As equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil localizaram, por volta das 11h30 desta quinta-feira (30), novos ossos humanos na região de Caraúna, no interior de Bom Jesus. O material pode pertencer ao caminhoneiro Luciano Boeira Melos, desaparecido desde 2023.
As buscas começaram na quarta-feira (29), após Felipe Silveira Noronha, réu confesso pelo crime, indicar o local onde teria deixado o corpo da vítima. No primeiro dia de operação, um fragmento de osso já havia sido encontrado.

Os novos restos mortais foram encaminhados ao Instituto Geral de Perícias (IGP), que realizará os exames para confirmar a identidade. A expectativa é de que o material seja de Luciano, já que o ponto foi indicado pelo próprio acusado. Caso a identificação seja confirmada, a família poderá obter a certidão de óbito e realizar o sepultamento.
A área onde ocorrem as buscas fica em uma região de difícil acesso, a cerca de 40 minutos de carro do Centro de Bom Jesus. Em nota, o Corpo de Bombeiros informou que o local sofreu alterações significativas em razão da ação do tempo e, principalmente, dos eventos climáticos extremos registrados em 2024. Segundo a corporação, as mudanças na topografia, na vegetação, nos cursos naturais de drenagem e no acúmulo de sedimentos comprometeram a preservação de vestígios e dificultaram a localização dos pontos inicialmente indicados.
As buscas já foram encerradas nesta quinta-feira. Agora, a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros irão avaliar os próximos passos da operação, incluindo a possibilidade de empregar equipes especializadas em buscas terrestres e cães farejadores para dar continuidade aos trabalhos.

Julgamento
Terminou na noite desta quarta-feira (29) o júri dos acusados pela morte de Luciano Boeira Melos. Três dos quatros réus foram condenados. A Juíza de Direito Luciana Rech Slaviero Porath, da Vara Judicial da Comarca, leu a sentença com o resultado às 23h. O julgamento teve início na manhã da terça-feira (28).
As penas individuais são as seguintes:
– Felipe Silveira Noronha (confessou o crime), 20 anos de reclusão e 3 meses de detenção em regime inicial fechado pelos crimes de homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima), de ocultação de cadáver e de fraude processual
– Flávio Silveira Noronha (irmão de Felipe), 20 anos de reclusão e 3 meses de detenção em regime inicial fechado pelos crimes de homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima), de ocultação de cadáver e de fraude processual
– Fabiana Ramos Saraiva (esposa de Felipe), 18 anos e 8 meses de reclusão e 3 meses de detenção em regime inicial fechado pelos crimes de homicídio qualificado (motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima), e de fraude processual
A magistrada determinou na decisão a prisão dos condenados, todos presentes ao Foro, para a execução imediata do cumprimento das penas. Um quarto réu, José Balduíno Saraiva, pai de Fabiana, foi absolvido de todas as acusações.
Cabe recurso da decisão.




