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Mulher é presa suspeita de prostituir a filha de 12 anos no Rio Grande do Sul

Uma mulher de 36 anos foi presa preventivamente na tarde de segunda-feira (3), em Jaguarão, na Região Sul do Rio Grande do Sul. Ela é investigada por estupro de vulnerável na forma omissiva imprópria, sob suspeita de ter permitido e facilitado o abuso sexual da própria filha, de 12 anos.

A investigação teve início após a Polícia Civil receber uma denúncia anônima, na semana passada, informando que a mulher estaria explorando sexualmente as duas filhas, de 12 e 17 anos. Segundo a denúncia, a família, que veio de Goiás, havia se estabelecido recentemente no município.

Durante as diligências, policiais civis foram até a residência da família e conversaram com as adolescentes. Conforme a delegada Juliana Garrastazu, responsável pela investigação, foi confirmado um episódio envolvendo a filha mais nova.

De acordo com a Polícia Civil, a mulher teria levado a menina de 12 anos a uma festa no último fim de semana, onde a adolescente foi obrigada a consumir bebida alcoólica. Em seguida, a mãe teria entregue a filha a um homem de 20 anos, que a levou para a residência da família, onde ocorreu o abuso sexual. A irmã mais velha teria presenciado os fatos.

A suspeita responde por estupro de vulnerável na modalidade omissiva imprópria porque, segundo a investigação, acompanhou e consentiu com a violência praticada contra a filha, deixando de impedir o crime mesmo tendo o dever legal de protegê-la.

A Polícia Civil também apura um inquérito semelhante registrado anteriormente em Goiás, envolvendo a filha de 17 anos. Conforme a delegada, a investigação naquele Estado foi interrompida após a família deixar a região, passar pelo Uruguai e se mudar para Jaguarão.

As duas adolescentes deverão prestar depoimento especial no Fórum, com acompanhamento de equipe técnica especializada. A data ainda será definida pelo Poder Judiciário.

A delegada também solicitou a prisão preventiva do homem de 20 anos apontado como autor do estupro, mas o pedido foi negado pela Justiça. A investigação continua, e o depoimento da vítima será considerado fundamental para o andamento do caso.

Após os procedimentos de praxe, a mulher foi encaminhada à Penitenciária Estadual do Rio Grande, onde permanece à disposição da Justiça.

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