A VIDA DE BENTO

Foram 4 significativos eventos que envolveram e movimentaram as lideranças comunitárias nos últimos 10 dias. Com eles pode-se deduzir que Bento se move em torno de sua grandeza.

AGORA TEMOS O MEDICAL

Quando o então empresário, professor, mentor -joguem todas as qualificações positivas que quiserem pois elas cairiam no inesquecível Emyr Farina- presidiu o Centro da Indústria e Comércio, foi fundador da Entidade que já tinha Sede própria, todo o último andar do Edifício Camerini. As reuniões almoço eram prestigiadas por cerca de 100 empresários toda segunda-feira, com os “pesos-pesados” sempre lá. Nesse tempo, o TACCHINI já era uma Instituição de Saúde muito respeitada, anos e anos gerenciada por Honorino Marini, uma figura ímpar que, diante de qualquer problema, fazia saltar de sua boca o “deixa pra mim”, e resolvia mesmo. “Sensacional!” Depois do Marini veio o PILETTI, esse líder, muito meu amigo, que exercia uma gestão humanitária, sempre de prontidão no atendimento, com fidalguia, educação e cordialidade. Se ao TACCHINI fosse dado o poder da canonização, PILETTI seria certamente canonizado. Era então o TACCHINI conduzido na sua simplicidade, “perturbada” com o positivismo do surgimento do TACCHIMED que, na sua implantação, até eu ajudei a vender algumas adesões, em torno de 10. Enquanto o Hospital era conduzido na singeleza, o CIC exercia, sem dúvidas, um grande poder no desenvolvimento industrial, na representatividade do município e em direção ao progresso da comunidade. Aos poucos a situação foi se invertendo. O CIC se fragilizou e o TACCHINI se agigantou. Foi preciso, no CIC, um choque de gestão. Foi gradativo. Embora a Entidade tenha agregado inúmeros eventos com sustentabilidade, está tendo dificuldade de agregar, em torno de si, os “mega” empresários, como ocorria nos áureos tempos em que grandes líderes empresariais como José Eugênio Farina, Félice Barzenski, Dovarlino Pozza, Moysés Luiz Michelon, Carlos Dreher Filho, e outros tantos igualmente valorosos, eram presença constante nos movimentos empresariais, inclusive acolhendo a visita de dois Presidentes da República. Trazer na militância em torno da Entidade foi um desiderato da então Presidente Marijane Paese, do seu sucessor Presidente Carlos Lazzari que, inclusive, trouxe para o CIC Gilberto Durante, como Supervisor dos Eventos. O atual Presidente eleito, Daniel Panizzi, constituiu uma diretoria bastante representativa que, se atuar da forma comprometida, teremos a consolidação de novos tempos na Entidade. Mas, aos meus olhos, a ENTIDADE do momento, a “queridinha” dos empresários é o TACCHINI. HILTON MANCIO, superintendente que substituiu PILETTI, profissionalizou o Hospital, parece até que ele foi tomar, num “terreiro de umbanda”, o passe TACCHINISTA pois, em outros termos, assim como PILETTI, incorporou o Hospital, tamanho o comprometimento e dedicação. Em instância superior, ao lado dele, estabelecendo diretrizes e homologando decisões, o Conselho Administrativo, atualmente sob a Presidência de Leonardo Giordani, uma das melhores cabeças pensantes de Bento. Depois dele já se sabe quem serão os próximos presidentes, traduzindo o modelo de gestão do TACCHINI num dos mais positivos, é inclusive CASE em Gestão Hospitalar, parece que vai servir inclusive de modelo ao próprio CIC, os atuais vices assumirão a Presidência da Entidade. O passo gigantesco do TACCHINI o traduziu numa das mais modernas Entidades Hospitalares do país, com instalações, equipamentos e modelo de gestão que chamam a atenção e colocam o sistema de saúde em Bento num patamar elevadíssimo, consolidado inclusive, com a inauguração do TACCHINI MEDICAL CENTER, moderno edifício com instalações que abrigam o atendimento dos associados do TACCHIMED e, também, através do atendimento de clinicas médicas particulares. Na inauguração, notei a presença da “NATA” empresarial de Bento, pessoas que também eu gostaria de ver como presenças constantes no CIC, que estão dando, ou deram, sua contribuição para a construção desse gigante que tanto nos orgulha. Um dia ouvi, de Armando Piletti, a seguinte afirmação: “O TACCHINI tem duas vidas: antes e depois de José Eugênio Farina”. E, recentemente, ouvi de Antônio Massignan, que exerceu a Presidência do Conselho: “O TACCHINI transformou a minha vida. Saí da presidência sendo outro homem”. Aí está a magia do gigante, “salvando vidas, agregando em torno de si, homens transformadores e também homens que confessam, na sua abençoada humildade, que se transformaram”. Já tivemos, no passado, três Hospitais em Bento, mas, os dois principais, eram o HOSPITAL GIORGI, capitaneado pelo Dr. Beniamino Giorgi, considerado Hospital popular e, o HOSPITAL TACCHINI, capitaneado pelo DR. TACCHINI e pelos seus sucessores DR. GALASSI e DR. ANTÔNIO CASAGRANDE. GIORGI e TACCHINI, vieram da Itália, aqui tinham seguidores ferrenhos que alimentaram uma rivalidade popular que não havia entre os dois. Contou meu avô que, um dia, seis “cavalarianos TACCHINISTAS”, armados, fizeram uma “parada técnica” amarrando os cavalos em frente ao “casarão” em que eu morei até os oito anos, no BARRACÃO. E questionaram meu avô, que era GIORGISTA: “onde está escondido o VELHO PACO?”. O VELHO PACO era considerado (tem 2 livros sobre a vida dele) uma espécie de “bandoleiro”, dizia-se que era GIORGISTA e, também um “Robin Hood”, que “roubava dos ricos para dar aos pobres”. Diz a lenda também que o “tesouro” do VELHO PACO ainda está enterrado por aí, vai saber! Tenho ouvido inúmeras pessoas declarando, com absoluta convicção, que todos deveriam ter um PLANO DE SAÚDE. Tenho o meu TACCHIMED familiar, tenho feitos exames para “NUNCA PRECISAR DO TACCHINI” com serviços invasivos, ‘tô’ me saindo bem. Mas, meu apreço pelo TACCHINI tem algo que me perturba: o desaparecimento do SOLAR, a palacina, casa construída para o DR. TACCHINI para que ele voltasse a Bento depois de ter ido embora, deixando a cidade depressiva e saudosa. Há fotos do seu retorno sendo saudado na rua por milhares de pessoas, momento em que lhe foi entregue o Hospital com a palacina, o SOLAR, mais tarde denominado “SOLAR DOS MÔNACO”, hoje seria um dos mais belos prédios arquitetônicos e históricos de Bento.

O MÉRITO LOjISTA

Tenho enfatizado que o empresário Antônio Longo, bento-gonçalvense por adoção através da concessão do título de cidadania, tem o perfil que me agrada. É cordial, respeitoso, agregador, tem espirito comunitário como poucos e tem conceito, muito conceito, aqui e lá fora, contribuindo, de forma exemplar, para o prestigio que Bento tem, no que tange à sua grande grandeza, alicerçada na atuação de suas lideranças, natureza e frutos pródigos ligados ao trabalho, legado de nossos imigrantes. E, hoje, podemos dizer, também de nossos migrantes; são muitos em Bento. Portanto, não foi surpresa para mim que ele, tendo transitado por longo tempo, com unanimidade, na AGAS, com o exercício de valiosos e históricos mandatos na presidência, e, agora, com sua atuação na Entidade máxima do setor Supermercadista que é a ABRAS, tenha sido distinguido, pela CDL, com o MÉRITO LOJISTA. A entrega ocorreu dia 19, no já tradicional jantar da Entidade no qual – já nos acostumamos- o protocolo é complexo pelas inúmeras manifestações que são consideradas necessárias e oportunas. Costumo dizer que esses eventos requerem a mesma paciência determinada por um longo casamento. Muito prestigio em torno do acontecimento. O CDL, que tinha na Presidência Marcos Carbone, agora é presidido novamente por Elenir Bedin, líderes que dão “volume” ao contexto de nossas expressivas lideranças.

A MISSÃO DE DIOGO

ELTON GIALDI, da MÉRICA LOGÍSTICA, ícone entre as lideranças empresariais de espírito comunitário, reuniu amigos em jantar informal, esta semana. Em torno dele gravitaram pesos-pesados das lideranças, na vertical e na horizontal. Lá estavam, o Comando Militar, dois Delegados de Polícia, Membros do Conselho Superior e Presidência do CIC, e Membros do CONSELHO do TACCHINI, liderados por seu Presidente Leonardo Giordani. Entre outros, como por exemplo o vice-prefeito de Garibaldi, o Presidente do CIC de Garibaldi e a presença da ASCON na pessoa de Alan Scomazzon. Em certo momento, somou-se ao Presidente do Legislativo Anderson Zanella, a chegada do Prefeito Diogo e do Deputado Pasin. Pronto, se alguém pensasse em festejar em alto nível seu aniversário (Elton festejou, embora ocorra hoje com o festejar em família), a corte comunitária estava perfeita. Mas, havia um clima de apreensão no ar, no dia seguinte o prefeito iria renunciar, ou não, ao cargo de Prefeito para ser candidato a Deputado Federal. Os presentes “caíram para cima do prefeito” como um “enxame de abelhas” com a “picada do bem” para que ele anunciasse que seria candidato, prometendo ao prefeito “polinizar” sua candidatura, quer dizer, procurar flores (votos) para produzir o mel (conquista de vaga na Câmara). Sensibilizado, após ouvir pronunciamentos de apelo, Diogo admitiu renunciar e concorrer, decisão que já havia tomado antes de estar ali e, Amarildo, o Vice, que dizia nada saber, já tinha até o nome de seu Secretário de Governo, o Secretário de Obras, Carlos Quadros, “um homem leal e de minha absoluta confiança” confidenciou. DIOGO sai triste da Prefeitura, não é fácil assimilar renúncias, mas vai cumprir uma missão, Bento precisa de um Deputado Federal. Se eleito, vamos estar bem representados; se não for, vai acabar sendo Secretário de Estado na hipótese de que o candidato do PL, Zucco, ganhe a eleição. “A oportunidade de Bento voltar a ter um Deputado Federal é agora” disse Diogo, no que eu concordo. Em torno disso, Pasin e Diogo fecharam a porteira, aqui em Bento apoio recíproco e para mais ninguém; lá fora, “cada um por si”. O objetivo é conseguir aqui 40 mil dos 90 mil votos que serão depositados nas urnas. Se depender das lideranças que estavam “no aniversário do Elton”, irão conseguir. DIOGO precisará conseguir, lá fora, 40 mil votos. Não será tarefa fácil traduzir em votos a admiração que obteve com seus posicionamentos e ações que caíram na graça da opinião pública. PASIN, entendo que tenha a reeleição de certa forma assegurada. A sua luta é por 80 mil votos, ou mais, se conseguir estará habilitado a uma Presidência da Assembleia, mais adiante a candidatura a Vice ou a Governador. O trabalho diferenciado com que conduz seu mandato, vai ajudar. PRECISAMOS DE UM DEPUTADO FEDERAL. CHEGA DE TROCAR POR VOTOS APENAS EMENDAS!