Estar no South Summit Brasil é, antes de tudo, estar onde o futuro está sendo discutido com seriedade. Em sua quinta edição, realizada de 25 a 27 de março no Cais Mauá, em Porto Alegre, o evento consolidou-se mais uma vez como um dos grandes pontos de encontro da inovação e do empreendedorismo na América Latina. A própria abertura deixou claro o tom desta edição: a tecnologia continua indispensável, mas o valor real nasce quando ela é orientada pela centralidade humana. Não por acaso, o lema “Human by Design” marcou a programação, colocando a pessoa no centro da transformação digital.
Foi nesse ambiente que o Bento+20 marcou presença, reafirmando uma convicção que precisa ser dita com firmeza. A inteligência artificial não substitui a responsabilidade humana, mas ela a amplia. A fala que ecoou na abertura do evento e em diversas palestras foi direta ao ponto: a tecnologia, por si só, não gera valor. O que gera impacto é a capacidade de transformar inovação em resultado econômico e social concreto. Essa é a diferença entre usar ferramentas modernas e construir, de fato, um futuro melhor.
A força do South Summit está justamente em reunir startups, investidores, lideranças públicas, empresas e universidades em torno de uma mesma pergunta: como avançar sem perder o sentido humano das decisões? A programação deste ano abordou confiança digital, cultura organizacional, inteligência artificial, sustentabilidade e a relação entre ecossistemas de inovação da América Latina e da Europa. Em um dos painéis, a mensagem foi especialmente importante, demonstrando que a IA pode ser copiloto, mas nunca piloto. Quem decide o rumo continua sendo gente.
Para o Bento+20, essa reflexão não é abstrata. Ela conversa diretamente com a razão de existir do Conselho, que é estudar, projetar e orientar escolhas pensando no amanhã de Bento. Participar de um evento como o South Summit é ampliar repertório, construir conexões e observar, com olhar crítico, o que pode ser adaptado à realidade local. Em tempos em que tudo parece acelerar, talvez a maior inteligência seja não renunciar ao que nos torna humanos, a escuta, critério, responsabilidade e compromisso com o bem comum. É disso que nasce a inovação que realmente vale a pena.