Para a família de Vanessa Bosco, a tradição gaúcha começou cedo, ainda na infância, entre as idas aos rodeios e a convivência com os cavalos. O que nasceu como uma paixão compartilhada foi, ao longo dos anos, ganhando novos significados e se tornando parte da rotina. Hoje, o tradicionalismo segue presente entre diferentes gerações, mantendo vivos costumes, valores e o vínculo com a cultura gaúcha.
Mais do que participar de rodeios e atividades tradicionalistas, a família encontrou nesses momentos uma forma de preservar uma história que vem sendo construída e transmitida. “Minha paixão veio através da paixão pelo cavalo crioulo, e desde a infância a ida em rodeios”, conta Vanessa.
Ser tradicionalista, para a família, está relacionado ao respeito e à valorização das raízes. Entre os hábitos que fazem parte do cotidiano estão sentar para tomar um bom chimarrão, ouvir músicas tradicionalistas e manter a ligação com os cavalos. A tradição também aparece na forma de se vestir, considerada uma expressão da identidade familiar. “Não apenas em ocasiões especiais, faz parte do nosso cotidiano, a vestimenta é nossa identidade, o que gostamos e o que nos representa”, afirma Vanessa.
Mesmo sem participar de um Centro de Tradições Gaúchas (CTG), eles encontram diferentes formas de manter os costumes presentes no dia a dia. Os passeios a cavalo, a lida e o cuidado com os animais são algumas das atividades que os aproximam da cultura. Durante a Semana Farroupilha, essa vivência também se amplia com a participação no Acampamento Farroupilha, em bailes e em desfiles a cavalo.

Ensaio de gestante
Vanessa, ao lado do marido Luan Marcolin Bosco, na espera de sua filha, Bianca da Silva Bosco, realizaram um ensaio gestacional com elementos tradicionalistas. “Acreditamos que esse momento mágico, deveria representar o que nos mais amamos e vivenciamos no dia a dia”, revela.
A escolha também teve um significado especial, pois buscou reunir em um único momento o amor pelos cavalos, cultura e pela própria família. “Tentamos juntar todas as nossas paixões em um único momento, e poder mostrar para nossa filha que desde a barriga nós já estávamos inserindo ela nesse meio”, relata.
O ensaio se tornou uma lembrança afetiva. As fotografias foram feitas a cavalo e também registraram peças que carregam significado especial, como a primeira pilcha comprada para a filha, guardada até hoje. “Foi muito especial, foi uma emoção grande. São fotos que temos muita paixão e que nos emocionam quando olhamos, elas conseguem transmitir nosso sentimento”, lembra Vanessa.
Para a família de Vanessa Bosco preservar a tradição gaúcha vai além da vestimenta ou do chimarrão. Trata-se de manter uma cultura viva e transmitir às crianças o sentimento de pertencimento, o respeito pelas raízes e o orgulho da história familiar e do povo gaúcho. “Preservar a tradição é mais do que usar uma pilcha ou tomar chimarrão. Acreditamos que é manter viva uma cultura. A indumentária que para nós é algo único, cultivar o hábito da hospitalidade de receber e compartilhar”, frisa.
Nesse sentido, a Semana Farroupilha representa para a família a celebração de algo que já faz parte da vida durante todo o ano. Mais do que um período de comemorações, setembro simboliza a valorização de hábitos e sentimentos cultivados diariamente. “É importante manter a tradição viva para preservar a cultura. Mantê-la viva é uma forma de honrar quem veio antes de nós e deixar uma herança cultural para quem virá depois”, finaliza.
Para eles, a relação da família com a cultura gaúcha é representada por amor e respeito pela tradição.





