QUEM PERDEU, MESMO?
Obviamente, escancaradamente – para quem não politiza tudo, claro – o grande derrotado desta quarta-feira foi o POVO BRASILEIRO. Sim, pois já há milhões de brasileiros de, pelo menos, mediana inteligência, que querem que QUALQUER membro do Supremo Tribunal Federal ou outro órgão do sistema judiciário seja guindado ao cargo através de concurso público. Mas, o que faz o nosso mui leal e valoroso Congresso Nacional? Não só mantém a excrescência constitucional que concede ao presidente da vez a indicação de membro do STF, como politiza PARTIDARIAMENTE a eventual indicação.
NÓS, POVO, CLARO!
E desde 1.894, cinco anos após o golpe militar que proclamou a república (o Brasil é o país dos golpes, não?), jamais houve uma negação do Senado Federal à indicação presidencial. Há pouco tempo – desde o “advento” das emendas parlamentares (coisinha criada por parlamentares para ser usadas eleitoralmente ou…) – as aprovações de membros para o STF indicados têm sido, digamos, “estranhas”. E não precisa muita pesquisa para se constatar isso. Mas, o que causa espanto é que o Congresso Nacional tem preferido politizar o processo ao invés de atender ao que o POVO BRASILEIRO – repito, os milhões de mediana inteligência, pelo menos – querem: CONCURSO PÚBLICO.
E SEGUIRÁ ASSIM ATÉ QUANDO?
E por que continua assim? Simples: para manter o governo da hora REFÉM deles, que adoram o sistema parlamentarista adotado, introduzido por eles mesmos. A Constituição “cidadã” foi elaborada ainda sob a ameaça da ditadura civil-militar-midiática, que fechou o Congresso Nacional e instituiu o AI5 (sugiro que quem não saiba disso, pesquise), por um Congresso Nacional ainda temeroso, não tenho dúvidas. E o que eles fizeram? O que seria fácil imaginar: uma Constituição sob medida para eles mesmos. Desde 1988, a Constituição “sofreu” (literalmente) 6 emendas de revisão e 136 emendas constitucionais. Só em 2022 foram 14. Que tal?
ATÉ O “FLAGRÔMETRO” FUNCIONAR …
Mas, por que NUNCA fizeram emenda para que o acesso a vários órgãos do judiciário, inclusive e principalmente o STF, fosse por concurso público bem definido? Que dificuldade para entendermos o porquê, né? Como entender que os “representantes do povo” não atendam a esse povo? Criaram uma forma chamada de Proposta de Lei Popular na Constituição, porém as exigências – 1% do eleitorado nacional e com 0,3% de Estados diferentes – para as levar ao protocolo da Câmara dos Deputados, onde passa pelos ritos normais, só que a passos de cágado. Então, só há uma saída: o “flagrômetro” funcionar nos eleitores brasileiros e uma Proposta dessas ser apresentada e protocolada. Resumo: o “parlamentarismo disfarçado” seguirá “normal” …
SE FOSSE COMIGO…
Pois é, se fosse comigo; se eu já tivesse sido eleito presidente três vezes com o VOTO popular; tivesse oitenta anos e estivesse no lugar do Lula, a última coisa que pensaria era em REELEIÇÃO. Pra quê? Ele já conquistou tudo o que poderia politicamente e pode ter vida privada tranquila, com salários e seguranças garantidos pela Constituição. E essa eleição será a pior e mais perigosa da história do Brasil. Não há dúvidas de que mentiras, fake news, agressões, ofensas, calúnias, difamações, injúrias e sabe lá Deus o que mais de pior poderá acontecer. Por que, então, submeter-se a isso voluntariamente?
O QUE VIRÁ?
Para acabar com essas probabilidades palpáveis, bastaria que Lula não fosse candidato e deixasse a extrema direita voltar ao poder. Aliás, QUANDO a extrema direita não deu as cartas e jogou de mão no Brasil, desde que Cabral aqui aportou? Lula se submeteu a ela senão jamais teria sido eleito em 2002 ou depois. Os “donos no Brasil” não estão nem aí para o presidente da vez. Eles controlam tudo e todos, historicamente. Ao povo brasileiro, nada resta a fazer senão esperar para ver. O Brasil sempre foi “o país do futuro”, não? Então, esperemos qual o “novo futuro” que nos espera. Com Lula concorrendo novamente.
E O PIOR É QUE É SÉRIO!!
Quando se vê, claramente, que ser eleito é prioridade, seja para vereador, governador, deputado estadual ou federal, senador ou presidente, coisas como essas continuarão acontecendo. Agora, em pleno ano eleitoral, está tramitando no Congresso Nacional, Projeto para reduzir a carga horária de trabalho de 6×1 para 5×2 ou menos. Um assunto dessa magnitude, com imensa repercussão econômica e social, não poderia tramitar em ano eleitoral. Mas, há muitos levando isso a sério. Claro que ter uma menor carga de trabalho seria ótimo, mas, a que custo? De que forma? Quando custaria para o Brasil como um todo? São muitas questões que não podem ser tomadas assim, no “modo eleitoral”. Na minha opinião, isso é assunto para se discutir a partir de 2027, com novo governo e Congresso renovado.
ÚLTIMAS
Primeira: Inacreditável o que fazem. Antes apoiam, sem restrições, o pedagiamento de rodovias, SEM nenhuma mobilização, como o Bloco 3. Os que sofrerão com o Bloco 1 fizeram de tudo para impedir o pedagiamento e conseguiram a adesão de entidades empresariais, políticos e outros. Conseguiram reduzir as tarifas; Segunda: E agora? Agora aplaudem a não cobrança de multas por passarem nos pedágios sem pagar. E é tão fácil VER os pórticos e fácil também efetuar o pagamento, por tag, aplicativo ou nos escritórios da empresa concessionária; Terceira: E por falar em pedágios, com o novo aumento autorizado pelo governo do Estado, para percorrermos os 89 km de Bento a São Leopoldo o custo total, ida e volta, passa ser de R$ 47,80, ou seja, R$ 0,54 por km rodado. Mas, há quem diga que “o cálculo não é assim”. Para mim e para todos os que transitam na ERS-446 e ERS-122 e valor é esse mesmo; Quarta: Em Bento Gonçalves as vagas de estacionamento para idosos e deficientes físicos CONTINUAM sendo de quem quiser delas utilizar, seja nas ruas ou supermercados. A pergunta é: por que essas ilegalidades são contumazes? Resposta: falta fiscalização, obviamente. Será por número reduzido de agentes? Quinta: Na terça-feira, tendo como palco o aprazível novo restaurante Paulo Geremia Vino & Cucina, no Vale dos Vinhedos, a EXPOBENTO/FENAVINHO apresentou para a imprensa e convidados, as atrações oferecidas para os visitantes curtirem a feira e festa; Sexta: Jonatas Ferrari, diretor geral da ExpoBento e Ana Maria Possamai, coordenadora da Fenavinho, juntamente com as diretorias, apresentaram as mais de 90 atrações que complementarão as protagonizadas por mais de 500 expositores; Sétima: Adquirir ingressos antecipadamente será vantajoso, pois será R$ 10,00 para qualquer dia. Acessando os sites www.expobento.com.br e www.fenavinho.com.br todas as informações poderão ser obtidas. Os eventos serão de 4 a 14 de junho de 2026. Como sempre, imperdíveis; Oitava: Se alguém lembra de ter visto a dupla Grenal em tão baixa cotação, por favor, me informem. Gostaria de saber quando foi. No Brasileirão, 11º e 16º lugar são de arrepiar. Ou não?