A representação feminina do Rio Grande do Sul na Câmara dos Deputados será menor a partir de 2027. Nas eleições de 4 de outubro, apenas cinco mulheres foram eleitas entre as 31 cadeiras destinadas ao Estado, uma redução em relação ao pleito de 2022, quando seis candidatas foram escolhidas pelos gaúchos.
A nova bancada feminina será formada por, em ordem de votação:
Fernanda Melchionna (PSOL) – 280.262 votos
Maria do Rosário (PT) – 173.788 votos
Any Ortiz (PP) – 151.433 votos
Daiana Santos (PCdoB) – 114.315 votos
Denise Pessôa (PT) – 100.893 votos
Juntas, elas somam 820,6 mil votos.

No pleito de 2022, além das já citadas, Fran Bayer (Republicanos) havia sido eleita.
Com a nova configuração, as mulheres representarão 16,1% da bancada federal gaúcha, enquanto os homens ocuparão 26 das 31 cadeiras.
O número também fica abaixo da média nacional: em 2026, foram eleitas 109 mulheres para a Câmara dos Deputados, o maior número da história da Casa.
Bancada feminina no geral
A bancada feminina da Câmara dos Deputados passará de 90 para 109 parlamentares a partir de 1º de fevereiro de 2027. As 19 cadeiras a mais representam expansão de 21,1% em relação à atual legislatura. Do total de 109 parlamentares que compõem o grupo, 59 foram reeleitas (incluindo as cinco gaúchas), índice que corresponde a 54% da bancada.
Apesar do avanço, o cenário ainda evidencia a baixa representatividade feminina na Casa, quando comparado ao quantitativo de homens eleitos, que somam 404 deputados (79%).





