Terça-feira, 06 de Outubro de 2026

ÚLTIMA HORA

Assim como na Câmara, PL vai ter maioria absoluta no Senado com 28 senadores

O Partido Liberal (PL) deverá ser o maior partido no Senado a partir do início de 2027, após eleger 19 senadores nas eleições deste domingo, 4 de outubro. A bancada do partido deverá ter 28 membros. A de nenhum outro partido deve chegar a um terço desse total: o PT, com 9 senadores, e o MDB, com 8, são as bancadas seguintes em número de integrantes.

Caso esse número se confirme em fevereiro, quando os novos senadores tomarem posse, isso também fará do PL a maior bancada partidária do Senado ao início de uma legislatura desde a promulgação da Constituição de 1988. O recorde anterior era de 1999, do MDB (então PMDB), que iniciou a legislatura com 27 senadores na sua bancada.

Foto: Agência Senado

No Rio Grande do Sul, Ubiratan Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo) foram eleitos. Leia abaixo:

Reeleitos

Quarenta vagas serão renovadas no Senado, o equivalente a 74% das cadeiras em disputa. As demais serão ocupadas por senadores que conseguiram se reeleger. Dos 32 atuais senadores que tentaram a reeleição, 14 conseguiram um novo mandato, o que corresponde a 43,7%. 

Antes mesmo da apuração, já se sabia que haveria mudança significativa na composição da Casa a partir de 2027. Isso porque, entre os ocupantes das 54 cadeiras em disputa, 13 não eram candidatos e outros 9 disputaram cargos diferentes ou participaram das eleições como suplentes. Com o resultado das urnas, a renovação foi ampliada pela derrota de 18 dos 32 senadores que tentavam permanecer no cargo.

Foram reeleitos, em ordem alfabética: Alessandro Vieira (MDB-SE), Carlos Portinho (PL-RJ), Cid Gomes (PSB-CE), Eduardo Braga (MDB-AM), Eduardo Gomes (PL-TO), Humberto Costa (PT-PE), Jaques Wagner (PT-BA), Lucas Barreto (PSD-AP), Marcelo Castro (MDB-PI), Marcio Bittar (PL-AC), Plínio Valério (PSDB-AM), Rogério Carvalho (PT-SE), Styvenson Valentim (Podemos-RN) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB).

Números

A disputa de 2026 repete um dado de 2018: nos dois pleitos, 32 titulares tentaram continuar no Senado. Em 2018, porém, apenas 8 foram reeleitos, e a renovação alcançou 46 das 54 cadeiras, ou 85,19%. Em 2026, o índice de reeleição foi maior, e a taxa de renovação, menor. 

As outras 27 cadeiras do Senado não estavam em disputa neste ano porque foram preenchidas na eleição de 2022 e têm mandato até janeiro de 2031. Ainda assim, algumas terão mudança a partir do próximo ano. 

Cleitinho (Republicanos-MG) e Sergio Moro (PL-PR) foram eleitos governadores, enquanto Alan Rick (Republicanos-AC), Omar Aziz (PSD-AM) e Professora Dorinha Seabra (União-TO) avançaram para o segundo turno nos respectivos estados. O Senado é renovado alternadamente a cada quatro anos: em uma eleição são escolhidos dois terços da Casa e, na seguinte, um terço. 

Senadores eleitos por estado

Acre Marcio Bittar (PL) e Mara Rocha (Republicanos)

Alagoas Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB)

Amapá Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD)

Amazonas Eduardo Braga (MDB) e Plínio Valério (PSDB)

Bahia Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT)

Ceará Cid Gomes (PSB) e Luizianne Lins (Rede)

Distrito Federal Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL)

Espírito Santo Renato Casagrande (PSB) e Evair de Melo (Republicanos)

Goiás Gustavo Gayer (PL) e Gracinha Caiado (União) 

Maranhão André Fufuca (PP) e Lahesio Bonfim (Novo)

Mato Grosso Mauro Mendes (União) e Zé Medeiros (PL)

Mato Grosso do Sul Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL)

Minas Gerais Domingos Sávio (PL) e Marília Campos (PT)

Pará Helder Barbalho (MDB) e Chicão (União)

Paraíba João Azevêdo (PSB) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB)

Paraná Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo)

Pernambuco Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT)

Piauí Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD)

Rio de Janeiro  Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL)

Rio Grande do Norte Styvenson Valentim (Podemos) e Samanda de Lula (PT)

Rio Grande do Sul Ubiratan Sanderson (PL) e Marcel Van Hattem (Novo)

Rondônia Fernando Máximo (PL) e Bruno Scheid (PL)

Roraima Nicoletti (PL) e Teresa Surita (MDB)

Santa Catarina Carol de Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL)

São Paulo Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL)

Sergipe  Rogério Carvalho (PT) e Alessandro Vieira (MDB)

Tocantins Eduardo Gomes (PL) e Alexandre Guimarães (MDB)

Fonte: Agência Senado

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