Sexta-feira, 18 de Setembro de 2026

ÚLTIMA HORA

Opinião de Antônio Frizzo – 18 de Setembro de 2026

EU E O GRÊMIO!

Quem me conhece sabe bem de minhas ligações umbilicais com o Grêmio Foot-Ball Porto-Alegrense. Fui cônsul por muito tempo, tendo organizado várias pré-temporadas do Grêmio em Bento Gonçalves, o que me valeu, em 2006, o convite do então presidente Paulo Odone Chaves de Araújo Ribeiro para integrar uma chapa de nominata que concorreu – e foi eleita – ao Conselho Deliberativo do Clube. Era a consolidação de minha identidade gremista. A partir de então minha vida gremista teve notável impulso, sendo escolhido como membro da Grêmio Empreendimentos, cuja missão foi participar, ativamente, da construção da ARENA DO GRÊMIO.  Meu nome está eternizado em painel no Portão principal, o A1, na Arena. Foi a cereja do meu “bolo gremista”.

MAS…

Sim, claro, desde que nasci gremista tive momentos de glórias e de decepções, o que é normal para quem é ligado a um clube de futebol. Como sócio-patrimonial do Grêmio, desde 01 de novembro de 1968, vivi coisas “estranhas” no futebol, como o famoso “Trio ABC” da arbitragem gaúcha (os mais antigos sabem bem ao que me refiro). Mas, isso tudo passou e pensei que nunca mais viveria. Ledo engano! O tempo passou e novas “técnicas estranhas” foram surgindo. Nada que pudesse ser provado, obviamente, mas… “no creo em las brujas, pero que las existen, existen” (não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem), diz uma velha máxima espanhola. Então, vamos ao próximo capitulo…

“LAS BRUJAS”

Claro que só no folclore popular, do mundo todo, as “bruxas” são temidas. Mas, no que pretendo abordar, “as bruxas” tomam forma de lances esportivos. Então, penso que há uma música brasileira que se adapta bem ao caso. Ela é o Chico Buarque e o nome da música é “GENI E O ZEPELIM”. Chico Buarque a compôs por várias razões bem definidas, mas o que relato, é com direcionamento específico. Pois é, o GRÊMIO virou a “GENI” do futebol brasileiro, o que tem fundamento verificando-se os jogos recentes contra Bragantino, Vitória e Vasco.

OREMOS!

Erros grosseiros de arbitragem jogaram o Grêmio para a pontuação da zona de rebaixamento do Brasileirão. Procurem a letra da música e será fácil entender. Nós, torcedores do Imortal Tricolor, já deveríamos estar acostumados com tais percalços arbitrários, mas não há como. Assistimos a jogos de outros clubes e há, sim, erros eventuais contra um ou outro. Mas, “pelamordedeus”, não SEMPRE contra o Grêmio e erros que custam PONTOS importantes, não apenas de lances normais, mas capitais. Por isso, amigos gremistas, podemos rezar muito a partir de agora. Que tenham piedade de nós e esqueçam a “GENI” ou, pelo menos, que adotem OUTRA “GENI” este ano. Que tal?

QUANTOS ACOMPANHARAM TUDO?

Esta semana tivemos um “espetáculo midiático” inédito no Brasil, quiçá no mundo. O STF realizou uma reunião televisionada para o mundo todo. Nela se viu confrontos inaceitáveis, sob todos os aspectos, protagonizados por alguns ministros. Mas, será que esses confrontos teriam ocorrido se a reunião não fosse televisionada? Aposto que não. Mas, o que se viu, leu e ouviu DEPOIS de tudo, ultrapassou todos os limites do tolerável. Pessoas que sequer assistiram a reunião emitiram suas “abalizadas” opiniões em redes sociais como se fossem “experts” em Constituição e legislação.

E POR QUÊ?

O motivo? Claro que exclusivamente político-partidário. Aliás, O QUE não é partidarizado, atualmente, no Brasil, se ATÉ O FUTEBOL É? A velha máxima “O BRASIL NÃO É PARA AMADORES” foi destruída. Os “AMADORES” são os que mais “opinam” sobre tudo. Tentem postar qualquer coisa, sobre qualquer assunto e constatem se isso não é verdadeiro. Por exemplo, postem algo sobre o “sexo dos anjos”. Com certeza surgirá um “tio” ou “tia do zap” para discorrer sobre “como os anjos são filiados a tal partido político” e adjetivam os que têm a “ousadia” de não ser admirador do mesmo partido ou adorador de alguém ligado a esse partido. O Brasil é, sem dúvidas, um país para os “PROFISSIONAIS DO ABSURDO” …

PAÍS LAICO?

Sim, o Brasil DEVERIA ser um país laico ou Estado Laico. Para quem não sabe, significa “País sem religião oficial”, com “liberdade religiosa”, com “igualdade perante a lei” – decisões do Estado como um todo baseado em direitos civis e constitucionais – ou seja, ser NEUTRO, não proibindo ou combatendo a religião da sociedade, seja qual for. Mas, é assim no Brasil? Será?

ÚLTIMAS

Primeira: Como um país pode se entender laico se tem um Congresso Nacional com bancadas que representam religiões e até as defendem, chegando, mesmo, a direcionar valores, oriundos dos impostos de TODA a população, a elas?

Segunda: Aquela “zona” que está exposta pela sinalização semafórica na frente da Igreja de Santo Antônio continua exatamente como foi criada. Será que ninguém resolveu chegar ali e constatar, in loco, os conflitos absurdos que ocorrem?

Terceira: E foi dito pelo Secretário, em entrevista, que havia “estudo técnico” há dois anos, bem como um “mapeamento” do trânsito. Que bom, né? Agora, então, só resta esperar que as medidas sejam tomadas. Por via das dúvidas, esperarei sentado;

Quarta: Interessante a forma com que as chamadas “autoridades competentes” administram as coisas de relevante interesse público. As “prioridades” deles raramente coincidem com as da população;

Quinta: Como exemplo escancarado, pode servir a construção de um palácio que levou o nome de um ditador e a conclusão do hospital público, aguardado há mais de uma década;

Sexta: Criaram problemas com um aumento de 15% no benefício social (odiado por muitos “pobres” brasileiros) Bolsa Família, próximo das eleições. A medida é “muito diferente” da que foi aplicada em 2022, de 50% de aumento no benefício chamado “Auxilio Brasil”. Será que medidas que beneficiam pobres são só eleitoreiras?

Sétima: Nada! Nem os “auxílios” que beneficiam empresas e setores empresariais bem definidos são eleitoreiros. Claro que pode haver um “pequeno viés eleitoreiro”, afinal o número de pobres no Brasil é um pouquinho maior que o de empresários beneficiados, mas, vai saber, né?

Oitava: Talvez o atual governo possa tomar mais uma medida “não eleitoreira” baixar decreto obrigando governadores a reduzir o ICMS dos Estados para 17% sobre o litro da gasolina, empurrando para o ano que vem o “pepino”. O ICMS atual no nosso Estado é de aproximadamente 25% sobre o preço do litro;

Nona: Sim, sei que pouco ou nada adianta o governo reduzir ou zerar impostos sobre a gasolina, já que NUNCA chega nas bombas, beneficiando o consumidor, mas, pelo menos, dá para perceber que nem sempre “a culpa é do governante”, não é mesmo?

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