Não há uma crise moral que sombreia os nobres e elevados ambientes de poder da República, já acreditei nisso, contudo, crise tem início, meio e fim, mas dada a situação que alcança o STF – Supremo Tribunal Federal – entendo, data vênia, estarmos diante de uma CULTURA IMORAL que foi implantada no país no decorrer dos anos, criando raízes profundas, uma espécie de Lei de Gérson “constitucionalizada”, aquela de levar vantagem em tudo, certo?
Errado!!!
O que seria uma mera propaganda de cigarro em meados da década de 70, se tornou uma lei maior não escrita, mas vigente numa sociedade que não aceita o errado no coletivo, mas no trato particular…opa…talvez esteja aí a brecha da lei…
É mais do que na hora de revogar tal lei, torna-la inconstitucional sob o ponto de vista da CONSTITUIÇÃO MORAL DE CADA CIDADÃO que reclama por um país melhor, mas que moralmente, diante de situações de flagrante injustiça no seu cotidiano, nada faz, não contesta o errado, dá de ombros, sob a alegação de que “não dá nada”, “não quero me incomodar”, até se dar conta de que a outra lei, a lei do retorno bate à porta…
A propósito, enquanto escrevo estas linhas, segue nesta terça-feira a histórica sessão pública no STF que decidirá pela investigação ou não do ministro Moraes sob suspeita de ligações nada republicanas com o Banco Master.
Muito se diz que tal decisão definirá o futuro de tal ministro…
Ao meu ver, não se resume a isto, pois dada a gravidade do que até então foi apurado pela Polícia Federal, julgará como cenário de fundo, a credibilidade futura do STF, com olhos voltados em especial para seu presidente, ministro Fachin, cuja firmeza, independência e transparência no exercício da autoridade que requer o cargo, ainda mais em momentos de extrema tensão institucional, terá a oportunidade de selar sua histórica passagem pela instituição como sendo o apaziguador contestável ou o Salomão da própria JUSTIÇA!
Momento histórico sim, pois dependendo da decisão do STF, poderemos estar diante do prenúncio da revogação da Lei da Vantagem ou então, quisera não seja assim, da sua elevação na hierarquia das leis não escritas, mas sacramentada pela sociedade, em especial pelo exemplo maior do que nos torna menores se assim o seguirmos…
Sem desmerecer o devido processo legal e o vocabulário próprio dos operadores do DIREITO, porém, muito do que ouviremos nesses dias, em especial termos em juridiquês, poderão servir de fumaça, de atalho para se desviar do caminho da VERDADE para chegar ao destino JUSTIÇA.
O que muito se explica, via de regra quer se desviar da JUSTIÇA, cilada…quem sabe?
Qual será o veredito final???
Ao menos o nosso, prudente seguir o melhor caminho, mesmo que seja o mais difícil, mesmo que não haja recurso no STF, essencial sermos absolvidos pelo tribunal da nossa consciência.
Por fim, diante de tudo que estamos vivenciando, uma certa inimaginável, porém real e nova vergonha institucional se tratando agora da JUSTIÇA, espera-se não tenha por decisão a representação do que tão bem o humor sarcástico do saudoso escritor, jornalista e humorista Millôr Fernandes referiu na frase “O BRASIL É O ÚNICO PAÍS EM QUE OS RATOS CONSEGUEM BOTAR A CULPA NO QUEIJO”!!!
Vamos em frente!





