O corpo de Oliver Golden Greysson, de 3 anos, permanece no Instituto Médico Legal (IML) à espera do reconhecimento por um familiar para que possa ser liberado. O caso ocorreu na cidade gaúcha de Viamão.
A situação ocorre porque os únicos parentes da criança no Brasil são os pais, Dandre Greysson e Mayanna Rodgers, ambos presos, e os quatro irmãos, que são menores de idade e não podem realizar o procedimento.
A defesa de Mayanna solicitou à Justiça autorização para que ela seja escoltada até o IML para reconhecer o corpo do filho. Até o momento, o pedido ainda não foi analisado.
Antes da transferência da mulher para a Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba, a direção da Penitenciária Feminina Madre Pelletier emitiu parecer contrário à saída. No documento, a Polícia Penal alegou que a grande repercussão do caso representa risco à integridade física da presa, à segurança dos servidores e à ordem pública.
Com a mudança de unidade prisional, a defesa deve apresentar um novo pedido para que a direção da penitenciária de Guaíba avalie a possibilidade da escolta.

Pela legislação brasileira, o reconhecimento do corpo pode ser realizado por parentes de primeiro grau (pais e filhos), cônjuge ou companheiro, familiares de segundo grau (irmãos, avós e netos), parentes de terceiro grau (tios e sobrinhos) ou por um representante legal. Caso não haja reconhecimento, a liberação do corpo pode ocorrer após 30 dias.
Oliver Golden Greysson morreu em 9 de julho, quatro dias depois de ser internado com graves ferimentos provocados por agressões, ocorridas em 5 de julho. O pai da criança, Dandre Greysson, missionário americano que vive no Brasil há nove anos, está preso e confessou ter espancado o filho. A mãe, Mayanna Rodgers, também foi presa. Conforme a Polícia Civil, ela é investigada por suspeita de omissão e pelo crime de tortura.
As investigações seguem em andamento.
Nota da defesa
A defesa de Mayanna Angelina Rodgers, presa preventivamente sob a acusação de omissão na morte de seu filho de três anos, manifestou forte oposição à decisão administrativa que a impede de reconhecer o corpo da criança e de acompanhar os atos fúnebres. O posicionamento ocorre após a direção do Presídio Estadual Feminino Madre Pelletier emitir um parecer contrário à liberação extraordinária da detenta, citando riscos de segurança devido à grande repercussão do caso.
Em documento enviado ao juiz Guilherme Pires Mitidielo, da 1ª Vara Criminal de Viamão, a diretora da casa prisional, Sabrina Varoni Nunes, manifestou-se de forma desfavorável ao deslocamento de Mayanna. No ofício, a direção aponta que o envolvimento dela em um “crime de grande repercussão social” potencializa ameaças à integridade física da própria presa, dos agentes de escolta e à ordem pública.
Sob a mesma justificativa de segurança, a administração prisional confirmou a transferência de Mayanna para o Presídio Feminino de Guaíba.





