O homem acusado de matar a companheira grávida em Cruz Alta, em 2024, foi condenado a 105 anos de reclusão, em regime fechado. O júri de Thiago Santos da Silva foi realizado na terça-feira (23), no Salão do Júri do Foro local. Cabe recurso da decisão.

O Tribunal do Júri foi presidido pelo Juiz João Vitor Pomilio De Marchi. De acordo com o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), autor da denúncia, Jéssica Alf Pereira foi morta em 10 de novembro de 2024. O corpo dela foi localizado no banheiro da casa onde o casal residia, com múltiplas lesões, especialmente no rosto e na cabeça. O acusado chegou a registrar o desaparecimento da companheira, alegando que os dois foram atacados por outras pessoas. A vítima estava com 6 semanas de gestação.

Para a acusação, o crime foi cometido por razões da condição do sexo feminino, envolvendo violência doméstica e familiar, bem como menosprezo à condição de mulher.

O réu foi condenado por feminicídio, com três causas de aumento de pena (gravidez, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e meio cruel); agravantes por reincidência e motivo torpe, além de circunstâncias judiciais desfavoráveis, o que contribuiu para a elevação da pena.

Durante o julgamento, foram ouvidas cinco testemunhas, sendo três de acusação e duas de defesa. No interrogatório em plenário, o acusado confessou a autoria do crime.