Pode parecer infantil, mas a primeira coisa que me vem de imediato quando ouço a palavra guerra, é sintonizar mentalmente a música de Elis Regina, Alô, Alô Marciano, lançada lá pelos idos de 1980, cuja tentativa de contato extraterrestre já anunciava…estamos em guerra, nada mais nada menos, o mundo vivia a Guerra Irã-Iraque.
Já se passaram 46 anos, seriam outros tempos, em termos de tecnologia, pode se dizer de uma forma simples que o alô aos “marcianos” e também para os seres humanos praticamente não existe mais, o Whatsapp com o advento do telefone celular o substituiu, mesmo assim pouco toca, exceto oferecendo golpes e promoções, enfim, estamos tão evoluídos, mas tão evoluídos que a nossa inteligência a cada dia passa ser mais artificial…
Em se tratando da conquista do espaço, a missão Artemis II da NASA retornou com sucesso à Terra na semana passada, foi um passeio de 10 dias e pelo que se projeta no horizonte, mais que uma bandeira, uma estação poderá estar no solo lunar em alguns anos, uma “alternativa” a vida dos humanos e quem dirá pela primeira vez…veremos marcianos tirando férias na “nossa” lua de São Jorge…
Mas enquanto divagamos pelos recentes acontecimentos da conquista espacial, na realidade TERRA, a letra da música de Elis Regina continua atual, estamos em guerra!
Aliás, mais GUERRA, pois a guerra Russia-Ucrânia já se estende por mais de 03 anos, a qual dá lugar como primeira chamada dos noticiários e a capa dos jornais a recente guerra dos Estados Unidos da América contra o Irã.
Uma guerra praticamente sem soldados, sem fronts de batalha em terra firme, esses estão nos modernos sistemas de inteligência cibernética, “jogos” reais de guerra, em salas extremamente blindadas e com ar condicionado.
Uma guerra, cujo cenário de destruição e morte, não aparece na beleza das fotos da TERRA retiradas pelos astronautas da Orion – cápsula espacial da recente missão Artemis II.
Uma guerra que dá a sensação de que o mundo diminuiu de tamanho dada a capacidade destruidora do alcance dos mísseis e drones que rasgam o céu, sem fronteiras, mas com passaporte para a morte.
Não há motivos para negar que o mundo evoluiu…a guerra, ao contrário, não!
Pois, por mais que tenha tecnologia embarcada, sempre será um erro, um retrocesso da inteligência humana, haja visto o objetivo historicamente é o mesmo, mercantilizar a PAZ, seja para troca-la tal qual o antigo escambo de especiarias ou negociar seu preço e após pago, entrega-la sempre no embrulho manchado de sangue inocente derramado pela GUERRA.
De tanto insistir em errar, pode ser que venhamos finalmente um dia acertar o fim…de nós mesmos…