Há exatamente quatro anos atrás, portanto lá em 2022, logo após o furor da pandemia da Covid, escrevi, neste mesmo espaço, uma coluna cujo título era “Quando o emprego está desempregado”.
Uma realidade que ao meu ver não mudou, ao menos não nesta terra bordada de parreirais.
A reclamação da falta de mão de obra é uníssona, ou seja, geral, desde o serviço mais simplório, sem qualquer desmerecimento, pois todos são necessários, até mesmo o mais técnico que requer grande expertise.
Não é por menos, a lei natural se inverteu, a vaga de trabalho que era concorrida, agora tem no trabalhador o seu foco de concorrência, pois sobram vagas e faltam trabalhadores para o mercado, mesmo não estando ele a seu pleno vapor.
Essa inversão seria o sonho de consumo de uma economia pujante, contudo, já dizia o ditado…nem tudo que reluz é ouro!
As vagas de trabalho que continuam vagas por muito tempo sofrem para serem preenchidas, cuja causa comentada aos quatro ventos, tratando o assunto sem hipocrisia, por mais politicamente incorreto que possa ser interpretado diversamente por cores ideológicas, não é pela demanda de mercado, o que seria o fruto maduro das dores do crescimento, mas sim, teria no “empregador governo” o seu grande concorrente público contra o setor privado.
Diante de uma política sem avanços sob o ponto de vista de limitar a dependência do Estado pelo cidadão, não oportunizando meios eficazes de crescimento pessoal e profissional, aliada à falta de fiscalização e a interesses escusos ou não em propagandear de forma sorrateira o já mofado e doentio complexo de vira-lata em relação aos brasileiros, fato é que muitos potenciais trabalhadores restam “escondidos” em programas sociais sem merecimento e enquadramento legal, a exemplo claro do que se constatou na nossa cidade, não ingressando ou não retornando ao mercado de trabalho, pois estão a desfrutar do mesmo dinheiro público que é sugado por fraudes e golpes em maiores proporções, pois se “esquece” que a casta de “Bras ilha” é o extrato da sociedade que vivemos e “alguém” os colocou lá, embora há quem diga que vivem em outro planeta.
Não bastasse isso, a reclamação “na fila do pão” aumentou de forma considerável, pois seja em razão da falta de pessoas no atendimento de maneira geral e da urgência em colocar no mercado pessoas para darem vazão ao serviço que está encalhado, resulta em parte na falta de qualificação das pessoas. O resultado, por sua vez, é insatisfatório e, o que é pior, o estado geral das coisas parece levar ao conformismo, pois já há quem diga que isso não vai mudar…é assim mesmo…meio que normatizando o mau atendimento…e quanto a saúde…também???
Diante das incertezas dos efeitos reais da reforma fiscal, da corrida para a aprovação de legislação que adotará a escala 5×2 (trabalha 05 dias e folga 02) sem os estudos necessários quanto aos reflexos que não sejam aqueles pretendidos no dia das eleições – e tudo isso entremeio às incertezas de uma guerra (USA x Irã) que já aumenta a cada dia a fila do pão, a qual chegou ao fim do começo por algumas vezes – está mais do que na hora de aterrissar no planeta Terra, pois o Brasil não é Bras ilha…Hora de trabalhar!!!
Vamos em frente!