Nos dias de véspera da Páscoa o negócio era tomar gemada só para aproveitar a casca dos ovos abertas só no ladinho e pintar com tinta colorida. Se completava o vazio com amendoim e açúcar e o ovo de galinha ia para o ninho do coelho da Páscoa.
O sacana do Plinio colocou um ovo inteiro no meu ninho, com esparadrapo disfarçando um buraco que não existia.
Quebrei dito ovo sobre o caderno dos temas e deu aquela sujeira de clara e gema. Os dois apanhamos.
O Eduardo, sobrinho do Plinio, saiu igualzito ao tio. Pintou um ovo de preto e colocou no ninho de uma poedeira lá no Salgado. Foi o maior alvoroço. A EMBRAPA foi chamada para elucidar o caso mas o João descobriu a malandragem e encobriu a brincadeira.
Houve época, quando ainda não existiam meios de conservação de alimentos, como a geladeira, que os ovos de galinha eram guardados em grandes latas cheias de cal, este mesmo cal que se usa em material de construção e até para fazer a casquinha dura do doce de abóbora de pescoço. Uma delícia!
Lembro de um oficial do Batalhão Ferroviário que transitava por Bento e comeu o tal doce de abóbora. Ficou perplexo ao descobrir que abóbora de pescoço não era apenas comida para porco.
Ovo da galinha também não é só para omelete: tem colégio que ensina a gurizada na tradição dos velhos tempos. Lá em casa estou aguardando para ver se aparece ovo com amendoim na Páscoa.
Para nós, adultos, a Páscoa recorda a paixão, morte e ressurreição de Cristo. Para as crianças é o tal do coelhinho.
Dê-lhe ovo de chocolate, caros uma barbaridade, e uns bons quilos a mais no peso de toda a família. Isso mesmo: sai do bolso e vai pra barriga.
No Natal também o fato se repete: para os adultos é o nascimento de Cristo e para as crianças o Papai Noel.
Que bom ser criança e acreditar em coelhinho e Papai Noel!
Melhor ainda é acreditar que houve um Homem que passou pela terra e encheu de esperança e amor uma humanidade que merece ser feliz. Ele morreu por este amor: Cristo.
Eu acredito!






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Paulo, sobre memórias: Páscoa. Linha Paulina. 1964 D.C. Personagem ” caporal “. Segundo Genuino Cavalli, eram amigos, carregava o apelido porque tinha trabalhado no EB Ferroviário. Eu nunca soube o nome verdadeiro. Lembro-me, como hoje, eu tinha +- 5 anos, que em uma festa, de tanto jogar a ” mora” as juntas de suas mãos ficaram em carne viva. Lançou mão de fôlhas de radici como curativo. Sobras da salada servida no almoço onde era farto o sal e o vinagre. Mas, o fato mais curioso, sobre esse personagem, que meu pai comentava, era a revolta que os quadros do calvário proporcionavam. Saía da igreja ( velha) da Linha Paulina, proferindo impropérios e ameaças aos romanos. Tais: “porquê não se botam comigo “, em dialeto vêneto. Demonstrando a fé em Jesus Cristo. Paz amigo.
Paulo, bom dia. Da série ” memórias “. Páscoa: Local Linha Paulina. Data uma festa religiosa. Ano 1964 DC. Personagem ” caporal “. Carregava este apelido, porque segundo Genuino Cavalli (eram amigos ) trabalhou no EB Ferroviário. Eu nunca soube o seu nome. Lembro como hoje, eu tinha +- 5 anos, que ele de tanto jogar ” la mora ” as juntas de suas mãos ficaram em carne viva e usou como curativo fôlhas de radici. Sobras da salada servida na festa onde era farto o vinagre e o sal. Mas o fato curioso que meu pai comentava, era a revolta que lhe causavam, os quadros do calvário. Nestes dias da semana santa, saia da igreja ( velha ) proferindo impropérios e ameaças contra os romanos. Tais: Pq machucam este homem ? Pq não se botam comigo ? Naturalmente em dialeto vêneto. Demonstrando uma fé inabalável em Jesus Cristo.
Muito lindas estás lembranças! Feliz Páscoa tbm é que Cristo renasça em nós todos os dias!