Quarta-feira, 02 de Setembro de 2026

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Criminosos clonam sistema de pedágio automático e usam o Pix para enganar motoristas

Um levantamento da empresa de cibersegurança Kaspersky acendeu o alerta para motoristas que utilizam o sistema de pedágio eletrônico sem cancelas (free flow). No último ano, criminosos criaram 480 sites falsos que imitam portais oficiais para aplicar golpes financeiros. A ofensiva ganhou ritmo acelerado: apenas na última semana, 80 novas páginas fraudulentas foram colocadas no ar

Os estelionatários utilizam links patrocinados em mecanismos de busca e mensagens via SMS, WhatsApp ou e-mail para atrair as vítimas. Ao acessar o endereço falso, que copia a identidade visual das concessionárias e de portais como o Pedágio Digital, o usuário precisa apenas digitar a placa do veículo.

Mesmo que o carro nunca tenha passado por uma rodovia com free flow, o sistema gera uma cobrança falsa. Para evitar desconfianças, os criminosos estipulam valores baixos, com média de R$ 25, e disponibilizam um QR Code para pagamento imediato via Pix.

Como resposta ao avanço da fraude, o Ministério dos Transportes atualizou o aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT). A ferramenta agora centraliza o histórico de passagens pelos pórticos eletrônicos em rodovias municipais, estaduais e federais, detalhando o local exato e os meios oficiais para quitação.

Especialistas recomendam que os condutores evitem clicar em links recebidos por mensagens ou buscas na internet. A orientação é realizar consultas exclusivamente pelos canais oficiais e conferir detalhadamente os dados do favorecido antes de confirmar qualquer transferência via Pix.

Para enfrentar esse avanço das fraudes, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e o Ministério dos Transportes intensificaram os alertas e vêm adotando medidas de padronização e fiscalização dos meios oficiais de consulta. Entre as novidades discutidas e implementadas para trazer mais segurança aos condutores, estão a centralização de informações em portais governamentais e diretrizes para que as concessionárias tornem o rastreio de débitos mais transparente, combatendo o uso de páginas paralelas que imitam o serviço público.

Para não cair nessas armadilhas, o Ministério dos Transportes recomenda que os motoristas evitem clicar em links recebidos por redes sociais, aplicativos de mensagens ou e-mails, além de desconfiarem de cobranças que cheguem com tom de urgência ou ameaça de multa. A principal orientação é buscar os canais oficiais da concessionária, conferindo sempre o endereço exato na barra do navegador.

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