Quem dedicou seu tempo para ver o primeiro debate entre os presidenciáveis deve ter notado a ausência do ilustre protagonista, o BRASIL!
Acredito que não tenha sido falha da produção; certamente, foi convidado, contudo, ou ficou do lado de fora dos portões, tanto foi o alvoroço para conseguir uma das cadeiras num auditório dividido e raivoso ou, pior ainda, lá estava, mas não foi reconhecido entremeio a polarização… mais um ato falho, gafe, ou a mais pura e dura realidade do país?
O debate mais pareceu um duelo de espadas, melhor dizendo, de vez em quando, um estava com espadas, o outro com um canivete e, em outro momento, de mãos vazias, a ponto de que a proximidade poderia ter levado a externarem seus sentimentos mais profundos um pelo outro.
O BRASIL, é fato, em alguns momentos, foi lembrado em termos de projetos, de ideias concretas para o futuro, mas, de longe, pareceu um debate e, sim, um embate de acusações e bravatas.
Por outro lado, as eleições, ao menos esta, demostra que o dinheiro dos impostos, está bem guardado a sete ou mais chaves para tantas demandas necessárias ao país, entretanto, ao contrário, para promessas eleitoreiras e populistas, o cofre está largado, aberto, sem trancas ou segredos, pois está a jorrar como nunca nesse país e ao que tudo indica, o arcabouço fiscal acaba de estourar e, aguardem, lá vem a bomba d’agua da reforma fiscal que afogará ainda mais os brasileiros em dívidas.
Aliás, salvo a demagogia e hipocrisia, de fato, alguns políticos, tem um apreço especial pelos pobres, o que é louvável sob o ponto de vista humano e de políticas públicas, contudo, não faltam àqueles que tem uma memória seletiva, lembram dos pobres somente nas eleições e “amam” tanto dos mesmos, que chegam ao ponto de multiplicar os pobres a qualquer preço…e interesse.
Deixemos claro, a heroica história do sufrágio universal não deixa dúvidas em relação à democracia: o ato de votar é um ato nobre a todos, não há diferença social, rico ou pobre não votam em urnas separadas, ao menos aqui, a igualmente constitucional impera. Pobre é sim a escolha de governo que multiplica pobres, cuja gestão pública é pobre, pobre de ideias – exceto aquelas no sentido de se perpetuar no poder –, pobre de ideais, pobre de valores éticos e morais, pobre de competência e, pelo que se tem visto, pode até mesmo tornar o povo pobre de Justiça.
Aliás, falando em JUSTIÇA, a Constituição, a maior lei do país, é clara no seu artigo 5º “Todos são iguais perante a lei”…
No entanto, às portas do segundo turno das eleições, a mais importante da história, porque é esta que servirá, ao nosso futuro, não cessam a cada dia, vazamentos de informações, provas de processos em andamento, denúncias ao vivo nas redes nacionais, as quais refletem escandalosos comportamentos de algumas altas autoridades do país, desnudando, literalmente, a República, não tendo outra pergunta a se fazer senão… por onde andará a JUSTIÇA da cobertura?
Parece um tanto adormecida, uma espécie de hibernação eleitoral. Mas, nada de culpar os Constituintes de 1988, afinal, quem ousaria pensar que o futuro reservaria ao país uma casta superior? Quem sabe, não seria o caso de um adendo, com uma pitada de ironia séria no artigo 5º da Constituição Federal,– “Todos são iguais perante a lei … E A LEI DEVERÁ SER IGUAL E IGUALMENTE APLICADA AOS IGUAIS, MESMO ÀQUELES MAIS IGUAIS QUE OS OUTROS ”.
Sim, tal sugestão mais parece uma fábula, mas até mesmo esta tem encontrado lugar em BRAS ILHA, onde uma loba, ou seria uma raposa…ameaçada por um rato, ameaça engoli-lo, juntamente com outros ratos, sem desperdiçar morcegos e outros animais peçonhentos que frequentavam a festa dos bichos, pagos por um outro lobo com muitas matilhas. Um roteiro à brasileira, surreal, que tende a plagiar, copiar a famosa estória no livro A Revolução dos Bichos, publicada por George Orwell em 1945.
Bom, nos resta acreditar no velho futuro do Brasil, podendo, ainda, quem sabe, ser salvo por alguma novidade vazada por um “malvado favorito” antes do próximo domingo. E se o amigo leitor anda um tanto desacorçoado tal qual quem vos escreve, encerro com duas frases. Uma me tirou o sono: “É DIFÍCIL LIBERTAR OS TOLOS DAS AMARRAS QUE ELES VENERAM”, de Voltaire (escritor e filósofo do Iluminismo francês que defendia a liberdade de expressão e pensamento). A outra, ao menos, me fez sonhar acordado: “O PAPEL DA DEMOCRACIA NÃO É ASSEGURAR QUE OS MELHORES CHEGUEM AO PODER, E, SIM, GARANTIR QUE OS PIORES NÃO PERMANEÇAM NELE PARA SEMPRE”, de Margaret Thatcher (considerada a Dama de Ferro, foi a primeira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra do Reino Unido).
Vamos em frente e às urnas!





