: E falando sobre o que, realmente, importa para grande parte do povo gaúcho, o que será que poderemos esperar da dupla Grenal? Amanhã teremos clássico na Arena e há que diga que o perdedor estará rebaixado virtualmente. Será?

Sétima: De uma coisa todos têm certeza: a campanha de ambos no Brasileirão é pífia e não haverá surpresa se forem os dois rebaixados. Nunca o futebol gaúcho vivenciou tantas coisas ruins, não?

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