Quinta-feira, 09 de Julho de 2026

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Mãe de menino de 3 anos morto após agressões do pai tem prisão decretada no RS

Por decisão da 1ª Vara Criminal da Comarca de Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, foi decretada, na manhã desta quinta-feira (09), a prisão de Mayanna Angelina Rodgers, mãe do menino Oliver Golden Grayson, de 3 anos, que foi gravemente agredido pelo pai no domingo (5). Ela foi presa no início da tarde desta tarde.

A criança, que estava internada no Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre, teve a morte cerebral confirmada na noite de quarta-feira (8). A vítima apresentava lesões na cabeça, no tórax e no abdômen.

Conforme a decisão, há indícios suficientes da participação dela nos fatos investigados, e que medidas cautelares alternativas, como restrições ou monitoramento, não seriam suficientes para proteger a investigação e a ordem pública.

Também foi avaliado o risco de fuga, levando em consideração que a investigada é cidadã japonesa e realizou deslocamentos entre diferentes estados da Federação nos últimos tempos.

O pai do menino, identificado como Dandre Jermaine Grayson, um missionário norte-americano de 33 anos, foi preso em flagrante no último domingo, após levar o filho ao hospital. No dia seguinte, ele passou por audiência de custódia no Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (NUGESP), ocasião em que teve a prisão preventiva decretada.

Histórico de agressões

Conforme a Polícia Civil, há registros em pelo menos outros dois estados brasileiros que apontam que três dos outros filhos do casal, hoje com cinco, sete e nove anos, também teriam sofrido agressões semelhantes.

A situação de um quarto filho, um bebê de um ano, ainda é investigada. Até o momento, não há confirmação de que ele tenha sido vítima de violência. Os cinco irmãos foram encaminhados para acolhimento institucional por determinação do Conselho Tutelar.

Além dos maus-tratos contra as crianças, a polícia investiga possíveis episódios de violência doméstica contra a esposa do missionário. Um pedido de medida protetiva já foi encaminhado.

Segundo a investigação, a família vive no Brasil há nove anos e havia se mudado para Viamão há cerca de seis meses.

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